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COLUNA »

Gente da capital

Zuleika de Souza - Publicação:27/04/2017 11:49

DESIGN EM ALTA

 

O designer Dimitri Lociks e os arquitetos Gustavo Goes e Simone Turíbio estão juntos na Domingo Arquitetura e Design, nome que surgiu depois de terem de trabalhar 27 domingos seguidos para entregar todos os projetos que estavam em suas mãos. Isso já tem mais de 10 anos. Especializados em trabalhos comerciais, eles já fizeram ou estão finalizando mais 80 projetos. Para lugares queridinhos da cidade, como o Daniel Briand e o novo Mormaii, eles concebem desde a identidade visual até a funcionalidade da cozinha. Gustavo conta que usam a fenomenologia da percepção, estimulação visual que gera desejos. Também brinca que a única casa projetada por eles que fechou foi um restaurante especializado em porco, porque o chefe virou vegetariano. Na execução dos projetos sentiam falta de móveis que se adequassem aos espaços, por isso começaram a desenvolver um mobiliário, como a linha Dinda, que tem um destaque afetuoso, e explicam: “A ideia foi materializar nos móveis o afago e o afeto, como uma dinda que oferece o conforto de um colo. E o desafio foi reproduzir o carinho de uma madrinha em um móvel”, diz Gustavo. Para isso, os designers partiram da imagem da madrinha com seus braços sempre abertos, com almofadas fofas e palhinhas, que reforçam a imagem de carinho e aconchego. A maior preocupação do trio era a utilização de uma linguagem bem brasileira para ir ao encontro da cordialidade tão marcante em nosso país. O resultado desse esforço foi uma coleção com poltrona, sofá e chaise leves e confortáveis, que se encaixam em diversos ambientes. O mobiliário foi apresentado durante a realização da 23ª Feira da Associação Brasileira de Móveis e Acessórios de Alta Decoração (Abimad) e agora tanto a Dinda como as linhas Alforge e Trama serão fabricadas em série.

 (Zuleika de Souza/Esp. Encontro/DA Press)
 

LITERATURA PARA CRIANÇAS

 

Regina Melo foi professora de escola pública durante 33 anos e se tornou escritora e editora dos próprios livros por não encontrar no mercado editorial brasileiro histórias infantis que contemplassem a diversidade racial brasileira. Tem seis livros e escreve histórias simples do cotidiano, sem heróis, o que ela acha que leva as crianças a se identificar com os textos, desmistificando a literatura e as incentivando para que escrevam suas próprias histórias. Mineira de Januária, Regina veio para Brasília no fim da década de 1970 e adotou a cidade. Trabalhou em 22 escolas e hoje, aposentada, ela acha que são 22 casas que pode sempre visitar para levar a seus livros e contar histórias, fazendo isso como um trabalho voluntário a favor das crianças e da literatura.

 (Zuleika de Souza/Esp. Encontro/DA Press)
 

UM NOME DA MODA

 

Faz 12 anos que o brasiliense Yan Acioli deixou o Planalto e, nesse período, tornou-se o mais requisitado stylist brasileiro. Em São Paulo, mergulhou no mundo da moda e, com a ajuda da amiga e vitrine Sabrina Sato, mostrou o quanto uma consultoria de estilo pode ajudar na carreira de atrizes e personalidades. Yan chegou a se formar em publicidade, porque Catarina Acioli, sua mãe, fazia questão, mas não era isso o que queria. Hoje, ele faz campanhas para grandes marcas e editoriais e desenha coleções. Em fevereiro, esteve em Brasília para lançar a coleção de joias da Maria Dolores, a Boho Tropical, que se esgotou antes mesmo de ele chegar à loja.

 (Zuleika de Souza/Esp. Encontro/DA Press)
  

APAIXONADA PELOS SAPATOS

 

Isadora Versiani cresceu aqui, no Quadradinho, e quando criança fazia arte literalmente, pintando e  esculpindo. Filha do fotógrafo Claudio Versiani e de Maria Lucia Versiani, funcionária do Itamaraty, quando ela tinha 16 anos, a família foi morar em Nova York. Lá, Isadora fez artes plásticas numa universidade e depois, quando descobriu a pela paixão pelos sapatos, também se formou em design de sapatos pelo renomado Fashion Institute of Technology, onde designers como Calvin Klein, Michael Kors e o brasileiro Francisco Costa também estudaram. O primeiro estágio foi para a própria Michael Kors. Já como profissional, Isadora trabalhou em coleções para Sarah Jessica Parker e para as Kardashian. Há cinco anos, a designer desenha todos os sapatos para a marca francesa André Assous. Sobre a influência do Brasil no seu trabalho ela diz: “Mesmo tendo vivendo quase metade da minha vida em NY, o Brasil ainda ocupa uma grande parte do meu coração, e essa paixão é refletida na mistura de cores e texturas dos sapatos”, diz. Os materiais são naturais como ráfia, corda e linho. As cores são simples como o branco, preto, caramelos e madeiras. Isadora tem 31 anos e no momento está cuidando do pequeno Henri, seu terceiro filho, que nasceu em janeiro.  

 (Claudio Versani/Divulgação )
 

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EDIÇÃO 57 | Setembro de 2017