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BEM-ESTAR | Esportes »

Malhação o ano todo

Muita gente abandona a prática de exercícios por diversos motivos, como a falta de tempo. Mas há quem conseguiu superar a tendência, manteve a atividade e hoje não consegue mais parar de malhar

Isabelle Luz - Publicação:17/01/2017 10:14Atualização:17/01/2017 10:36
Silvania Olivier é uma das que pratica esporte o ano itneiro (Raimundo Sampaio/Esp.Encontro/DA Press)
Silvania Olivier é uma das que pratica esporte o ano itneiro
O fim de ano traz uma sequência de comemorações saborosíssimas, como Natal e ano-novo. Entre rabanadas e o polêmico arroz com passas (quem não viu a briga entre apaixonados e ‘haters’ nas redes?), é difícil não se render às delícias das celebrações. Entretanto, logo depois vem o verão, viagens, carnaval... Não é à toa que as academias lotam nos últimos meses do ano, cheias dos chamados “atletas de verão”, pessoas desesperadas para perder em alguns meses o que acumularam durante 365 dias do ano. “Quem está começando a treinar agora deve redobrar a atenção, para que o esforço em um curto tempo não se transforme em sérios problemas”, explica Charlles Phetterson, personal trainer. Esses riscos, segundo ele, podem ser vários: “Lesões musculares, articulares e até mesmo problemas cardíacos não são incomuns”, diz.

Criar o hábito de malhar muitas vezes por semana demora certo tempo. A diretora escolar Silvania Oliver sempre precisou extravasar a quantidade de energia que tem. Casada e mãe de dois filhos, ela frequenta diariamente a academia: “Amo malhar. É uma maneira de extravasar e aliviar o estresse do dia a dia, além da saúde e da qualidade de vida que proporciona. Posso dizer com certeza que a musculação é o que me ajuda a recarregar minhas energias”, conta.

Entretanto, nem todos gostam de academia e não é incomum encontrar pessoas que se frustram com a musculação. É o caso de Breno Abreu, professor universitário, que tem uma rotina de trabalho bem puxada e tentou diversas vezes frequentar a academia. Ao entrar em contato com o crossfit, a animação voltou: “Desde o começo, achei a modalidade muito estimulante. Há quem diga que o crossfit é uma seita e que as pessoas ficam viciadas. De fato, isso acontece, por se tratar de uma atividade muito contagiante, já que a maioria dos colegas colabora e quer ver um melhor desempenho seu”, explica.

Outro fator que leva à desistência é a falta de planejamento de horários para treinar, sendo importante tratar a atividade escolhida como se esta fizesse parte da rotina. A atriz Larissa Cintra, por exemplo, sempre foi ativa, porém viu seu tempo ficar cada vez mais escasso quando ingressou no curso de música. Ao começar a trabalhar com teatro musical e perceber que a demanda por atores que dançavam era grande, decidiu procurar aulas e hoje pratica sapateado e jazz no Empório Cultural. “Estava há um ano parada, e a dança conseguiu unir o útil ao agradável”, afirma.
Cuidado com a saúde também é um dos fatores que levam muitas pessoas a praticar alguma atividade física. Em 2015, o arquiteto Diogo Lins começou a sentir fortes dores na coluna. Após a fisioterapia, foi indicado a Diogo o pilates, a fim de fortalecer sua musculatura. Depois de um ano, os benefícios só aumentam. “Pretendo continuar fazendo, mesmo que eu melhore da coluna”, conta.

As expectativas altas também podem atrapalhar quem decide sair do sedentarismo e cria perspectivas absurdas. “O importante é sempre traçar metas e objetivos plausíveis. Isso evita o desencanto com o exercício e ajuda a manter o interesse pela atividade”, ressalta Ana Paula Malmonge, personal trainer e treinadora do time de futebol Capital Feminina. Segundo Dirceu Lobo, diretor técnico da Premiere Fitness, em média a frequência nas aulas coletivas tornam-se mais evidentes e chegam a 15% a 25% de setembro a dezembro, diminuindo na segunda quinzena de dezembro. Com a chegada do carnaval, a procura aumenta timidamente. “O ideal é buscar uma atividade física de sua preferência e sempre acompanhado por um profissional de educação física habilitado”, diz.
 
 (Raimundo Sampaio/Esp.Encontro/DA Press)
 
Na ponta dos pés 
 
Há um ano parada, Larissa Cintra voltou à ativa após um workshop da dança: “Eu me apaixonei e decidi ficar”, explica. Entre os benefícios, estão a melhora do condicionamento físico e da disposição, além do desenvolvimento da musculatura e postura corporal. “O sapateado, porém, não é só amor, porque é sempre repleto de desafios”, afirma

Média de queima de calórica por hora/aula:
400 kcal
Benefícios: tonificação muscular, melhora da postura e desenvolvimento da flexibilidade
 
 (Raimundo Sampaio/Esp.Encontro/DA Press)
Rotina de guerreiro
 
Breno Abreu começou indo ao box (como se chama o local de treino de crossfit) dois dias na semana e hoje treina todos os dias. A perseverança e a disciplina trouxeram diversos benefícios: “Fico bem cansado após o treino, mas uma boa refeição e um banho longo já me deixam prontos para voltar à instituição à noite e dar o meu melhor a cada aula”, diz 

Média de queima calórica por hora/aula: até 800 kcal
Benefícios: tonificação, aumento do gasto calórico, agilidade e fortificação muscular

 (Raimundo Sampaio/Esp.Encontro/DA Press)
Paixão pela musculação


Silvania Olivier decidiu procurar a musculação após o nascimento do primeiro filho. Hoje, aos 51 anos, frequenta diariamente a academia. Mas ela admite que já deixou de malhar, a atividade já havia se tornado: “Quando dei uma pausa na musculação, tudo que eu sentia era tédio”, revela.

Média de queima calórica por hora/aula: depende do treino
Benefícios: tonificação muscular, fortificação muscular e melhora postural
 
 (Raimundo Sampaio/Esp.Encontro/DA Press)
Disciplina agradável


Depois de uma lesão em 2015, Diogo Lins começou a frequentar o pilates: “Ao contrário do que algumas pessoas pensam, o pilates não é um exercício fácil. Temos aquela imagem de que só idosos e grávidas fazem, e não é bem assim. É uma modalidade que visa fortalecer o corpo”, diz.

Média de queima calórica por hora/aula: até 400 kcal
Benefícios: definição muscular, aumento da elasticidade, melhora postural e na resistência muscular
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EDIÇÃO 57 | Setembro de 2017