..
  • (0) Comentários
  • Votação:
  • Compartilhe:

Gente da capital

Zuleika de Souza - Publicação:29/07/2016 11:40Atualização:29/07/2016 12:03
"TUDO VALE A PENA / SE NÃO VIRA AMOR / VIRA POEMA"
 
"Amor tem que ser igual a ipê / Florescer quando parece morrer." Poemas como este estão espalhados pela cidade em pequenos cartazes, colados em paredes e muros - os chamados lambes - com assinatura JMotter. Nascida e criada na Asa Sul, a jovem poetisa Juliana Motter diz adorar a cidade e viver nela. Sua poesia reflete essa vivência. Junto à artista Alyssa Volpini, criou o "Armoço" para espalhar poesia pela capital com os lambes superpopulares nas redes sociais e na rua. Eles agora, inclusive, podem ser levados para casa em impressões de qualidade, pois são vendidos em feiras de publicações e na banca da 308 Sul. Juliana é de uma família que cultiva a literatura. Desde que aprendeu a escrever, transforma palavras em versos. Com apenas 24 anos, já tem material para publicar seis livros, mas por enquanto só conseguiu imprimir o De Carne e Concreto, de forma independente.  De volta à universidade para o curso de filosofia,  a jornalista acredita que sua vida será acadêmica.
 (Zuleika de Souza/Encontro/DA Press)

 (Zuleika de Souza/Encontro/DA Press)
VÁRIOS SENTIDOS
 

"Domine a imagem, use força superior, vibre leve." Essas palavras estão no livro que Luiz Gallina Neto lançou no dia 28 de julho, na Galeria Ponto. É uma bela obra sobre arte, xilografias com imagens de Brasília, entremeadas com símbolos alquimistas, cujo título é Tabula Smaragdima. O nome vem dos textos sagrados da alquimia. O artista plástico, que é publicitário de formação, é paulista e veio para o Quadradinho em 1969. Diz que Brasília o fez artista. Professor do departamento de artes da UnB, ele ensina a alquimia da xilogravura. Vai ser um lançamento de quatro dias, com música instrumental e exposição de desenhos das séries Opus Magnum e Luna e gravuras da série O Sagrado e O Profano. Pachá, o irmão gêmeo de Luiz, será um dos músicos e vai estar acompanhado de Sidnei Maia (música barroca), David Mascarenhas (rock progressivo) e ainda Regional do Choro, com Cristovão Naud, David Muniz, Pedro Dantas.

 
 
 
 (Zuleika de Souza/Encontro/DA Press)
DIVERSAS PAIXÕES
 

João Paulo Araújo é filho do empresário Pedro Vasco, engenheiro que foi dono de construtora e hoje se dedica ao agronegócio, além de ter transformado sua paixão por vinhos em um restaurante em Goiânia, o Bartolomeu. JP, como é conhecido, depois de se formar em publicidade na Faap, em São Paulo, voltou à capital goiana para trabalhar com o pai, no Bartolomeu. Com seus conhecimentos em comunicação, ajudou a tornar a casa referência em gastronomia e venda de vinhos. Consolidado o projeto, eles resolveram abrir uma unidade também em Brasília, cidade onde o pai estudou, na UnB, e pela qual tem grande carinho. JP está atualmente trabalhando para fortalecer o e-commerce, no site da Adega Bartolomeu, que tem mais de 400 rótulos de diversos países produtores. O jovem empresário quer popularizar o consumo da bebida, com preços de atacadista, e revela que o segredo está no grande estoque que a família formou nas duas cidades. Esportista, chegou a disputar campeonatos de futebol amador na Europa, mas hoje prefere a bola pequena do tênis. "Estou adorando viver na capital", diz JP.
 
 
 
 
 (Zuleika de Souza/Encontro/DA Press)
NÃO FALTA INSPIRAÇÕES

Marcelo Bilac, ainda criança, saiu de Taguatinga e foi para o Mato Grosso. Lá fez o curso técnico de desenho industrial. Com apenas 18 anos, montou uma marcenaria com o amigo Paulo Alves dos Santos, com quem aprendeu tudo que sabe sobre o ofício. Nesse tempo, sempre atendeu aos melhores arquitetos de Brasília. Hoje, a Unique tem 16 anos de funcionamento em uma chácara perto de Ceilândia, onde os sócios começaram com as máquinas que eles mesmos inventaram. Nos últimos anos, o empresário entrou na onda do design brasiliense e executa trabalhos em parceria com nomes conhecidos na cidade, como Dimitri Lociks, Gustavo Goes e Acioli Felix. A parceria com os criadores despertou em Marcelo a vontade de criar uma linha própria de móveis (a cadeira da foto já é parte desse mobiliário). No último mês de maio, ele esteve na Feira de Milão, de onde chegou cheio de inspiração. Marcelo gosta de reaproveitar madeiras e costuma recolher móveis na rua para ressiginificá-los. Diretor do sindicato da indústria moveleira do DF, agora ele luta para fortalecer o mercado com qualificação e criatividade.
COMENTÁRIOS
Os comentários estão sob a responsabilidade do autor.

EDIÇÃO 59 | novembro de 2017