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ESPECIAL SAÚDE | CAPA »

Check-up: especialistas dão dicas do que deve ser feito para ter uma boa saúde

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Paloma Oliveto - Publicação:14/03/2018 13:27Atualização:14/03/2018 14:23

Passado o carnaval, é hora de, oficialmente, dar início a 2018. E uma das providências mais importantes a tomar é verificar se a saúde está em dia e, assim, aproveitar o novo ano sem preocupação. Mesmo quem tem agenda atribulada não deve ignorar a consulta de rotina, uma estratégia da medicina preventiva que pode evitar o surgimento ou o agravamento de diversas enfermidades. E não é apenas o coração que precisa de checagem. Dentes, olhos, aparelho reprodutivo e até a parte nutricional merecem ser investigados anualmente.

 

Para quem tem preguiça só de pensar na maratona de exames, o coordenador de cardiologia do Hospital Santa Lúcia e ex-presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia, Lázaro Miranda, esclarece que eles são desnecessários: “Alguns colegas têm exagerado, até pela grande disponibilidade de recursos, pedindo montes de exames. Isso encarece a medicina e o retorno pode ser tão pouco significativo que não há custo-benefício”. De acordo com o médico, o kit básico do check-up cardiológico é muito simples: hemograma, glicemia, lipidograma e EAS (urina), feitos no laboratório. No dia da própria consulta, o paciente faz o eletrocardiograma de repouso. “Se o exame estiver normal e, ao auscultar o coração, não houver sinal de arritmia nem sopro, o médico pode parar por aí e liberar o paciente”, explica Miranda.

Coordenador de cardiologia do Hospital Santa Lúcia, Lázaro Miranda alerta para o excesso de exames pedidos pelos médicos: ele recomenda o kit básico do check-up cardiológico 
 (Raimundo Sampaio/Esp. Encontro/DA Press)
Coordenador de cardiologia do Hospital Santa Lúcia, Lázaro Miranda alerta para o excesso de exames pedidos pelos médicos: ele recomenda o kit básico do check-up cardiológico
 

No caso daqueles que apresentam alteração na pressão arterial, o profissional pode pedir um exame complementar, que faz o mapeamento das taxas 24 horas. O mesmo vale para arritmia, quando é preciso colocar o holter, um monitor que verifica a atividade elétrica do coração. “O fundamental é levantar bem a história clínica do paciente e dedicar tempo para examiná-lo, ascultá-lo e verificar a pressão três vezes durante a consulta. O resto é complementar”, afirma o cardiologista. Ele lamenta que as consultas estejam tão rápidas atualmente – em parte, pelo baixo valor repassado aos profissionais pelas operadoras de saúde.

 

Aos 71 anos, o aposentado Mozart Pessoa de Sousa se orgulha de ter uma “saúde de ferro”. Todo início de ano, ele faz o check-up religiosamente. “Tomo só um comprimidinho para a pressão. Está tudo controladíssimo e sempre viajo e passeio”, conta Mozart. Em 2015, em um exame de rotina, o aposentado descobriu que estava com o PSA alto, marcador que pode indicar um tumor. Foi o caso. Rapidamente, realizou-se a cirurgia e Mozart não teve mais problemas: “Eu aconselho meus amigos a fazerem os exames sempre”, conta.

O aposentado Mozart Pessoa de Sousa, de 71 anos, faz check-up todo início de ano e tem boa saúde: 'Tomo só um comprimidinho para a pressão. Está tudo controladíssimo e sempre viajo e passeio'
 (Raimundo Sampaio/Esp. Encontro/DA Press)
O aposentado Mozart Pessoa de Sousa, de 71 anos, faz check-up todo início de ano e tem boa saúde: "Tomo só um comprimidinho para a pressão. Está tudo controladíssimo e sempre viajo e passeio"
 

Apesar da pouca idade, o estudante Igor Emerick dos Santos, de 20 anos, também sabe da importância de não descuidar da saúde. Ele tem uma doença genética, a anemia falciforme, caracterizada pela produção anormal das hemácias do sangue. Os portadores dessa enfermidade precisam de um acompanhamento médico bastante detalhado para evitar complicações como acidente vascular cerebral, hipertensão pulmonar e problemas renais. “No meu caso, a doença está muito bem controlada, porque nunca descuido da minha saúde”, diz Igor. “Quando você acompanha direitinho, consegue detectar algum problema rapidamente, então já faz o tratamento. Se não fizer o check-up, não tem como fazer essa detecção no início”, afirma.

