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CAPA | Cidade »

57 razões para amar o Quadradinho

No mês do aniversário de Brasília, lembramos por que os brasilienses se orgulham da cidade e tantos forasteiros chegam aqui e a adotam como casa

Jéssica Germano - Redação Rebeca Oliveira - Publicação:25/04/2017 16:06Atualização:26/04/2017 16:39

Se você é visitante ou um turista desavisado, aí vai um conselho: deixe de lado o comentário político. Se tem algo que ofende o brasiliense é a generalização. Brasília é única em eixos e plural em histórias de todos os cantos. Desarme-se, então, e chegue mais perto. Mire o céu único ou pare para um café tranquilo nas comerciais com vista para o verde. Aqui não buzinamos, e respeitamos o pedestre. Tem ciclista também, mas ele vai ao lado do corredor de rua. Tem criança, tem idoso. E tem uma juventude sedenta por barulho criativo. Por aqui descobriu-se, há pouco, a autoestima, que hoje grita. Coisa da idade ou do amadurecimento. Mas a questão é que já se fala em identidade.

 

Do alto dos seus 57 anos, a jovem senhora cidade – fundada pelo presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira em 21 de abril de 1960 – assumiu seus cacoetes, empatias e imperfeições. Pegue a tesourinha da produção artística que pulsa, siga pelo eixinho dos empresários entusiastas e desça no balão que une qualidade de vida e economia colaborativa. Você encontrará um horizonte de motivos que fazem a capital ser muito mais que o Congresso Nacional.

E aqui estão 57 deles.

 

1 | Haja recorde!

A Torre de TV é a mais alta do país, com 224 m de altura. Inaugurada em 1967, sua famosa feirinha é espaço de muitos artesãos e sua grande área serve de palco a shows, festas e eventos. Brasília também sai na frente em outros quesitos. Um deles é a pepita de ouro guardada no Museu de Valores do Banco Central, a maior do mundo, com 60 quilos. Na mesma linha está o cristal de 20 quilos situado no topo da pirâmide da Legião da Boa Vontade, na 916 Sul, o maior em exibição no planeta.

 (Rodrigo Nunes/Esp. CB/DA Press)
 

2 | Cinquentona também

A Universidade de Brasília completa 55 anos, mantendo-se referência nacional no segmento educacional. Um exemplo? É a única do país a ter um programa de mestrado para povos tradicionais. Funcionando há quatro anos, o projeto atendeu mais de 70 pessoas de comunidades indígenas, quilombolas, entre outros. A ideia foi tão boa que está sendo copiada no exterior.

 (Marcelo Ferreira/CB/DA Press)
 

3 | Cidade-parque

A abundância de verde em pleno cerrado e de seus mais de 70 parques, segundo o Ibram (Instituto Ambiental de Brasília), transformou o desenho do avião em uma das capitais mais convidativas para aproveitar os espaços abertos. Só o Parque da Cidade Dona Sarah Kubitschek chega a desbancar o Central Park em tamanho, com 420 hectares, sendo, assim, o maior parque urbano do mundo.

 (Gustavo Moreno/CB/DA Press)
 

4 | Em fevereiro, tem carnaval!

Nos últimos anos, intensificou-se a procura dos moradores da cidade pelo ziriguidum à moda candanga. Em 2017, os festejos reuniram mais de 1,5 milhão de pessoas nos blocos de rua espalhados por todos os cantos do DF. O maior deles, o Babydoll de Nylon, levou mais de 160 mil pessoas à praça do Cruzeiro, no ponto mais alto do Plano Piloto.

 (Luis Nova/CB/DA Press)
 

5 | Viva o Drive-In

Brasília é a única cidade do país a ainda ter um cinema ao ar livre para carros. Desde 1973, o Cine Drive-In exibe películas na maior tela de projeção do Brasil, com 312 m2, e recentemente foi retratado de forma poética no filme O Último Cine Drive-In, do diretor brasiliense Iberê Carvalho. O longa está disponível no catálogo do serviço de streaming Netflix para quase 200 milhões de assinantes de todo o mundo.

