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COLUNA »

Na mesa

Jéssica Germano - Redação Publicação:14/12/2016 10:41Atualização:14/12/2016 11:50
EQUILÍBRIO NO RITMO
Depois de ter fechado o Babel e cogitado nunca mais ter um restaurante, William Chen parece ter encontrado o meio-termo entre o ofício que escolheu e a qualidade de vida. Um ano após ter começado a Rotisserie do Chen, com foco apenas na produção de quitutes para levar, o cozinheiro – responsável pela coordenação alimentar dos eventos da Copa do Mundo em Brasília – resolveu abrir um espaço que mescla aulas com jantares degustação em dias específicos. O La Table Cacheé (a mesa escondida, em francês) tem tudo a ver com o nome. Localizado no andar superior do Empório Selecto da 412 Sul, em sociedade com o dono Rodrigo Yungh, o projeto tem inspiração em uma adega de caverna, lugar para 30 pessoas e às terças funciona para turmas de culinária de até 10 inscritos, enquanto às sextas tem menu confiança de sete passos. Os jantares possuem formato dinâmico: são vendidos por meio do site da marca e ganham preço especial. A ideia, bastante vista lá fora, prestigia o cliente que fizer reserva on-line. Em vez dos 160 reais normais, paga 125 reais. “É como se fosse a venda de um show”, compara o chef. E a maleabilidade vai além. No estabelecimento não há cobrança de 10% nem de taxa de rolha, além de os vinhos da loja no piso inferior serem vendidos a preço de balcão para os clientes do restaurante.
 (Vinícius Santa Rosa/Esp. Encontro/DA Press)
Salada verde sem folha com salmão curado (Vinícius Santa Rosa/Esp. Encontro/DA Press)
Salada verde sem folha com salmão curado

DAS ÁRABIAS COM AÇÚCAR
Um sírio, uma descendente de árabes e um brasileiro. Esse é o trio operacional da nova doceria da cidade, especializada em quitutes típicos do Oriente Médio. O projeto, ainda formado pelo sócio-proprietário Ali Assaily (também Tanura) e intitulado Arab Sweets, abriu as portas na 408 Sul, em fins de outubro. Desde então, a loja fornece guloseimas para nomes de peso da cidade, como Empório Árabe e Arabeske – que antes precisavam importar os itens de São Paulo, por causa do processo trabalhoso de produção. O próximo passo é funcionar com serviço de bufê. Com cardápio vasto, que vai dos clássicos balawas (folheados) e namura (bolo molhado à base de semolina) até salgados tradicionais (assinados por Karina Assaily, da Kafta da Mama), o espaço com café e vitrine de encher os olhos já ganhou também o paladar dos imigrantes que vivem no Quadradinho. Uma festa na Embaixada do Líbano e outra na dos Emirado Árabes, por exemplo, foram assinadas pelo confeiteiro Abdul Monem (à esq.), que veio da Síria especialmente para chefiar a criação dos doces e sequer fala português. “Nós queríamos algo original, diferenciado e fresco”, conta a sócia Diana Salam, ao lado de Thiago Dias, responsável ainda pelos bolos da casa.
 (Vinícius Santa Rosa/Esp. Encontro/DA Press)
Doces árabes com café (Vinícius Santa Rosa/Esp. Encontro/DA Press)
Doces árabes com café

PARA O ANO NOVO
Se algumas quadras em Brasília ficam conhecidas pela presença numérica de estabelecimentos segmentados – a exemplo do mais recente e efervescente “baixo Asa Norte”, com bares –, já é bem possível prever a setorização de bistrôs na 402/403 Norte. Depois do Nossa Cozinha, do Cantucci e do Menu é a vez de a comercial receber o Enquanto isso..., empreendimento pensado por Rafael Moura, que após voltar de uma temporada na Califórnia e cursar gastronomia no Rio de Janeiro e em Brasília resolveu apostar alto no próprio negócio com pegada mais intimista. Com disponibilidade para apenas 12 mesas, o lugar terá cardápio enxuto assinado por Thomás Lima (ex-Bla’s), passeando entre receitas com toque contemporâneo e abrindo espaço para a criatividade que o chef já exercia em seu trabalho anterior. Entre os pratos fixos estarão releituras como o robalo grelhado com leche de tigre e o clássico Al Mare, espaguetti com tinta de lula, frutos do mar e tomate confit. Previsto para janeiro, o estabelecimento contará ainda com menu executivo antecedido por entrada surpresa (entre 39 e 45 reais) e clube de assinaturas de bebidas. “Essa quadra vai virar o polo gastronômico de Brasília”, aposta o chef.
 (Raimundo Sampaio/Esp. Encontro)
Chef Thomas Lima e o sócio Raphael Moura  (Raimundo Sampaio/Esp. Encontro/DA Press)
Chef Thomas Lima e o sócio Raphael Moura

BUTIQUE EM ALTA
Que o brasiliense ama carne, não é surpresa alguma. A novidade fica por conta da variedade de casas especializadas em bons cortes que não param de surgir. Depois de a Viande e a Chicago Prime apostarem no viés butique, agora é a vez de a Brace (brasa em italiano) apresentar a proposta de cortes para fazer em casa ou degustar no local, em formato de restaurante para 100 lugares. Localizada na gastronômica 404 Sul, a nova marca é idealização dos primos Gustavo e Sergio Oliveira, ambos com experiência de padarias e empórios – a Pães e Vinhos e o Mercado Gourmet são comandados por eles –, e já funciona para eventos pontuais. A previsão é que na primeira semana de janeiro o estabelecimento estreie oficialmente. Fãs de churrasco, os dois resolveram implementar o conceito que, aos poucos, ganha força na cidade. “Da criação à mesa”, conta Gustavo, que ficará por conta do açougue, no subsolo do endereço. A ideia é receber peças grandes e cuidar de todo o processo que envolve desossar, porcionar e embalar as peças. “Nós acompanhamos tudo, desde a criação e o manejo do gado até chegar ao nosso restaurante ou à mesa do cliente, em casa”, conta o sócio-proprietário, que recebe a matéria-prima de quatro estados e tem entre os cortes disponíveis o Tomahawk, contrafilé pomposo associado aos Flintstones.
 (Raimundo Sampaio/Esp. Encontro/DA Press)
Prime rib (Raimundo Sampaio/Esp. Encontro/DA Press)
Prime rib

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EDIÇÃO 59 | novembro de 2017