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VEÍCULOS | Lançamento »

Fórmula repetida

Bons resultados do Jeep Renegade faz a Fiat Chrysler Automobile trazer para a produção local outro SUV, desta vez o médio Compass

Fábio Doyle - Publicação:31/10/2016 10:23Atualização:31/10/2016 13:23
RECIFE (PE) - Um SUV compacto com a marca Jeep (o Renegade), uma picape média compacta com a marca Fiat (a Toro) e agora mais um SUV médio com a marca Jeep. "A família está completa", comentou Sérgio Ferreira, diretor-geral da marca Jeep para a América Latina. A menção refere-se ao lançamento, neste mês de outubro, do Compass, que se apresenta ao mercado brasileiro para ocupar seu espaço entre os SUVs do segmento intermediário, de tamanho médio, que a FCA define como C SUV. O Renegade compacto faz parte do B SUV.

Trata-se de um novo modelo global que faz sua estreia mundial em primeira mão no mercado brasileiro e produzido na unidade industrial da Fiat Chrysler Automobile (FCA), de Goiana, Pernambuco. O Compass já existe e é bem conhecido no mercado norte-americano há vários anos. Ele ainda consta entre os veículos da marca Jeep importados para o Brasil, na versão Sport com motor 2.0 16V a gasolina e com preço sugerido de 108.990 reais. Mas com a chegada desta nova geração acaba de morrer.

Apresentado como modelo global, a nova geração do Compass irá deverá mudar também o Compass comercializado nos Estados Unidos. O modelo vai estrear no Brasil tanto em produção quanto em vendas e no ano que vem será produzido em outras fábricas, com oferta em mais de 100 países. Com alguns sinais visuais que mostram ser irmão do Renegade, como a grade frontal, as rodas, o volante e o painel de instrumentos, o Compass traz conjunto de itens de segurança completo e atual, como controle de velocidade de cruzeiro adaptativo (ACC), monitoramento de mudança de faixa (LDW) e aviso e prevenção de colisão frontal (FCWp).
Alguns sinais do Compass lembram o Renegade: nova geração, agora pernambucana, deve mudar também o modelo comercializado no resto do mundo (Pedro Brito/Studio Cerri/Divulgação)
Alguns sinais do Compass lembram o Renegade: nova geração, agora pernambucana, deve mudar também o modelo comercializado no resto do mundo

Para impulsionar esse SUV médio, com peso de 1.717 kg e 1.751 kg, são oferecidos dois propulsores: o 2.0 Tigershark (flex), com potência de 166cv, e o 2.0 Multijet II (único diesel no segmento), com potência de 170 cv. As versões com motor flex oferecem tração 4x2 e câmbio automático de seis marchas, enquanto as versões diesel têm tração 4x4 Active Drive Low e transmissão automática de nove velocidades.

O Jeep Compass já está à venda nas redes da marca nas versões Sport, Longitude e Limited, equipadas com o 2.0 Tigershark, e Longitude e Trailhawk, com o 2.0 Multijet II. Os preços sugeridos começam em 99.990 reais e chegam a 149.990 reais.

Em tamanho e dimensões, o Compass se equipara ao Kia Sportage, o Honda CRV, o Volvo XC60, Hyundai ix35, o  Chevrolet Captiva e o Suzuki Gran Vitara, entre outros. Para a FCA, os concorrentes com motor flex são o Kia Sportage, Mitsubishi ASX e Hyundai ix35 e para as versões mais caras o Compass enfrenta o BMW X1, o Audi Q3 e Mercedes-Benz GLA.  O Compass leva  vantagem por ser nacional, o que ajuda no aspecto da assistência técnica e confiabilidade, além dos preços sugeridos com melhor relação custo-benefício. A fórmula deu certo com o seu irmão compacto Renegade, que, com 34.917 unidades emplacadas até o final de agosto, ocupava o segundo lugar no ranking de emplacamentos, atrás apenas do Honda HRV com 40.122 unidades. No total, o segmento dos SUVs registra emplacamentos de 195.773 unidades, o que representa 15% do mercado total de automóveis e comerciais leves, segundo a Fenabrave, associação dos revendedores autorizados.
 (Jim Frenak/FPI Studios/Divulgação)
 (Pedro Brito/Studio Cerri/Divulgação)
 (Pedro Brito/Studio Cerri/Divulgação)
 (Pedro Brito/Studio Cerri/Divulgação)

Uma interrogação surge ao nos lembrarmos do Fiat Freemont, o SUV da marca derivado do Dodge Journey com características de tamanho próximas ao Compass, mas com motorização menos atualizada e elevado consumo de combustível. O modelo já não aparece desde julho na lista de emplacamentos da Fenabrave. Consultada, a FCA  garante que ele continua em linha.
 
*Fábio Doyle viajou a convite da FCA
 
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EDIÇÃO 57 | Setembro de 2017