 (Raimundo Sampaio/Esp. Encontro/DA Press)
 

6 |Traço de quadrinista!

Lucas Gehre, Gabriel Góes, Gabriel Mesquita, Lovlov6, Augusto Botelho, Daniel Lopes, Heron Prado... Reconhecidos nacionalmente, artistas brasilienses destacam-se no cenário independente das tirinhas. No setor de eventos, o segmento se consolida com iniciativas como a Feira Dente, que acontece todos os anos. A última edição movimentou o Conic.

 (Raimundo Sampaio/Esp. Encontro/DA Press)
 

7 | Além do que se vê

Embora não tenha tanto destaque nacional quando o assunto é futebol, a capital se destaca em outros campos. Cidade de onde saíram os atletas olímpicos Hugo Parisi, Cesar Castro e Caio Bonfim, Brasília é referência em saltos ornamentais, por exemplo, com a formação de futuros esportistas no Parque Aquático Professor William Passos da Universidade de Brasília (UnB).

 (Breno Fortes/CB/DA Press)
 

8 | Não se avexe, não

Dada a grande concentração de imigrantes nordestinos, o forró é abraçado pelos moradores locais com festas e eventos próprios ao gênero. Cacai Nunes e sua vitrola estão aí para comprovar. É dois para lá, dois para cá que não acaba mais. Ainda bem. Do total de imigrantes do DF, 51% têm origem nordestina, berço do gênero.

 (Raimundo Sampaio/Esp. Encontro/DA Press)
 

9 | Somos todos Bulcão

Embora seja nascido no Rio de Janeiro, Brasília é a cidade com mais obras de Athos Bulcão (1918-2008) no mundo. Os azulejos revestidos com os traços do artista, encontrados da Câmara dos Deputados à Igrejinha da 108 Sul, passando pelos relevos do Teatro Nacional, até hoje são lembrados como marca gráfica da cidade. Certa vez, ele disse: “Artista eu era. Pioneiro eu fiz-me. Devo a Brasília esse sofrido privilégio. Realmente um privilégio: ser pioneiro”.     

 (Marcelo Ferreira/CB/DA Press)
 

10 | O mundo é aqui

Brasília é “casa” de mais de 120 embaixadas. Essa reunião da cultura de centenas de nações se reflete positivamente em diferentes campos, da gastronomia à hotelaria, chegando até a influenciar a relação diplomática do Brasil com outros países. É uma posição de destaque que supera um bocado de cidades do globo, como Londres.

 (Raimundo Sampaio/Esp. Encontro/DA Press)
 

11 | Desce uma branquinha!

Em 2015, o DF passou a ser referência também em cachaças, ao ser lançada a Authoral, primeira premium do país a usar o conceito de home distilling. Liderado de forma artesanal pelo brasiliense Eduardo Moreth, no Park Way, o processo de fabricação reúne técnicas usadas em vinhos, azeites e cervejas, e recebeu certificação de excelência pelo Laboratório de Tecnologia e Qualidade da Cachaça, da Universidade de São Paulo (USP). Foi também escolhida uma das 50 melhores do Brasil.

 (Iano Andrade/CB/DA Press)
 

12 | Esporte ao ar livre

Seja corrida de rua seja modalidades mais radicais, o desenho do avião é um planalto de possibilidades para quem busca endorfina outdoor. As amigas Poliana Sousa e Carla Pessoa apostam no Eixão do Lazer aos domingos para exercer o hobby do skate, mas não param por aí. Poliana é professora de parkour, método para ultrapassar de forma rápida obstáculos usando o corpo. “Brasília está virando uma referência no esporte pela estrutura e arquitetura, que são totalmente diferentes das outras regiões brasileiras”, conta. A publicitária Carla Pessoa é baiana e há 10 anos mora na capital.