Com apenas 20 anos, o estudante Igor Emerick dos Santos, que é portador de anemia falciforme, aprendeu bem cedo a cuidar do corpo: 'No meu caso, a doença está muito bem controlada, porque nunca descuido da minha saúde' (Raimundo Sampaio/Esp. Encontro/DA Press)
Com apenas 20 anos, o estudante Igor Emerick dos Santos, que é portador de anemia falciforme, aprendeu bem cedo a cuidar do corpo: "No meu caso, a doença está muito bem controlada, porque nunca descuido da minha saúde"
 

Hoje, as crianças começam cada vez mais cedo a ter contato com celulares, computadores e tablets. Ao mesmo tempo, a expectativa de vida está aumentando, e as pessoas continuam ativas por muitas décadas. O resultado é que os olhos passam a ser bem mais exigidos, do início da vida à maturidade. Por isso, é fundamental incluir na rotina preventiva a visita ao oftalmologista. “É sempre mais seguro e mais barato prevenir. Ninguém quer envelhecer sem enxergar, mesmo os idosos querem ser independentes e conseguir fazer as coisas sozinhos”, observa o oftalmologista Mário Jampaulo, um dos fundadores da Viva Oftalmologia.

 

O médico explica que os cuidados oftalmológicos começam ainda na maternidade. No Distrito Federal, por exemplo, é lei: a criança só é liberada depois de fazer o chamado “teste do olhinho”, que vai identificar estrabismo, lacrimejamento excessivo e leucocoria (condição que pode levar à cegueira se não diagnosticada e tratada). Outras doenças avaliadas no recém-nascido são a catarata congênita e os tumores malignos.

 

Até os 6 meses de vida, os bebês enxergam pouco. Nessa fase, começa a maturação visual: eles são capazes de ver o contorno do rosto dos pais e algumas cores, ainda que a visão seja pouco nítida. Dessa fase da vida até os 2 anos, a recomendação do Departamento de Pediatria da Sociedade Brasileira de Oftalmologia é que o check-up dos olhinhos seja semestral. “Até os 2 anos, temos uma chance enorme de prevenir doenças”, observa Jampaulo. A partir dessa idade, as consultas podem ser anuais.

O oftalmologista Mario Jampaulo diz que os cuidados oftalmológicos devem começar ainda na maternidade e seguir por toda a vida: 'Viver bem significa enxergar melhor', diz
 (Raimundo Sampaio/Esp. Encontro/DA Press)
O oftalmologista Mario Jampaulo diz que os cuidados oftalmológicos devem começar ainda na maternidade e seguir por toda a vida: "Viver bem significa enxergar melhor", diz
 

Por volta dos 10 anos, um problema que pode atingir os adolescentes é o ceratocone, distúrbio progressivo capaz de evoluir para graus elevados de astigmatismo. O excesso de telas, seja na escola seja nas atividades de lazer, dificulta a lubrificação dos olhos, deixando os jovens suscetíveis à síndrome de olho seco. Nessa fase da vida, também é importante fazer o exame de refratometria, que verifica a necessidade de grau.

 

Aos 40, começa a vista cansada, que deve ser avaliada pelo médico (nada de comprar óculos prontos no supermercado), assim como o risco de glaucoma. A partir dos 50, as visitas anuais ao oftalmologista são importantes para checar se o paciente está enxergando bem ou se já se acostumou à visão deficiente. Nessa década da vida, o médico também avalia o desenvolvimento da catarata, que, operada precocemente, evita muitos problemas futuros. Segundo Mário Jampaulo, depois dos 60 anos a principal preocupação é com a prevenção de doenças degenerativas. “Quanto mais precocemente a prevenção, mais eficazes são as orientações”, lembra. “Viver bem significa enxergar melhor”, ensina.

