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CULTURA | NOVIDADE »

Vamos ao museu?

O novíssimo Museu Banco do Brasil traz mais de 1 mil obras de artistas renomados e se torna a mais nova atração cultural da capital

Julyerme Darverson - Publicação:25/11/2016 10:13Atualização:25/11/2016 10:50
Sabia que Brasília é a terceira capital brasileira com o maior número de museus? São 81 ao todo, atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro, segundo o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). E, para movimentar ainda mais o circuito cultural da cidade, foi aberto em outubro o Museu Banco do Brasil, dividido em dois módulos: um que narra a história de 208 anos de existência do banco e outro com exposição de obras de arte.

Cloves Nogueira, gerente comercial do 
CCBB:'Primeira exposição é um recorte
do que é mais importante no nosso acervo' (André Violatti/Esp. Encontro/DA Press)
Cloves Nogueira, gerente comercial do
CCBB:"Primeira exposição é um recorte
do que é mais importante no nosso acervo"
Na entrada, um café-lounge com mesas ideais para encontros e reuniões, com vista panorâmica para o jardim do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), onde está localizada a nova atração da capital. No interior, uma charmosa sala de estudos que divide as duas galerias. E um restaurante deve completar o ambiente em 2017. Além do belo layout interno inspirado na arquitetura de Brasília. “É um museu que retrata a história da empresa ao longo desses anos. Temos um acervo de relevância que poucos museus no mundo têm. Queremos que as pessoas se apropriem do lugar, como já fazem com o CCBB”, afirma Cloves Henrique Nogueira, gerente comercial do CCBB-DF.
 
Ele explica que a ideia da criação do museu surgiu em 2008, durante a preparação das comemorações de aniversário de 200 anos da instituição. “Nós nos deparamos com essas obras, com essa riqueza que estava espalhada por ambientes do banco. Foi aí que surgiu a ideia de disponibilizar todo esse acervo para que a população tivesse acesso a ela”, diz Cloves Nogueira. O projeto recebeu investimento em torno de 16 milhões de reais para a preparação do espaço. A área de 12 mil m², com capacidade para 100 pessoas, no primeiro andar do edifício Tancredo Neves, no CCBB-DF, foi praticamente demolida durante as reformas, que duraram quatro anos.
Parte da galeria que reúne importantes obras de arte brasileiras: 1.100 é o número estimado de peças da coleção (André Violatti/Esp. Encontro/DA Press)
Parte da galeria que reúne importantes obras de arte brasileiras: 1.100 é o número estimado de peças da coleção
 (André Violatti/Esp. Encontro/DA Press)

Estimado em 1.100 peças, o acervo adquirido ao longo do tempo estava espalhado por agências, salas, prédios e sedes da instituição pelo país. Desse total, 77 obras estão à mostra na exposição de estreia, Acervos do Brasil: História, Cultura e Cidadania. “Essa primeira exposição é um recorte do que é mais importante na arte e no nosso acervo”, destaca Nogueira. Entre as obras – que vão fazer um rodízio durante a programação de abertura do museu - estão pinturas, esculturas, objetos de artes decorativas e gravuras de artistas renomados das artes visuais, como Candido Portinari, Di Cavalcanti, Djanira, Athos Bulcão, Alfredo Volpi, Tomie Ohtake, Oscar Niemeyer, Burl Marx e Kazuo Wakabayashi, por exemplo.
Pintura de Di Cavalcanti: um dos destaques da mostra de abertura do museu (André Violatti/Esp. Encontro/DA Press)
Pintura de Di Cavalcanti: um dos destaques da mostra de abertura do museu
Obra de Athos Bulcão: o artista não poderia faltar no acervo BB com seus azulejos azuis (André Violatti/Esp. Encontro/DA Press)
Obra de Athos Bulcão: o artista não poderia faltar no acervo BB com seus azulejos azuis

No módulo História, o museu traz uma linha do tempo contando a trajetória do Banco do Brasil, com objetos de época, documentos de valor histórico, projeções interativas e espaço sensorial. Além disso, uma área foi preparada especialmente para homenagear os antigos e atuais funcionários da empresa, com fotos e vídeos de depoimentos. “Esse momento é importante para que as pessoas conheçam a relevância do banco para a história do país. A curadoria teve a ideia de trazer a história de quem faz o banco acontecer”, diz o gerente do CCBB.
 
MUSEU BANCO DO BRASIL
Centro Cultural Banco do Brasil
SCES Trecho 2, Lote 22 - Edifício Tancredo Neves, Asa Sul, Brasília
De quarta a segunda, das 13h às 19h
Entrada gratuita
Agendamento de grupos e informações: (61) 3108-7629
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EDIÇÃO 59 | novembro de 2017