 (Raimundo Sampaio/Esp. Encontro/DA Press)
 

13 | Polo de entretenimento

Eventos como o complexo Na Praia, o festival Porão do Rock e shows internacionais, como os que acontecem no Estádio Nacional Mané Garrincha, impulsionaram nossa vocação para produção de grandes eventos, mas também alavancaram o turismo. A oferta já movimenta a cidade, com vendas para o público de fora chegando a 35% do total de ingressos em determinados projetos.

 (Equipe Fernanda Furtado/Divulgação)
 

14 | Possibilidades gastronômicas

Nos últimos anos a capital se aproximou dos grandes centros urbanos quando o assunto é circuito de restaurantes. Segundo a Abrasel-DF, já somos o terceiro polo gastronômico do país, atrás de São Paulo e Rio de Janeiro. O posto reflete a movimentação da economia por esse setor, além da oferta de casas. A capital tem desde lugares menos formais e com diversidade de sabores, como a Quituart do Lago Norte, até menus degustações criativos e cardápios autorais, que fazem a delícia de gente da cidade e de turistas.

 (Bruno Pimentel/Encontro/DA Press)
 

15 | Todos pro clube

Eles foram points de uma geração, principalmente quando faltavam opções de lazer por aqui. Mas, mesmo depois de tantos anos, os clubes sociais continuam atraindo público para suas dependências. De bibliotecas para estudo à gama de esportes, as ofertas são diferenciadas. A AABB ainda é referência em náutica, por exemplo, enquanto o Country Club conserva o ar campestre ao longo de 184 hectares, logo ali, a 22 km da rodoviária.

 (Raimundo Sampaio/Esp. Encontro/DA Press)
 

16 | Para viver bem

Brasília foi eleita pela Mercer, pela terceira vez, a cidade com a melhor qualidade de vida do país. Questões como infraestrutura social, ambiente natural e transporte público foram levadas em consideração e fizeram com que deixássemos para trás grandes cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Manaus. Um viva para o modelo de Lucio Costa, que uniu educação, lazer e comércio à distância de algumas quadras.

 (Marcelo Ferreira/CB/DA Press)
 

17 | Design pulsante

Sobre passarelas, ornando celebridades nacionais e internacionais ou ilustrando um dos principais salões de Milão, profissionais brasilienses têm ganhado o Brasil e o mundo com seus traços de personalidade. Joalherias como Carla Amorim, Pedrart, Griffith e Vânia Ladeira e suas belas criações, joias inspiradas nas cores e formas desta terra, a estilista Luisa Farani e o designer de móveis Aciole Félix são alguns dos nomes que têm projetado Brasília para além das fronteiras.

 (Vinicius Santa Rosa/Esp. Encontro/DA Press)
 

18 | Chorões, sim, senhor!

Erguido há 40 anos, o Clube do Choro é motivo de orgulho para os músicos locais. A capital do país e o Rio de Janeiro são as únicas unidades federativas que contam com uma escola do gênero. Por aqui, ela se chama Escola Brasileira de Choro Raphael Rabello. Recentemente, completou 18 anos de existência. A Escola de Música de Brasília também tem a mesma proposta e reforça a excelência da cidade no ensino musical.

 (Zuleika de Souza/CB/DA Press)
 

19 | Cerveja local? Um brinde!

Corina, Lobo Guará, Máfia Beer e Braz Bier são alguns dos produtores que se empenham em traduzir as características da capital para as garrafas das brejas artesanais. Esse mercado deverá crescer quando a Lei de Ocupação do solo permitir que pequenos produtores possam fazer e vender cerveja no mesmo espaço, não necessariamente em zonas industriais, como funciona atualmente.

 (Raimundo Sampaio/Esp. Encontro/DA Press)
 

20 | Aumenta o som!

