..
  • (0) Comentários
  • Votação:
  • Compartilhe:

ESPECIAL FIM DE ANO | Bebidas »

Um brinde ao frescor

Conhecido pelo aroma e pela presença de componentes botânicos com especiarias, o gim ganhou espaço nas cartas de drinques e promete ser tempo firme no verão brasiliense

Jéssica Germano - Redação Publicação:15/12/2016 11:36
 (Raimundo Sampaio/Esp.Encontro/DA Press )
Lá fora, ele já integra há anos o ranking dos coquetéis mais balados, a exemplo de países como Espanha, Estados Unidos e Reino Unido. Por aqui, o gim ganhou o paladar dos brasileiros especialmente no último ano, e em Brasília não foi diferente. Feito obrigatoriamente à base de zimbro (tipo de pinheiro de médio porte), a bebida com alto teor alcoólico – entre 40% e 50% – desvencilhou-se do preconceito que carregava e provou ser bem saborosa na combinação certa. Agora, além dos clássicos gim tônica, dry martini e negroni, são diversas as criações que convidam para um brinde bem elaborado e refrescante, como bem pede a temporada de fim de ano.

Na rede de restaurantes Coco Bambu, a tendência foi atendida prontamente. Na nova carta de coquetéis lançada em outubro, com 13 novidades, o gim defende seu espaço. “A ideia foi fazer drinques mais atuais para atender um público cada vez mais exigente”, afirma o sócio-proprietário Marcelo Queiroz.

No Lake’s as novidades também recaem sobre a refrescância, de olho no verão. No bar do restaurante, três dos quatro novos coquetéis da carta são à base da bebida classificada como destilada e retificada. A ideia é agradar desde o aroma até o visual.

Segundo o mixologista e barman há 12 anos Victor Quaranta, a má fama do gim pode ter vindo de sua complexidade, e assim atrasado sua popularidade por aqui. “Antigamente, usava-se muito a vodca por ser uma bebida neutra e, por isso, muito fácil de trabalhar, com a qual tudo harmoniza”, explica. “O gim, não. É muito perfumado, condimentado. Não é uma bebida em que vamos colocar 300 ingredientes.”, diz o sócio-proprietário do Tabuada – Tábuas & Drinks.

O barman do Oliver, Jhonatan Figueredo, diz que o gim é mesmo tendência e destaca a boa safra de novidades, indo além das conhecidas caipiroscas. “Fica uma delícia”, garante, apostando todas as fichas no gim como o casamento perfeito para as altas temperaturas de dezembro e janeiro.

Já para a especialista em destilados e executiva no mercado de bebidas Jessia Lobo, o burburinho nos estabelecimentos da cidade tem a ver também com o comportamento da capital federal. “Brasília tem esse consumidor cosmopolita, trend, que sempre busca estar a par do melhor que está acontecendo por aí”, observa, lembrando que isso faz com que muitas marcas invistam aqui. “O que está acontecendo é a tropicalização do gim tônica”, declara ela, citando casas como o Taypá, onde surge uma releitura do próprio, feito com o superpremium The Botanist Islay Dry Gin. “É um coquetel pedido no mundo todo”, lembra o barman Antônio Reis sobre o clássico que o inspirou, mas ainda surpreso com a boa aceitação.
 
 (Raimundo Sampaio/Esp.Encontro/DA Press )
 
 (Raimundo Sampaio/Esp.Encontro/DA Press )
 
 (Raimundo Sampaio/Esp.Encontro/DA Press )
COMENTÁRIOS
Os comentários estão sob a responsabilidade do autor.

EDIÇÃO 59 | novembro de 2017