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Ele busca as notas altas: Joaldo dos Santos é escolhido Melhor Sommelier da capital federal

Joaldo dos Santos foi o vencedor da categoria na premiação Encontro Gastrô - O Melhor de Brasília 2017

Da redação - Redação Publicação:22/09/2017 15:27

Quando assentou lugar no cerrado, saído da Paraíba, Joaldo dos Santos almejava investir na carreira de instrutor de caratê. Os golpes sobre o tatame ficaram no passado e, 25 anos depois, ele se transformou em um dos principais nomes do vinho em Brasília. O tino apurado e a busca constante pelo estudo de uvas, aromas e taninos o colocaram no posto de diretor da Associação Brasileira de Sommeliers.

Sommelier do Dom Francisco 
da 402 Sul há 10 anos, Joaldo 
dos Santos vai tentar sua primeira homologação internacional: 
boa safra de novidades vem aí (Raimundo Sampaio/Esp. Encontro/DA Press)
Sommelier do Dom Francisco da 402 Sul há 10 anos, Joaldo dos Santos vai tentar sua primeira homologação internacional: boa safra de novidades vem aí
 

Já quem procura Joaldo nos salões pode encontrá-lo no campeão Dom Francisco, reconhecido pela terceira vez por sua diversificada carta de rótulos. É na sede da 402 Sul que o sommelier atua, há 10 anos, e observa o movimento do mercado enófilo, nitidamente mais maduro: “O paladar vai ficando exigente, buscando cada vez mais sensações e notas complexas. Não tem como voltar atrás”, lembra o também professor de cursos na World Wine e caçador constante de vinhos que o surpreendam.

 

Na trajetória profissional, o próximo passo do paraibano vai ao encontro da primeira homologação internacional, marcada para novembro de 2019. Enquanto isso, os estudos e viagens de campo não cessam. Falar três idiomas, por exemplo, é requisito básico, segundo ele, já que boa parte da literatura avançada vem de outras nações. É no exterior, inclusive, que Joaldo tem atualizado referências. Em 2015 passou 15 dias visitando regiões vinícolas italianas, para emendar, na sequência, uma ida ao Rio Grande do Sul. Experiência essa que o faz atestar: “Em termos de tecnologia em cantina, o Brasil não deixa a desejar a nenhuma vinícola de fora”.

 

Palavras de um entusiasta nítido da cena local, que aposta em uma boa safra de novidades vinda por aí. Que ele esteja com a razão.

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EDIÇÃO 58 | outubro de 2017