Apesar da boa cena de musical regional, os riffs das guitarras nunca foram esquecidos. Depois de Legião Urbana, Paralamas do Sucesso e Raimundos, bandas como Scalene, atração do próximo Rock in Rio, e Lista de Lily, que tocou em importante festival nos Estados Unidos (SXSW, em Austin, no Texas), levam o som nascido aqui para além das fronteiras.

 (Bruno Peres/CB/DA Press)
 

21 | Foge pra cachu!

Quando a paisagem do concreto cansa, é só ir para uma das centenas de cachoeiras no raio do cerrado. No próprio DF, ou em Goiás, em Pirenópolis ou na Chapada dos Veadeiros (Patrimônio Natural da Humanidade, pela Unesco), o brasiliense só precisa escolher o refúgio ecológico preferido. A 50 km do centro de Brasília, a Chapada Imperial fica no ponto mais alto do DF, a 1.342 m de altura. Já em Cavalcante, é a Santa Bárbara que rouba o fôlego por seu tom de água verde-esmeralda.

 (Ed Alves/CB/DA Press)
 

22 | Fora do óbvio

A capital sobressai quando o assunto é a formação de atores, atrizes e diretores de musicais. Esse bom desempenho está diretamente ligado à existência da Escola de Teatro Musical de Brasília, fundada pela cantora Thais Uessugui. Professora de canto na instituição, ela é diretamente responsável pela evolução de muitos artistas consolidados, como o ator Benet Monteiro. Ele estudou no centro situado na 713 Norte – e de lá partiu para voos maiores, como o musical Hairspray, com direção de Miguel Falabella, que rodou o Brasil.

 (Raimundo Sampaio/Esp. Encontro/DA Press)
 

23 | Cheirinho de café

Mais que vistos com carinho por quem é de casa, os cafés comercializados na cidade são lembrados entre os melhores do Brasil. Baristas de primeira linha, como Antonello Monardo, levam a tradição adiante com marca própria, elogiada internacionalmente. Assim como o Grenat, integrante da Associação Brasileira de Cafés Especiais, onde estão reunidos os melhores produtores de cafés brasileiros. E outras marcas gourmet, entre elas o Café do Sítio, vêm despontando por aqui.

 (Marcelo Ferreira/CB/DA Press)
 

24 | Rindo à toa

Somos um celeiro de companhias de humor, do stand up a textos no formato clássico. A companhia Os Melhores do Mundo, por exemplo, dispensa apresentações. O trabalho grandioso da trupe ecoa na carreira solo dos integrantes e fez com que um dos integrantes, Welder Rodrigues, entrasse para o time do Tá no Ar, programa humorístico de sucesso na Rede Globo.

 (Nick Elmoor/Divulgação)
 

25 | Cartões-postais erguidos

Basta ter o olhar atento. Como um turista na própria cidade, quem mora na capital do poder não precisa de esforços para contemplar os muitos monumentos erguidos sob a tradição arquitetônica de Oscar Niemeyer e Lucio Costa. Esqueça um pouco as praias do Nordeste. Por aqui são a Catedral Metropolitana de Nossa Senhora Aparecida, o Museu da República e o Itamaraty que já preenchem o espaço de cartões-postais do nosso cotidiano.

 (Breno Fortes/CB/DA Press)
 

26 | Bota um DJ aí!

A onda das pick-ups também arrebatou o planalto. Brasília tem eventos com presença certa na folhinha do calendário, ao mesmo tempo que exporta nomes do segmento. Goiano radicado em Brasília, Alok Petrillo foi considerado em 2016 o DJ número 1 do Brasil, pela revista DJ Mag, e o primeiro a bater a marca de 100 visualizações de audições no Spotify, com Hear me Now. Residente da tradicional 5uinto, o brasiliense João Komka também alcançou o topo do ranking de vendas no site BeatPort com a faixa Take Control.