 

O relações-públicas Matusael Jorge de Almeida, de 36 anos, usa óculos há 12, depois de diagnosticado com miopia e astigmatismo. Ele não tinha hábito de ir ao oftalmologista de forma preventiva, mas, quando começou a perder o transporte porque não enxergava o destino dos ônibus e passou a ter dificuldades na escola, finalmente foi ao médico e descobriu que precisava corrigir o grau. “Eu achava que enxergava perfeitamente bem, mas, quando comecei com os óculos, vi um mundo que eu não conhecia”, diz.

Matusael de Almeida não tinha hábito de ir ao oftalmologista até ter miopia e astigmatismo, e hoje mantém consultas regulares: 'Quando comecei com os óculos, vi um mundo que  não conhecia', diz 
 (Raimundo Sampaio/Esp. Encontro/DA Press)
Matusael de Almeida não tinha hábito de ir ao oftalmologista até ter miopia e astigmatismo, e hoje mantém consultas regulares: "Quando comecei com os óculos, vi um mundo que não conhecia", diz
 

No caso das mulheres, também é muito importante a consulta anual ao ginecologista. Professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goiás, o ginecologista e obstetra Luiz Augusto Batista lembra que as primeiras visitas a essa especialidade devem ser feitas na adolescência, quando o objetivo principal é evitar gravidez indesejada e doenças sexualmente transmissíveis. Para as mulheres com vida sexual ativa, o exame ginecológico de citologia cervical, o Papanicolau, é indispensável para prevenção do câncer de colo de útero. O ultrassom pélvico, também indicado para aquelas que já iniciaram a vida sexual, faz parte do check-up ginecológico. É um exame simples, que pode indicar endometriose, miomas e cistos benignos.

 

Na realização desse exame, é possível pedir, também, para que seja feita a avaliação da reserva ovariana. O médico explica que, do ponto de vista biológico, a mulher deveria ter filhos até os 25 anos. Passada essa idade, a quantidade de óvulos começa a diminuir: “Hoje, muitas mulheres estão adiando a maternidade para priorizar a carreira, mas pretendem engravidar um dia. O que acontece muito é que, quando chega esse momento, elas têm dificuldade de engravidar”, alerta o ginecologista, que é membro da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana.

 

Quando o médico pede a contagem dos folículos antrais, é possível acompanhar, ano a ano, a capacidade reprodutiva da paciente e, assim, alertá-la sobre o risco de se adiar a gestação. Como para fazer essa avaliação não é preciso nenhum exame adicional, bastando incluir a informação no pedido do teste, Batista recomenda que todas as pacientes que pretendem engravidar um dia solicitem a seus médicos a contagem sempre que forem submetidas à ultrassonografia transvaginal.

 

Também não se pode esquecer a mamografia, exame que pode revelar o câncer de mama. Apesar das polêmicas sobre a idade ideal para realização desse teste, a recomendação da Sociedade Brasileira de Mastologia é que mulheres a partir dos 40 anos faça o controle anual. No caso daquelas com histórico familiar desse tipo de tumor, o médico pode discutir com a paciente a necessidade de iniciar o rastreamento mais cedo, aos 35 anos.

 

VISITAS AO DENTISTA: MAIS PREVENÇÃO

Muita gente segue à risca a consulta anual com cardiologista ou clínico geral e se esquece de outra parte do corpo extremamente importante: a boca. Mas apenas uma visita ao dentista é pouco: o ideal são duas por ano e, para quem precisa de acompanhamento maior, uma cada quatro meses. “A frequência pode variar de acordo com a condição bucal do paciente. Por exemplo, os que possuem problemas periodontais (de gengiva) mais severos necessitam de acompanhamento mais vezes ao ano”, explica a dentista Nathalia Luna. Ela esclarece que na consulta odontológica completa o profissional não examina somente os dentes: “Ele vai avaliar a cavidade oral como um todo. Lábios, língua, bochechas, mucosas e dentes também, em busca de qualquer tipo de alteração da normalidade”. Segundo Nathalia, exames radiográficos para investigar alterações que não podem ser vistas clinicamente são rotina.

