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CIDADE | MEIO AMBIENTE »

Projeto Capital do Ipê vai plantar centenas de mudas na cidade até 2018

Para aumentar o número da espécie no DF, duas das quatro etapas previstas do projeto já foram cumpridas

Neide Magalhães - Publicação:29/08/2017 11:47Atualização:29/08/2017 12:10

Os amarelos começam a florescer em agosto: cor é símbolo da paz no trânsito (Minervino Junior/CB/DA Press)
Os amarelos começam a florescer em agosto: cor é símbolo da paz no trânsito
 

A ideia é das melhores: plantar centenas de mudas em Brasília até o ano que vem e transformá-la, definitivamente, na Capital do Ipê. A cidade, que já é colorida pelas belas flores nesta época do ano, vai ganhar ainda mais cores em 2019, quando os primeiros ipês plantados, os brancos, devem começar a florescer.

 

Tudo começou no ano passado, quando foram plantadas 160 mudas de ipê branco no estacionamento 7 do Parque da Cidade, no espaço agora denominado Praça da Paz. A segunda etapa aconteceu no último fim de semana de julho, com a inauguração do Espaço da Cidadania e o plantio de 300 pés do amarelo na área atrás do Teatro Nacional, na Asa Norte. As outras duas (veja box) estão previstas para 2018.

A espécie roxa é a primeira a florescer: exuberância na cor que será tema da terceira etapa do projeto (Divulgação )
A espécie roxa é a primeira a florescer: exuberância na cor que será tema da terceira etapa do projeto
 

Brasília possui, segundo a Novacap, mais de 150 mil ipês distribuídos nos canteiros entre os eixos e nas superquadras do Plano Piloto. No Distrito Federal, são cerca de 700 mil. As maiores concentrações na capital estão no Parque da Cidade, Setor Bancário Sul, Avenida das Nações e no Setor de Embaixadas. Por ano, são plantadas novas 10 mil mudas, além do cuidado permanente com as árvores já adultas. A época ideal para o plantio é a partir de novembro, quando começa o período da chuva. 

 

Para fazer esse trabalho, segundo Júlio Menegotto, presidente da Novacap, uma equipe de expedição que percorre 500 km entre os estados de Minas Gerais e Goiás, além de todo o DF, reunindo sementes de ipês que depois são limpas, separadas e classificadas para a produção de novas mudas. “A Novacap tem todo um trabalho em manter a arborização da nossa capital”, diz ele, reiterando que a Cidadania, cuja proposta é promover a paz e a segurança no trânsito, é “a segunda praça de ipês que a Novacap entrega, em parceria com a Rede Globo e o Correio Braziliense”. A escolha do amarelo é porque a cor se tornou símbolo da campanha de paz no trânsito, como a que foi realizada em maio deste ano.

A floração dos rosas deram um colorido especial à cidade em julho e início de agosto  (Marcelo Camargo/Agência Brasil/Fotos Públicas)
A floração dos rosas deram um colorido especial à cidade em julho e início de agosto

Para o diretor de marketing e comercialização dos Diários Associados-DF, Paulo Cesar Marques, “Brasília é a capital do ipê. A parceria institucional entre Correio Braziliense, Globo, Digital Group e GDF dá maior visibilidade a essa característica ímpar da  nossa cidade e contribui para a afirmação de uma identidade local muito evidente entre os brasilienses que admiram, registram e comemoram o florescer de tipos e cores de ipês por todos os lugares. Cada praça inaugurada é o resultado concreto de uma parceria vencedora”, afirma. 

 

Típicos do cerrado, os ipês levam em média três anos para florescer, o que acontece nos meses mais secos do ano, entre junho e outubro, com mais ênfase em agosto. Suas flores são uma espécie de termômetro para a secura da estação e quanto mais sol e calor, mais belas são suas flores. Normalmente, eles florescem de acordo com a cor, começando pelo roxo, seguido do rosa, amarelo, verde e branco, mas é possível ver mais de um florido ao mesmo tempo. São cerca de 20 anos até alcançar seu tamanho final, entre 4 e 20 metros de altura. Planta do gênero tabebuia – que em tupi quer dizer árvore de casca grossa –, ela é madeira de lei e por isso corre risco de desaparecer nas áreas de cerrado aberto.

Ipê branco com a Catedral de Nossa Senhora Aparecida ao fundo: cidade ganhou mais 160 mudas (Minervino Junior/CB/DA Press)
Ipê branco com a Catedral de Nossa Senhora Aparecida ao fundo: cidade ganhou mais 160 mudas

O cerrado, aliás, tem muitas belezas e uma delas certamente é o ipê, que pode ser encontrado nesse bioma espalhado pela região central do Brasil, especialmente em Minas Gerais, Goiás, Distrito Federal e Tocantins, e ainda na Bahia, Mato Grosso e Maranhão. Segundo especialistas, o ipê tem um importante papel no bioma. Com suas raízes longas, capta e armazena água nas profundezas do lenço freático e são suas flores que devolverão essa água armazenada à atmosfera. Além disso, as flores alimentam os bichos polinizadores que, mais fortes, vão ajudar a reflorestar os espaços devastados pelo fogo ou pelo desmatamento. Um fato curioso é que o ipê dá frutos, sim: depois de polinizadas as flores caem e em seu lugar nascem vagens com os frutos/sementes, que se transformarão em novas árvores ao caírem na terra.

 

As próximas etapas do projeto Brasília – Capital do Ipê estão previstas para o ano que vem. Serão mais duas praças: a do Respeito, com ipês roxos, no Taguaparque, em Taguatinga, e a do Amor (rosas), em Sobradinho.

Praça da Paz, no estacionamento 7 do Parque da Cidade: inaugurada em março deste ano (Marcelo Ferreira/CB/DA Press )
Praça da Paz, no estacionamento 7 do Parque da Cidade: inaugurada em março deste ano
 

AS 4 PRAÇAS DO PROJETO

 

 1 |  Praça da Paz (ipê branco)

Local: Parque da Cidade (estacionamento 7)

Tema: paz

Inauguração: março de 2016

 

2 |  Praça da Cidadania (ipê amarelo)

Local: atrás do Teatro Nacional

Tema: trânsito

Inauguração: julho de 2017 

 

3 |  Praça do Respeito (ipê roxo)

Local: Taguaparque

Tema: respeito

Inauguração: prevista para 2018 

 

4 |  Praça do Amor (ipê rosa)

Local: Sobradinho

Tema: amor

Inauguração: prevista para 2018 

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EDIÇÃO 57 | Setembro de 2017