 (Fernando Mazza/Divulgação)
 

27 | Time de estrelas

Juliano Cazarré, Murilo Rosa, Camila Márdila, Patrícia Pillar, Murilo Grossi, João Campos... Atores de diferentes gerações nascidos na cidade e formados nos palcos locais representam a cidade em novelas, minisséries e filmes. Rostos conhecidos e que comprovam: Brasília vai além da política.

 (Reinaldo Marques/Globo/Divulgação)
 

28 | A um clique

A capital é digital. Além de lançarmos aplicativos com visibilidade universal - Jessica Behrens apresentou a plataforma de brechó virtual Tradr em Harvard, enquanto Vitor Melo criou a rede social Trybo, para unir pessoas que vivem realidades parecidas ao redor do mundo, alcançando 50 países -, recebemos em 2016 pela primeira vez o Congresso Mundial de Tecnologia da Informação. O próximo passo é implementar na Granja do Torto o Parque Tecnológico de Brasília, que já teve lei sancionada.

 (Raimundo Sampaio/Esp. Encontro/DA Press)
 

29 | A ponte mais linda

Batizada de Juscelino Kubitschek e carinhosamente chamada de Terceira Ponte pelos brasilienses, a estrutura com 1.200 m de comprimento foi eleita a ponte mais bonita do planeta pela Sociedade de Engenharia do Estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos. Foram as qualidades estéticas e a harmonia ambiental do arquiteto Alexandre Chan que renderam a fama da Ponte JK, que liga o centro ao Lago Sul.

 (Ed Alves/CB/DA Press)
 

30 | Brasil no prato

Reflexo do fato der ser uma junção de imigrantes, a capital tem a vantagem de unir em diferentes pontos do planalto um fluxo considerável de sabores típicos de outras regiões. Nunca precisamos ir à Amazônia para tomar tacacá ou à Bahia para saborear um acarajé. Na feira da Torre de TV a diversidade da gastronomia brasileira está acessível o ano todo.

 (Zuleika de Souza/CB/DA Press)
 

31 | Dialeto próprio

O brasiliense tem umas gírias cabulosas: “Fica de olho no pardal logo depois da tesourinha.” “Talvez seja melhor até ir de baú.” “Só não esparra...”. Diálogos que só o brasiliense entende - e ama, tanto que os termos estampam canecas, camisetas, placas.... Poeta, Nicolas Behr até dedicou um livro para esses e outros neologismos que nos tornam um só.

 (Minervino Junior/CB/DA Press)
 

32 | Respeito à faixa

Criada na década de 1990, depois de constatada uma série de acidentes de trânsito, a lei que obriga o motorista a frear diante do “sinal da vida” comemorou 20 anos de promulgação no dia 1º de abril de 2017. Basta um passeio a pé pelas ruas e avenidas de outras capitais para notar a diferença em relação a Brasília. Aqui, o respeito ainda prevalece e a faixa de pedestre é levada a sério.

 (Bruno Peres/CB/DA Press)
 

33 | Sabores exclusivos

Maracujá-pérola, castanha-de-baru, pequi, cagaita. Estamos em pleno cerrado, segundo maior bioma da América do Sul. Essa imensidão empresta sabores à produção de toda sorte de alimentos. Garante desde o sustento de pequenos produtores a marcas consolidadas no mercado local, como a sorveteria Sorbê, dedicada aos sabores intrínsecos as terras do coração do Planalto Central.

 (Raimundo Sampaio/Esp. Encontro/DA Press)
 

34 | Se florear, aprecie

Em setembro e nos meses seguintes, a população de Brasília é presenteada com uma infinidade de ipês espelhados pela cidade. Rosas, amarelos, brancos... Não importa a cor de suas belas flores, todos contrastam com a névoa seca do período e dão um novo tom à cidade. Para garantir a continuidade das árvores, todos os anos a Novacap planta 15 mil novas mudas. Não é à toa que desde 1978 o ipê é a flor nacional do Brasil.

