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COLUNA »

Papo de Garagem

Fábio Doyle - Publicação:18/01/2017 10:10Atualização:18/01/2017 10:30
 (Divulgação)
 
E as peruas?

Como tudo na vida, também o gosto pelo estilo do carro preferido é cíclico. Quem acompanha o mundo automotivo viu o segmento que une transporte da família e espaço para bagagem mudar dos stations wagons (SW), ou peruas, como são conhecidos em Minas, para minivans e agora os SUVs, ou utilitários-esportivos, que são imbatíveis. Mas há quem sinta saudade das peruas e defenda sua volta. Para a Renault, por exemplo, um de seus maiores sucessos no Brasil foi o Mégane Grand Tour, descontinuado aqui em 2013. Na França o modelo continua em produção, como Mégane Estate, exclusivamente para atender o mercado alemão, que continua ávido comprador de peruas e não dá muita bola para os SUVs, revelou uma fonte da Renault. Não é por outra razão que os fabricantes alemães (e também suecos) continuam firmes na produção de peruas. No Brasil, com participação cada vez menor, ainda é possível comprar o Fiat Weekend e o VW Space Fox, entre os nacionais. Entre os importados, marcam presença principalmente o Volvo V60 e os VW Golf e o Jetta Variant.

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Sport6 completa linha Cruze

A General Motors encerrou 2016 com o lançamento da segunda geração da versão hatch do Cruze, a Sport6. O carro ficou mais leve (1.310 kg) e completo. O motor é 1.4 turbo com injeção direta (potência de 150 cv com gasolina) e o sistema Stop/Start passa a fazer parte da lista de soluções tecnológicas do modelo. Outra novidade é o sistema OnStar com diagnóstico avançado, que agora informa também condições irregulares no motor e transmissão, airbag, controle de tração, freios ABS, emissões, pressão dos pneus e no próprio sistema OnStar. Entre os opcionais foram acrescentados sistemas semiautônomos de auxílio à condução em manobras de estacionamento e em casos de saída involuntária de faixa, como os alertas de colisão e de ponto cego. O preço sugerido, que até o fechamento desta edição não havia sido anunciado, deverá ficar entre 80 mil a 90 mil reais.

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Queima de estoque

Com a chegada em breve ao mercado da quinta geração do Discovery, a Land Rover anuncia uma espécie de queima de estoque no Brasil das cerca de 70 unidades que ainda restam da geração anterior em suas concessionárias. Com seu exótico e interessante design, o Discovery 4 mostrou ser um dos preferidos tanto para uso off-road como para o transporte de famílias grandes. O modelo, lançado há 27 anos para preencher uma lacuna entre o rústico Defender e o sofisticado Range Rover, já vendeu mais de 1 milhão de unidades no mundo inteiro. Uma galeria completa com imagens de todas as gerações pode ser encontrada em https://we.tl/zzRBaondF0.
 
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Nova realidade

Se havia alguma dúvida sobre o combustível da mobilidade no futuro, a resposta veio no final do ano, quando Ford, BMW, Daimler e o grupo BMW anunciaram plano inusitado de parceria para implantação na Europa de uma rede de abastecimento rápido para veículos elétricos. A ideia é acelerar a viabilidade mercadológica de carros elétricos por meio da construção de postos de abastecimento por todo o continente, de forma a permitir que esses veículos possam percorrer longas distâncias. Mas não basta a criação dessa rede. É necessário que o sistema seja capaz de recarregar as baterias com rapidez, um dos desafios dessa solução. O projeto terá níveis de potência de até 350 KW, bem mais rápidos do que a maioria dos sistemas hoje existentes, de acordo com o comunicado. A implantação começa ainda neste ano e a meta inicial é de 400 pontos de abastecimento.
 
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Mágica

O grupo Volkswagen criou a Moia, sua 13ª marca. O propósito é acompanhar o ritmo de evolução da mobilidade e, neste caso específico, criar ferramentas para desafiar a Uber com um novo serviço de transporte compartilhado. Com a nova marca a VW apresenta como diferencial a utilização de veículos elétricos junto com tecnologia de serviços. O objetivo da Moia é ser um dos três maiores no campo de soluções de mobilidade em 10 anos, disse Ole Harms, seu CEO (na foto, à esq., acompanhado de Mathias Müller, CEO do grupo VW). A Moia vai alavancar seu investimento já neste início de 2017 com o aplicativo de “caronas” Gett, uma empresa de mobilidade sob demanda. O foco é lançar um sistema ágil de serviço de vans que se posicione entre os ônibus com horários definidos e serviços de carona como o Uber. As chamadas serão feitas com o app do smartphone e compartilhadas entre usuários. O preço, segundo Harms, deverá se equiparar às passagens de ônibus. No início, a frota Moia terá o minibus Transporter e depois será gradualmente substituída por um novo veículo elétrico de direção autônoma, já em desenvolvimento, com seis a oito lugares. O nome Moia deriva de maya, em sânscrito, que significa mágica.
 
 
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EDIÇÃO 57 | Setembro de 2017