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Na mesa

Jéssica Germano - Redação Publicação:24/02/2017 12:35
PEDACINHO DO ORIENTE
Terceira geração de origem japonesa, o sansei Edson Kato tem na memória os sabores orientais desde a infância, vívidos também pelo período em que morou, já adulto, no Japão. De volta a Brasília, o então engenheiro agrônomo seguiu exercendo o hobby de cozinhar em eventos temáticos da cidade, como a festa junina do Clupe Nipo, mas foi só no fim de 2015, após três anos de procura por um ponto, que conseguiu abrir o próprio negócio, que foge dos japoneses mais conhecidos, ao lado dos três filhos e da mulher. “A maioria serve sushi e sashimi”, lembra o agora chef do Katsu Lâmen House, único restaurante da cidade especializado na receita à base de macarrão servido em caldo quente de legumes e carnes. Em Águas Claras, o endereço segue o modo de preparo artesanal, tanto na produção da massa quanto do caldo, cozido lentamente por 12 horas e presente em cinco receitas. Mais pedido, a shoyo tyashu lamen chega à mesa com pancetta cozida no molho que dá nome ao prato (35 reais) e acompanha bem as guiozas caseiras, da sessão de entradas. Com lotação cheia nos fins de semana, a marca familiar se prepara para, em abril, expandir o negócio para mais uma loja no mesmo prédio, dando espaço a mais 20 disputados lugares.
 (Raimundo Sampaio/Esp. Encontro/DA Press)
 
 (Raimundo Sampaio/Esp. Encontro/DA Press)
 
BOA MESA ACESSÍVEL
Foram oito meses em formato de food bike até o modelo intitulado de Kombinado – Comida de Rua assentar lugar em um ponto fixo. O espaço escolhido foi o condomínio Life Resort, à beira do lago, que já contava com o Liv Lounge e a adega Local One Club, e agora passa a servir as receitas ousadamente criativas para uma bicicleta – e bem apresentadas – de Carlos Braga, ex-cozinheiro dos premiados Mocotó e Esquina Mocotó, de São Paulo. Foi de lá que o chef do negócio despretensioso, e que segue com a proposta acessível, trouxe o respeito pelo ingrediente, sobretudo, o brasileiro. Exemplo que aparece por toda a parte de petiscos, refeições combinadas e sobremesas. A caçarola de moela ao vinho, a abóbora rústica (com queijo coalho e pé de moleque de castanha-de-caju) e o bastão de tapioca, servido ao lado de calabresa crocante, farofa de pipoca, doce de leite, sorvete de tapioca e flor de sal são alguns dos exemplos que não saem por mais de 24,90 reais e contam a história entre sabores locais e a possibilidade do toque refinado, sem pompas. O próximo passo é abrir, em março, também para almoço durante a semana.
 (Rafael Facundo/Divulgação)
 
A FRANÇA É AQUI
Não demorou muito desde o encerramento das atividades do Paul’s, em Águas Claras, até o seu chef-proprietário engrenar em um novo projeto. Exatos três meses separaram a mudança que se concretizou no pátio da Aliança Francesa, na Asa Sul. É na Le Jardin Cafétéria que Paul Sepaniak tem investido tempo e conhecimento para transformar o local em ambiente que remeta à sua terra natal. Ao contrário de outros franceses que investiram na gastronomia de Brasília, ele aproveita a ocasião para cuidar pessoalmente da parte do salão, enquanto faz paralelamente um exercício de curadoria, que vai desde as músicas nacionais tocadas em som ambiente até produtos vendidos na parte de empório, 100% originário de países francófonos. “A pessoa pode viajar para a França quando entra aqui”, sugere o empresário de 26 anos, que teve o cuidado de manter o princípio pelos produtos frescos e preço acessível, de seu primeiro restaurante. Com a proposta de servir desde café da manhã – com parte dos pães da Philippe Verstraete Pâtisserie e Boulangerie – até um jantar aconchegante, Paul tem apostado no equilíbrio entre receitas da nação europeia e toques brasileiros. Missão para atrair também o público das redondezas, que estava órfão desde 2015, com o fechamento do self-service da escola de idiomas.
 (Raimundo Sampaio/Esp. Encontro/DA Press)

Cesta de croissants do Le Jardin Cafeterie (Raimundo Sampaio/Esp. Encontro/DA Press)
Cesta de croissants do Le Jardin Cafeterie
 
CONCEITO EM TRANSIÇÃO 
Após a saída do chef Lui Veronese, muitas questões surgiram sobre os rumos do Cru – Balcão Criativo, que recebeu a patente de Melhor Contemporâneo por Encontro Gastrô 2016 – O Melhor de Brasília e destacou o cozinheiro como revelação na cidade no ano anterior. Os ânimos já podem se acalmar. Isso porque a casa agora está sob o comando de Daniel Guerrero (à dir.), até então souschef no restaurante que seguia pelo viés da vanguarda. O conceito, porém, está passando por mudanças. “Nós vamos manter o legado e o capricho que o Lui trouxe para os nossos pratos, mas ao mesmo tempo seremos uma opção mais para o dia a dia”, revela Rodrigo Freire, empresário e sócio-proprietário da marca. A ideia, segundo ele, é transformar o Cru em uma champanheria, com opções de ceviches, ostras e tapas com frutos do mar, abolindo de vez os passeios por degustações em etapas. Para a nova fase, lounge music e alguns DJs residentes já estão previstos, assim como a vinda do chef André Saburó, de Recife, para dividir a cozinha com Daniel (ex-Taypá e Oliver). “Queremos descomplicar”, resume Rodrigo, que já pensa em novo nome para a proposta, a partir de abril.
 (Raimundo Sampaio/Esp. Encontro/DA Press)
Surtido Limenha do restaurante Oliver (Raimundo Sampaio/Esp. Encontro/DA Press)
Surtido Limenha do restaurante Oliver
 
 
 
 
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EDIÇÃO 59 | novembro de 2017