 (Ed Alves/CB/DA Press)
 

35 | Nosso céu, nosso mar

Tem até projeto de tombamento. Depois de inspirar Djavan, Clarice Lispector e Natiruts, o largo azul no horizonte e o nascer e o pôr do sol em tons coloridos receberam atenção do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). A proposta é de que o céu da capital brasileira, marcado pelos traços de Oscar Niemeyer, seja considerado Paisagem da Cultura Brasileira. E o brasiliense bem sabe: não faltam ângulos para aproveitar o entardecer da capital.

 (Carlos Vieira/CB/DA Press)
 

36 | Criatividade e inovação

Primeiro veio a Endossa. Em cima dela surgiu o Co-piloto e, mais recentemente, alguns outros nomes como Square Brasília e The Brain. O que eles têm em comum? A proposta de economia colaborativa utilizando espaços de co-working. Para vender acessórios, sediar pequenas empresas ou armazenar produtos gastronômicos, a questão é que a cidade vem se renovando com os novos formatos de comércio e trabalho.

 (Zuleika de Souza/CB/DA Press)
 

37 | Marcas do orgulho

Grifes locais como a BSB Memo criam objetos e peças de vestuário como uma homenagem ao DNA brasiliense. A pop up store Natural de Brasília comprou a ideia e vende os produtos, assim como de outros tantos que celebram a cultura local. A relação de amor é a mesma que a equipe responsável pelo Experimente Brasília carrega. Tanto que promovem de um jeito nada óbvio o turismo afetivo no Quadradinho, indo de passeios de balão no cerrado a wine tour em videiras de Cocalzinho.

 (Helio Montferre/Esp. CB/DA Press)
 

38 | Quente e frio

Na época da seca sobram umidificadores de ar e buscas por programações próximas ao frescor, vide a assiduidade à Água Mineral. Mas, ao chegar junho, nada faz tão feliz o brasiliense quanto curtir o friozinho nas festas juninas, acompanhadas de muita comida típica e quentão.

 (Ed Alves/CB/DA Press)
 

39 | É dia de feira

Mantendo a característica comum às pequenas cidades, o Plano Piloto e o Entorno carregam na espinha dorsal feiras que contam um pouco sobre a história da fundação da capital. Do Guará, da Ceilândia, do Cruzeiro, da Ceasa.Um total de 25 opções, sem contar com as temporárias e de produtos orgânicos, para comprar legumes frescos ou comer um bom sarapatel, qualquer dia da semana.

 (Minervino Junior/Encontro/DA Press)
 

40 | Literatura viva

A capital tem motivo para  louvar os escritores. Natural de Mossoró, no Rio Grande do Norte, o escritor e diplomata João Almino vive em Brasília há anos e a usa como inspiração nos romances que publica. Em março deste ano, entrou para a Academia Brasileira de Letras na vaga do mineiro Ivo Pitanguy.

 (Minervino Junior/CB/DA Press)
 

41 | Capital do cinema

Basta notar a longevidade do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, um dos mais importantes do país e que este ano celebra cinco décadas de realização. O presente para os moradores? Quase 10 dias de duração, em vez dos sete dias de programação dos anos anteriores. Com direito a muitos debates, seminários, palestras, mostras de curtas e longas metragens. O melhor longa de 2016 foi A Cidade Onde Envelheço, de Marília Rocha.

 (Divulgação)
 

42 | Bombando na web

Hellen Ramos (ou Hel Mother) fala da maternidade real e tem mais de 2 milhões de visualizações no YouTube. O escritor João Doederlein dá novos sentidos a palavras conhecidas e acumula 350 mil seguidores no Instagram. Influenciadores digitais como eles estão aparecendo com cada vez mais frequência na capital. Entre likes e curtidas, novos rostos surgem quase que diariamente. 

