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VEÍCULOS | Lançamento »

Chute na concorrência?

O muito anunciado e esperado Nissan Kicks chega com soluções que buscam compensar o desempenho do motor menor, pelo peso bem mais leve que dos concorrentes diretos e introdução de ineditismos voltados para conforto e segurança

Fábio Doyle - Publicação:06/09/2016 13:01
SÃO PAULO (*) - Kicks (chutes, em inglês) é o nome do mais novo produto Nissan. Desenvolvido para o Brasil, mercado que inaugura sua existência, ele chega para inserir a marca no crescente segmento dos utilitários-esportivos compactos. O desafio é enfrentar a concorrência do Honda HRV e Jeep Renegade, seus rivais mais diretos, segundo opinião da Nissan. O segmento é também disputado pelo Renault Duster, Ford Ecosport e Peugeot 2008, entre outros.
 (Pedro Danthas/Divulgação)

O Kicks tem design moderno, personalidade nipônica marcante, bem ao estilo do HRV, com o qual pode ser confundido pelo observador menos atento. Sobre esses concorrentes diretos, o Kicks, com 1.142 kg, leva a vantagem de ser bem mais leve. Seu peso é menor em 298 kg que o Renegade 1.8  e 123 kg a menos que o HRV. Isso, segundo a Nissan, compensa o fato do motor menor, de 1.6 litro e 114 cv de potência, e dos freios a disco apenas nas rodas dianteiras. Nos concorrentes, o freio é a disco nas quatro rodas. Pedro Teixeira, da área de produto da Nissan, informa que a eficiência dos freios do Kicks é a mesma dos concorrentes, graças a seu menor peso. Acrescenta que a opção pelo freio traseiro a tambor representa menor custo de manutenção e produção.

Outro diferencial em relação aos citados concorrentes é a ausência no Kicks do sistema de piloto automático, além do controle manual do câmbio CVT, que equipa o modelo Nissan. Na transmissão, o Kicks inova com o mecanismo "D-step", que torna esportiva a troca de marchas, a partir da pressão maior no acelerador. Ao atingir a segunda metade do curso do acelerador, as trocas ocorrem a giros mais elevados. Há ainda a posição L, que deve ser acionada em casos de necessidade de mais força na tração,  explica Teixeira.

A Nissan lembra que a marca japonesa é a pioneira no desenvolvimento e produção mundial de veículos crossover, na utilização do sistema de direção elétrica e da transmissão CVT no segmento de veículos compactos. Sachire Aoki, chefe de produto da Nissan para o Kicks, diz que o desenvolvimento desse crossover passou pelo desafio de criar um carro que apresentasse ao mesmo tempo "os atributos de um sedã, um SUV e uma perua".

A câmera 360 graus e o detector de objetos em movimento são também atributos inéditos. Com quatro câmeras instaladas ao redor da carroceria, as manobras de estacionamento e marcha a ré são realizadas sem pontos cegos. De olho na tela de sete polegadas no centro do painel, o motorista enxerga tudo o que se passa em volta do carro.

O diâmetro de giro de 10,2 m do Kicks é, segundo a Nissan, o menor da categoria, o que facilita manobras em vias apertadas e nos estacionamentos. O trabalho da montadora no Kicks buscou otimizar o equilíbrio entre performance e consumo, o que chama de ‘mobilidade inteligente’.  Isso se traduz em um conjunto com motor moderno, câmbio Xtronic CVT de última geração, menor peso da categoria e bom coeficiente aerodinâmico (Cx 0,34).

O volante tipo flat bottom (lembra o do Renegade) é revestido em couro.  A distância do solo (200 mm) e capacidade de transposição de trechos alagados (450 mm) fazem do Kicks um carro adequado para enfrentar pisos irregulares.

No Kicks, os bancos contam com a tecnologia 'gravidade zero', desenvolvida pela Nasa, que faz realmente a diferença em conforto, como comprovamos no trecho de 300 km entre as cidades de São Paulo e Porto Feliz.

O Kicks é equipado com a segunda geração do motor HR16DE 1.6 de 16 válvulas. Para o mercado brasileiro, esse motor é flex e utiliza o sistema Flex Start System (FSS), que conta com um sistema que aquece o combustível mais rápido no caso de partida a frio.
O Kicks traz painel de controle de sete polegadas, bancos com tecnologia 'gravidade zero' e design aerodinâmico (Marcos Camargos/Divulgação e Pedro Dantas/Divulgação)
O Kicks traz painel de controle de sete polegadas, bancos com tecnologia "gravidade zero" e design aerodinâmico

O  consumo de combustível do Kicks, segundo a Nissan, é de 8,1 km/l na cidade e 9,6 km/l na estrada com etanol e 11,4 km/l e 13,7 km/l com gasolina, respectivamente nos dois tipos de ciclo. No trajeto do teste de lançamento com trechos urbanos e rodoviários, o consumo médio registrado no computador de bordo foi de 12,6 km/litro, com gasolina.

Ao alcançar o trecho rodoviário ao volante do Kicks, chama a atenção o seu comportamento firme e estável. A Nissan explica que isso é consequência da nova geração da plataforma V e da nova arquitetura da suspensão.

O Kicks chega apenas na versão SL (top de linha), importado do México, com três anos de garantia. Em breve, quando iniciar a produção local, ele será oferecido em versões mais básicas. 
 
As vendas do Kicks, que a Nissan transformou em símbolo das Olimpíadas do Rio de Janeiro, começaram em 5 de agosto, dia da abertura dos Jogos. O plano da marca japonesa é atingir vendas no Brasil de 30 mil unidades por ano e comercializar o modelo em mais de 80 países. (*) Viajou a convite da Nissan do Brasil.
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EDIÇÃO 57 | Setembro de 2017