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SAÚDE | Varizes »

Pernas à mostra

Métodos de prevenção são soluções para evitar as varizes, mais comuns nas mulheres. Conheça também algumas técnicas, como as cirurgias a laser, que tratam a doença

Wal Sousa - Publicação:26/10/2016 14:40Atualização:26/10/2016 15:19
A médica anestesista Verônica Verri sempre usa saltos altos e por isso recorre a sessões de aplicação para resolver o problema dos vasinhos: 'O resultado ficou excelente' (Raimundo Sampaio/Esp.Encontro/DA Press)
A médica anestesista Verônica Verri sempre usa saltos altos e por isso recorre a sessões de aplicação para resolver o problema dos vasinhos: "O resultado ficou excelente"
A chegada da primavera traz o aumento da temperatura e, com isso, a vontade de usar roupas mais leves e curtas. Muitas pessoas, contudo, insatisfeitas com a aparência das pernas devido à presença de vasinhos arroxeados, finos ou grossos – conhecidos como varizes –, abrem mão de seu bem-estar, preferindo não expor o corpo em dias de calor. Apesar de serem observadas mais pelo lado estético, as varizes são reflexo de problemas de saúde ligados à deficiência do sistema circulatório, que podem chegar a situações extremas, causando feridas e até tromboses.

Ainda que seja mais comum nas mulheres por causa dos hormônios femininos, em geral, a doença ocorre em pessoas que possuem histórico na família. A boa notícia é que existem formas de prevenção e tratamento. De acordo com o especialista em cirurgia vascular Vinicius Pena, médico do Coração do Brasil, diversos fatores pioram a circulação do sangue, provocando aumento das varizes, como hereditariedade, reposição hormonal, uso de anticoncepcionais, ocorrência de gestação, obesidade e sedentarismo.

As opções de tratamentos para varizes vão desde o uso de medicações e prática de atividades físicas até a escleroterapia – conhecida como “aplicação de vasinhos” – e procedimentos cirúrgicos como microcirurgias ou cirurgias convencionais, com ou sem a utilização do endolaser. “Existem três métodos de escleroterapia, a aplicação feita através de uma fina agulha com medicamento químico manipulado; a injeção com espuma, usada em veias de calibres um pouco maiores que os vasinhos; e o laser transdérmico, ideal para quem tem fobia a agulha. O endolaser promove o tratamento da veia safena com menor agressão cirúrgica, permitindo uma recuperação mais rápida do paciente e com menos dores”, esclarece o especialista.

Com apenas 14 anos, os primeiros vasinhos surgiram nas pernas da personal trainer Andréia Ferreira, de 29 anos. Ela conta que, com o passar dos anos, a quantidade de varizes e os incômodos aumentaram, principalmente em relação à aparência. Outro fator que prejudicava sua circulação sanguínea era a jornada de trabalho de oito horas diárias em pé. “Além do descanso, o que alivia a sensação de peso nas minhas pernas é a prática da musculação, que proporciona aumento do tônus, força e resistência muscular. Fiz minha primeira sessão de aplicação aos 20 anos e repito sempre quando as varizes ressurgem, seguindo as orientações do médico. No passado, fiquei um longo tempo usando calça jeans, mas hoje posso vestir roupas de que gosto sem me preocupar. Adoro saias e shorts mais curtos”, diz Andréia.

Se não houver contraindicação médica por motivos específicos, todas as atividades são bem-vindas, desde uma simples caminhada a esportes que exijam mais esforço, como corrida, natação, dança e musculação, afirma a angiologista Ludmila Coelho. Segundo ela, ao contrário do que dizem, a musculação não provoca o aparecimento de varizes. “O surgimento das varizes decorre de uma doença venosa crônica e progressiva, caracterizada pela dilatação, tortuosidade e perda da função da veia, pois o sangue fica estagnado em determinados locais. Por isso a importância de manter o corpo em atividade, e quanto mais variações de exercícios melhor para a saúde”, explica Ludmila.

Acostumada a passar horas em pé devido ao ofício, a médica anestesista Verônica Verri, de 29 anos, usa saltos altos pelo menos quatro dias na semana e, como consequência, as varizes apareceram. “Não sinto dores, pois pratico exercícios físicos diariamente, mas o fato de estar sempre de salto alto e passar diversas horas em pé provocou o começo dos vasinhos”, conta.

Em seu tratamento foram sete sessões, cinco com aplicação convencional e duas a laser. “Durante as sessões, senti uma dor suportável. Vale a pena, o resultado ficou excelente. Para mantê-lo, passei a usar meia de compressão para trabalhar e, de agora em diante, farei a manutenção no intervalo de seis meses a um ano, conforme a necessidade”, diz. Segundo a angiologista Ludmila Coelho, o número de sessões e o método utilizado nas aplicações variam conforme o problema de cada paciente. Por esse motivo, os tratamentos devem ser personalizados em busca de resultados mais satisfatórios.
 
Andréia Ferreira fez sua primeira aplicação há nove anos e repete sempre quando as varizes surgem, seguindo as orientações do médico: 'Hoje, posso colocar as roupas de que gosto sem me preocupar. Adoro saias e shorts mais curtos', diz a personal trainer (Raimundo Sampaio/Esp.Encontro/DA Press)
Andréia Ferreira fez sua primeira aplicação há nove anos e repete sempre quando as varizes surgem, seguindo as orientações do médico: "Hoje, posso colocar as roupas de que gosto sem me preocupar. Adoro saias e shorts mais curtos", diz a personal trainer
 
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EDIÇÃO 57 | Setembro de 2017