 (Estúdio Cajuína/Divulgação )
 

43 | Surfistas... do lago Paranoá

Caiaque, stand-up paddle, passeio de lancha ou apenas um mergulho. O lago Paranoá é democrático e está à disposição para o brasiliense e seus mais variados gostos. São 48 km2 de extensão que renderam points como a Prainha, a Península dos Ministros e o Piscinão do Lago Norte. Sem falar no visual, que completa a extensão do cerrado.

 (Marcelo Ferreira/CB/DA Press)
 

44 | Rede do bem

Considerado por muitos um povo frio, o brasiliense tem participação ativa junto a iniciativas beneficentes. Ao todo são mais de 120 instituições em regular funcionamento, segundo o Ministério Público do DF e Territórios. Sediamos, por exemplo, o início da Abrace (Associação Brasileira de Assistência às Famílias de Crianças Portadoras de Câncer e Hemopatias), uma das principais do país em se tratando de apoio à oncologia e que ajudou no aumento, para 70%, do índice de cura no DF.

 (Helio Montferre/Esp. CB/DA Press)
 

45 | Mangia, che te fa bene       

Endereço de muitas comunidades estrangeiras, Brasília tem uma quantidade significativa também de restaurantes voltados para a culinária italiana. Não à toa, a Baco Pizzaria carrega o selo de fazer a verdadeira pizza napolitana (pela Associazone Verace Pizza Napoletana), como manda a tradição do país da bota. Farinha italiana, molho pomodoro pelati, água, sal e fermento são os únicos ingredientes para que a mágica aconteça em um forno a exatos 485° C.

 (Raimundo Sampaio/Esp. Encontro/DA Press
)
 

46 | Diversão não pode faltar

Setor designado no planejamento da cidade para a diversão, o Comercial Sul ganhou iniciativas de revitalização, depois de ficar, por algum tempo, relegado a segundo plano. Vale destacar o bar e centro cultural Canteiro Central, onde aconteceram algumas das mais prestigiadas festas do carnaval brasiliense.

 (Gustavo Moreno/CB/DA Press)
 

47 |Arroz de festa

Passadas a época e a fama de que na metrópole do poder não havia o que se fazer em termos de entretenimento, a agenda cultural ferve. E com produções locais! Já temos nossa própria identidade quando o assunto são festas assinadas por produtoras 100% brasilienses. De Criolina a Makossa, de Surreal a 5uinto, passando pela Melanina, Brasília é pura animação.

 (Luis Xavier de França/Esp. CB/DA Press )
 

48 | Sorvete o ano todo

Com clima predominantemente seco, o Quadradinho foi foco nos últimos dois anos de uma expansão considerável de sorveterias. Gelatos como manda a tradição italiana, sorbets com frutas brasileiras e até produção incluindo guloseimas em pedra gelada têm impulsionado os negócios locais e conquistado cada vez mais o público, que consome itens gelados de janeiro a janeiro.

 (Raimundo Sampaio/Esp. Encontro/DA Press )
 

49 | Capital de sons

Depois de Legião Urbana, Capital Inicial e Plebe Rude já podemos nos orgulhar de músicos que vão além em acordes. Há anos o grupo Adora-Roda é presença obrigatória no Outro Calaf. Adriana Samartini e Guga Santana (Camafeu) já estão acostumados a agitar foliões com hits baianos e esquentar o palco antes de nomes famosos como Ivete Sangalo, Saulo Fernandes e Durval Lelis. Prova disso também são as bilheterias de sucesso, seja por Diogo Nogueira seja por Bell Marques.

 (Chá das Duas/Divulgação)
 

50 | Atenção aos pequenos

Com cinco anos de funcionamento, o Hospital da Criança de Brasília José Alencar tornou-se referência ao realizar mais de 2 milhões de atendimentos em uma gestão especializada em pediatria sem emergência, apenas com consultas com hora marcada. São mais de 1 milhão de exames laboratoriais realizados, 29 mil radiografias e 15 mil tomografias dentro da rede de saúde do DF.

