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O bicho ideal: conheça dicas para comprar ou adotar um animal de estimação

Além dos tradicionais cães e gatos, há quem opte por aves, peixes, roedores e répteis. Mas na hora de comprar ou adotar um animal de estimação, é preciso fazer uma escolha consciente

Daniela Costa - Publicação:13/09/2017 13:49Atualização:13/09/2017 15:39

Eles chegam de mansinho, como quem não quer nada, e, de repente, são os donos do pedaço. Lançam mão de golpes baixos como olhares desamparados, choros sofridos e doses excessivas de fofura. Claro, com tudo isso, derretem os corações. Mas, na hora de comprar ou adotar um animal de estimação, é preciso resistir à tentação a fim de fazer uma escolha consciente. Pensar em todos os prós e contras é a garantia de uma guarda responsável e de uma convivência harmoniosa. Além dos tradicionais pelos, penas, escamas e até couro entram no páreo. Há quem opte por aves, roedores e répteis, entre outros pets menos convencionais. Mas como fazer a escolha certa?

Na casa da educadora física Luziara Diniz e da estudante Alice, o reinado 
é da coelha Bella, da raça teddy dwerg: 'Ela participa de tudo, inclusive das aulas de jiu-jítsu infantil', diz Luziara (Rogério Sol)
Na casa da educadora física Luziara Diniz e da estudante Alice, o reinado é da coelha Bella, da raça teddy dwerg: "Ela participa de tudo, inclusive das aulas de jiu-jítsu infantil", diz Luziara
 

Independentemente da espécie, é preciso analisar três questões fundamentais: tempo, espaço e dinheiro disponíveis. Alguns animais, como os cães, exigem mais atenção e espaço. Gatos são independentes e se adaptam bem em áreas menores. Peixes são sensíveis, mas dão pouco trabalho. Aves domésticas vivem muitos anos e requerem compromisso a longo prazo. E todos, sem exceção, necessitam de alimentação adequada e acompanhamento veterinário. Alguns deles, os mais exóticos, precisam de autorização do Ibama. “O animal silvestre só é legal quando nasce em criatório autorizado por órgão competente para comercializá-lo”, diz Cecília Barreto, veterinária especialista em animais silvestres do órgão em BH. O processo se dá mediante emissão de nota fiscal e implantação de anilha de identificação nas aves e microchips nos mamíferos.

Apaixonada por 
aves, a professora 
Flávia Leal Henriques 
se identifica com 
as calopsitas 
e os periquitos 
australianos: 
'Eles interagem 
bastante' (Roberto Rocha )
Apaixonada por aves, a professora Flávia Leal Henriques se identifica com as calopsitas e os periquitos australianos: "Eles interagem bastante"
 

Pesquisar as características da espécie ou raça desejada evita donos frustrados e animais descartados. Quem tem criança deve buscar pets dóceis e sociáveis, além de educar os filhos para respeitar os limites do bicho. Também é necessário ter disposição, pois os cuidados com higiene e alimentação são diários. “Cada animal exige uma dieta e manutenção diferenciadas”, diz a veterinária Marcela Ortiz, especialista em silvestres. “É preciso estar ciente de suas necessidades.” A educadora física Luziara Diniz quis fugir do óbvio. Em sua casa o reinado é da coelhinha Bella, da raça teddy dwerg. A pequena tem mimos como roupas, lacinhos cor-de-rosa e até coroa de princesa. “Brinco que é a minha filha. Participa de tudo, inclusive das aulas de jiu-jítsu infantil que dou aqui em casa”, afirma. Bella compartilha a atenção da dona com o peixe Astolfo, da raça Oscar, que pertence, na verdade, a seu filho Paulo Eduardo. O advogado garante que o peixe Oscar o reconhece e até pede carinho. Ele é proprietário também das aves Flecha e Faísca, ambas Agapornis. Para ele, as aves entendem tudo o que ele diz. “Quando querem passar de uma gaiola menor para a maior, elas começam a bater na vasilha para fazer barulho. A linguagem dos animais é muito interessante”, afirma Paulo Eduardo.

O advogado Paulo Eduardo garante que o peixe Astolfo, da raça Oscar, 
até pede carinho: 'A linguagem 
dos animais é muito interessante' (Rogério Sol )
O advogado Paulo Eduardo garante que o peixe Astolfo, da raça Oscar, até pede carinho: "A linguagem dos animais é muito interessante"
 

Apaixonada por aves, a professora Flávia Leal Henriques se identifica com as calopsitas e os periquitos australianos. Em 2013 ganhou Eva, presente do namorado. A família cresceu com a chegada de Elvis, Bowie e Johnny Bravo. Na sequência veio o casal de periquitos Pri e Ozzy. Ao todo são seis pássaros e muito agito. “Eles interagem bastante”, diz. Para assegurar o bem-estar dos animais, Flávia faz questão de pesquisar sobre reprodução, muda de penas e corte regular de unhas e asas, entre outras peculiaridades. Ela diz que muita gente se assusta quando conta que leva suas aves ao veterinário. “As calopsitas, por exemplo, são muito emotivas, podem adoecer de tristeza. Quem tem animal em casa deve estar sempre bem informado.”

 

MODELOS EXÓTICOS

A coruja Dodô, atração da Pet South America: 
ave de rapina também atrai público que gosta
de animais (Divulgação)
A coruja Dodô, atração da Pet South America:
ave de rapina também atrai público que gosta
de animais
 

E se os animais exóticos estão atraindo tanta atenção e ganhando a preferência de muita gente, eles também se fizeram presentes na 16ª Pet South America, feira de produtos e serviços e maior evento da América Latina nessa área, realizada neste mês de agosto, em São Paulo. Durante a edição, as agências Pet Model Brasil e Animal Legal levaram aves silvestres para que o público descobrisse a “experiência de ter um animal legalizado e sob todos os cuidados necessários para seu bem-estar, além de apresentar como agenciar animais de estimação para campanhas publicitárias”, como explicam os representantes da Animal Legal, Wagner Ávila e Zoraide Braz.

 

Na feira, eles exibiram duas aves de rapina: as corujas Dodô, macho da espécie Bubo virginianus, que já participou de outros eventos; e Cacau, fêmea da espécie Tyto furcata, que também já foi mostrada em programas de TV. Encantador e especialista em aves, Ávila conta que até a década de 1990, quando surgiu a internet, o mercado de animais para produções artísticas tinha poucas opções. “De 2000 pra cá, o adestramento evoluiu muito, assim como o mercado de produções com animais. Daí surgiu à necessidade de profissionais cada vez mais especializados, que possam oferecer seus serviços em formato diversificado e amigável. Em parceria com a Pet Model Brasil, estamos no mercado para viabilizar produções com segurança, qualidade e bem-estar animal”, completa. (Colaborou Neide Magalhães) 

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EDIÇÃO 57 | Setembro de 2017