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O futuro será do carro sem dono

Os automóveis do futuro serão autodirigíveis e de uso compartilhado, segundo a BMW. Um desafio para a icônica marca bávara, que completa 100 anos de existência e sempre focou na emoção da velocidade e no prazer em dirigir

Fábio Doyle - Publicação:08/08/2016 15:18Atualização:09/08/2016 11:24
O Rolls-Royce Vision 100 cupê é a aposta na mistura da tecnologia conectada (Divulgação)
O Rolls-Royce Vision 100 cupê é a aposta na mistura da tecnologia conectada
A Mini se prepara para um futuro em que ser proprietário de um veículo passa a ser coisa do passado e em que sua linha de modelos consistirá de carros robôs autônomos. É o que sinaliza o Mini Vision Next 100, um carro conceito elétrico que busca seus passageiros de forma autônoma, muda de cor para atender a preferência de cada novo usuário, estaciona e recarrega a bateria sem intervenção humana. O nome Next 100 é a marca de um programa do grupo BMW, controlador da Mini e da Rolls Royce, que, ao comemorar o centenário da marca, apresenta suas ideias para os próximos 100 anos.

Trata-se de uma janela na busca da BMW por seu carro urbano para as próximas décadas, mostrando a crença da empresa de que os motoristas não serão mais necessários e que todos os veículos estarão adaptados para a propriedade compartilhada. “Em um futuro não muito distante, a maioria dos veículos será, provavelmente, autodirigível (autônomo) – as pessoas se movimentarão em robôs sobre rodas”, disse a BMW. “Como iremos justificar a existência de veículos BMW, uma marca para quem o prazer individual de dirigir é o foco de tudo?”

A BMW enfrenta desafios presentes e futuros. Neste ano, tudo indica que a marca vai, pela primeira vez desde 2005, perder a posição de líder do segmento de carros de luxo para a Mercedes-Benz. E após construir e basear sua personalidade e identidade na exaltação do luxo e da velocidade ilimitada das incomparáveis rodovias alemãs, as Autobahn, a montadora pode enfrentar maiores dificuldades do que suas concorrentes em manter seus carros como objetos do desejo, à medida que os veículos se tornam automatizados e autônomos e as atitudes e desejo do consumidor em possuir um veículo mudem. A resposta da BMW é dar ao motorista a opção entre o uso da mais recente tecnologia de autodireção (selfdriving) com a possibilidade de, quando assim desejar, assumir o controle do volante para poder resgatar mais emoções.

O Mini foi apresentado ao lado de um conceito Rolls-Royce com as mesmas soluções e o mesmo mote Next 100. O Rolls-Royce Vision 100 cupê é a aposta na mistura da tecnologia conectada e da autodirigibilidade em uma marca ultraluxuosa, conhecida por detalhes como acabamento feito à mão e uma mesa embutida de piquenique construída com 500 peças de madeira.

O carro, com quase seis metros de comprimento, inclui um assistente inteligente eletrônico chamado Eleanor – a resposta da Rolls Royce para o Siri da Apple – lembrando o nome da modelo que inspirou o conhecido ornamento sobre o capô dos carros da marca britânica. Um teto que se abre junto com a porta traseira resulta que os passageiros poderão ficar em pé para sair do veículo.

Mini Vision Next 100: o conceito que busca os passageiros de forma autônoma e muda de cor para atender a preferência de cada usuário (Divulgação)
Mini Vision Next 100: o conceito que busca os passageiros de forma autônoma e muda de cor para atender a preferência de cada usuário
Os concorrentes da BMW oferecem uma visão similar sobre como serão os carros em 2030. Em janeiro do ano passado, a Mercedes apresentou o F-015, uma “sala de estar sobre rodas” autônoma com poltronas que giram para todos os lados de forma a permitir que os passageiros possam conversar entre si frente a frente.

A tecnologia abre “fantásticas novas possibilidades”, disse Adrian van Hooydonk, chefe de design da BMW, em um pronunciamento descrevendo um futuro em que “as interações entre humanos, a máquina e o que está no entorno passa a ser um conjunto inseparável”. Já o CEO do grupo BMW, Harald Krueger, informou que a marca irá lançar seu primeiro carro elétrico autônomo em 2021.
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EDIÇÃO 57 | Setembro de 2017