 (Janine Moraes/CB/DA Press)
 

51 | São João à candanga

São 10 anos desde que o ritmo de Alçeu Valença, Elba Ramalho e Luiz Gonzaga aterrissou definitivamente na programação do DF, com a maior festa junina fora de época do Brasil. Com estrutura erguida na Ceilândia, o São João do Cerrado atrai anualmente cerca de 3 milhões de pessoas ao unir músicos novatos e veteranos, como Geraldo Azevedo e Michel Teló.

 (Carlos Vieira/CB/Da Press )
 

52 | Para todo mal, a cura

A rede de hospitais Sarah Kubitschek é reconhecida internacionalmente. O centro de reabilitação física, inaugurado por JK em 1960, é modelo de gestão inovadora e de alto nível. Esse sucesso deve-se, em grande parte, ao empenho da presidente Lúcia Willadino Braga, neurocientista que coordena as 11 unidades da rede e que já atendeu gente famosa como o escritor Jorge Amado e e o músico Herbert Vianna.

 (Raimundo Sampaio/Esp. Encontro/DA Press)
 

53 | Pomar nos eixos

Faz parte da memória afetiva de quem cresceu debaixo dos prédios: sempre tinha um pé de goiaba, de jabuticaba ou de abacate próximo de casa, para se esconder no momento do pique-pega. Ao todo, 950 mil árvores se espalham pelo Distrito Federal e dão frutos. Só na Esplanada dos Ministérios é possível pegar direto do pé as doces mangas de 90 mangueiras. Sem falar nas jacas...

 (Ed Alves/CB/DA Press )
 

54 | Se não tem mar...

Não faltam opções para quem gosta de botecar. O chamado Baixo Asa Norte, nas quadras 408 e 409 Norte, é um verdadeiro aglomerado para quem quer curtir a vida noturna em bares. Tem opção para ouvir um samba gostoso, no Pinella, ou para quem não abre mão de uma cerveja especial, no Godofreddo. Próximo dali, é o bar 400Quatrocentos que vem investindo em petiscos à altura de um bom chope.

 (Vinicius Santa Rosa/Esp. CB/DA Press )
 

55 | Cultura por toda parte

A Casa Frida, em São Sebastião; o Espaço Cultural Ubuntu, no Recanto das Emas; e a Galeria Pólvora, no Gama, são apenas três entre uma dezena de casas de cultura independentes erguidas fora das fronteiras do Plano Piloto. A ideia é descentralizar a produção artística e dar ferramentas de inclusão social aos moradores. Iniciativas que merecem aplausos.

 (Helio Montferre/Esp. CB/DA Press)
 

56 | Spray, sempre bem-vindo

Cidade que evoca modernismo com edifícios de linhas retas e cores sóbrias, Brasília também abraçou com carinho a arte urbana. A ponto de artistas locais, como Daniel Toys, viverem exclusivamente dessa arte. Ela não se limita a fachadas externas do Distrito Federal. Recentemente, o grafiteiro foi convidado pela Ortiga, importante grife local, para personalizar jaquetas e calças jeans, extrapolando qualquer estereótipo.

 (Raimundo Sampaio/Esp. Encontro/DA  Press)
 

57 | Vem pra rua!

Amamos piquenique, uma maneira de reenxergar Brasília e de ocupar espaços urbanos. Seja de maneira informal, seja em grandes eventos. Em 21 de abril, o Picnik completa cinco anos. A proposta foi um das responsáveis por levar milhares de moradores a locais pouco explorados, como o Setor Militar Urbano e o Deck Norte. Tudo graças ao casal Miguel Galvão e Julia Hormann. Proposta parecida ao do Chefs nos Eixos, evento gastronômico em que premiados cozinheiros ocupam as vias do Plano Piloto.

 (Romulo Juracy/Esp. Encontro/DA Press )
 

 

 

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EDIÇÃO 59 | novembro de 2017