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BRASILIENSES DE 2017 | RAQUEL DODGEREBECA GUSMÃO »

Sem desistir dos sonhos

Depois de ver sua carreira de nadadora ser interrompida e sofrer com a depressão, ela deu a volta por cima, tornou-se personal trainer e modelo e quer voltar às piscinas

Paloma Oliveto - Publicação:25/01/2018 13:50Atualização:25/01/2018 13:57

 PERFIL  
 REBECA GUSMÃO  
33 anos
 
Nasceu e mora em Brasília
 
Casada, mãe de Zeus (1 ano e seis meses) 

Graduada em educação física pelo Uniceub 

Ex-atleta olímpica, é personal trainner, coach, palestrante e modelo (Raimundo Sampaio/Esp. Encontro)
PERFIL
REBECA GUSMÃO
33 anos
Nasceu e mora em Brasília
Casada, mãe de Zeus (1 ano e seis meses)
Graduada em educação física pelo Uniceub
Ex-atleta olímpica, é personal trainner, coach, palestrante e modelo

Há uma década, o mundo de Rebeca Gusmão desabou. Nadadora desde os 12 anos, ela havia dedicado a vida toda ao esporte, representado o Brasil em importantes competições internacionais e colecionado premiações. Inclusive, o primeiro ouro olímpico do país em um Pan-Americano, o de 2007, foi um feito dela. Acusada de usar testosterona para competir, foi suspensa naquele ano e banida pela Federação Internacional de Natação e pela Confederação Brasileira de Esportes Aquáticos em 2008. A jovem brasiliense, que começou a nadar nas piscinas do Clube do Exército para tratar da asma e se apaixonou pela modalidade, não podia acreditar que toda a história que tinha construído simplesmente fora arrancada dela.

 

Sempre alegando inocência, Rebeca entrou em depressão profunda, a ponto de pensar em suicídio. Foi alvo de piadas maldosas na internet, engordou e chegou a pesar mais de 100 kg. Mesmo assim, procurou se reinventar. Voltou-se ao futebol, jogando como centroavante na Associação Atlética Esportiva e Recreativa dos Cooperados do DF; participou (e ganhou) de campeonatos de supino e candidatou-se a deputada distrital pelo PCdoB nas eleições de 2010. A vida parecia encaminhada quando, em 2013, ela se separou do primeiro marido, com quem havia passado seis anos. Uma nova crise depressiva fez com que Rebeca fosse ao inferno mais uma vez. Mas, com o apoio da família, ela se reergueu. Fez tratamento psiquiátrico, formou-se em educação física e renovou o visual.

 

Hoje, Rebeca é musa fitness, com mais de 100 mil seguidores no Instagram, 176 mil curtidas no Facebook e uma legião de fãs que veem nela a inspiração para dar a volta por cima. “Como tive depressão, as pessoas me procuram muito para falar sobre isso. Faço questão de responder pessoalmente a cada uma”, conta. A principal conquista da jovem, porém, tem 1 ano e 6 meses e atende pelo nome de Zeus. Fruto do relacionamento com o empresário André Luiz, com quem está há mais de três anos, o menino veio de surpresa e transformou a vida da atleta. “Mesmo quando a mulher planeja, leva um susto, porque sabe que a vida vai mudar. Eu nem pensava em ser mãe”, recorda.

Rebeca Gusmão viu sua vida mudar nos últimos anos: tornou-se mãe, personal trainer e modelo e sonha voltar a nadar como atleta  (Raimundo Sampaio/Esp. Encontro/DA Press)
Rebeca Gusmão viu sua vida mudar nos últimos anos: tornou-se mãe, personal trainer e modelo e sonha voltar a nadar como atleta
 

Em 2017, além de se dedicar à maternidade, Rebeca suou para recuperar a boa forma depois da gravidez. Foi um ano de treino – musculação, pilates, remo, crossfit e funcional – até chegar aonde queria. O corpo escultural prova que ela levou o desafio bastante a sério. Além de inspirar os fãs nas redes sociais, a jovem é palestrante e personal trainner. Tem cerca de 30 alunos que treinam com ela pessoalmente ou remotamente. Para atender quem não mora em Brasília, ela desenvolveu um sistema de consultoria on-line, por meio do qual orienta e acompanha o resultado dos alunos. Para 2018, os planos são ampliar esse serviço e conquistar clientes em todos os continentes. Hoje, além do Brasil, Rebeca tem pupilos nos Estados Unidos.

 

Voltar à fotografia de moda, agora que recuperou a forma física, também está na agenda da atleta, que espera um dia ser absolvida pela Federação Internacional de Natação. A dor de ter perdido o direito a competir deixou marcas, mas ficou no passado. Rebeca, inclusive, escreveu um livro sobre a superação (Virada Olímpica, editora Alto Astral). “Estou no melhor momento da minha vida pessoal. Agora, que já me realizei pessoalmente, quero mais desafios e realizações profissionais no ano que vem”, afirma.  

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EDIÇÃO 64 | ESPECIAL