Para Nathalia Luna, em geral as pessoas não previnem os problemas odontológicos: 'A consulta semestral com o dentista é tão importante quanto o check-up cardiológico ou ginecológico', diz (Raimundo Sampaio/Esp. Encontro/DA Press )
Para Nathalia Luna, em geral as pessoas não previnem os problemas odontológicos: "A consulta semestral com o dentista é tão importante quanto o check-up cardiológico ou ginecológico", diz
 

A dentista lamenta que muitas pessoas só se lembrem de procurar o consultório quando um dente começa a doer ou no caso de acidentes. “O que a população precisa ter consciência é que a consulta semestral com o dentista é tão importante quanto o check-up cardiológico ou ginecológico, porque o especialista vai poder intervir logo, caso haja alguma alteração. É importante salientar que ele tem obrigação de diagnosticar precocemente alguns tipos de cânceres de origem bucal e que avaliar, diagnosticar e tratar doenças do sono, como ronco e apneia. Também é o dentista quem avalia e trata, mantendo sob controle a microbiota da boca, que pode ser responsável por doenças cardíacas, como a endocardite bacteriana”, explica.

 

A contadora Jacqueline Neves, de 30 anos, segue à risca a recomendação de fazer visitas semestrais ao dentista. Ela conta que adquiriu esse hábito já adulta e que não deixa de se consultar duas vezes ao ano jamais. “Quando cuidamos da saúde bucal, percebemos uma melhora no hálito e até no paladar. A limpeza que fazemos no dia a dia é superficial, então é muito importante fazer a limpeza completa no consultório”, diz.

 

PARA NÃO FICAR REFÉM DA DIETA

Assim como ocorre com a saúde bucal, muitas vezes negligenciada pelos pacientes, é comum bater à porta do nutricionista apenas quando algo vai mal – geralmente, o peso. Porém, a avaliação alimentar vai muito além disso, explica Joana Lucyk, nutricionista da Saúde Ativa e autora do livro Por Que Não Posso Comer Besteira Todos os Dias?. “No check-up nutricional, relacionamos sinais e sintomas com o consumo alimentar e exames bioquímicos, e analisamos a composição corporal, por exemplo, pelo método de bioimpedância tetrapolar, perimetria e dobras cutâneas. Atualmente, contamos também com o mapeamento genético, exame feito uma única vez. Esse exame permite condutas mais assertivas que implicam melhoria de qualidade de vida de forma mais eficiente”, esclarece.

A nutricionista Joana Lucyk diz que a avaliação alimentar vai muito além de ajudar a perder ou manter o peso: 'Se a alimentação for frequentemente inadequada, o organismo cobra a conta' (Barbara Cabral/Esp. CB/DA Press)
A nutricionista Joana Lucyk diz que a avaliação alimentar vai muito além de ajudar a perder ou manter o peso: "Se a alimentação for frequentemente inadequada, o organismo cobra a conta"
 

A fisioterapeuta Vanessa Moura, de 37 anos, procurou a ajuda de Joana Lucyk pela primeira vez por causa de peso: “Eu sempre fazia dietas, cada vez mais restritivas”, recorda. Porém, depois de se consultar, descobriu que o objetivo principal da orientação nutricional não é emagrecer, mas, sim, reeducar os hábitos alimentares. Desde então, incluí visitas regulares à nutricionista. “Sempre aprendo algo novo. Eu perdi peso e, agora, vou para manter a saúde”, diz Vanessa.

A fisioterapeuta Vanessa Moura faz consultas regulares à nutricionista, desde que passou por reeducação alimentar: 'Sempre aprendo algo novo. Eu perdi peso e agora vou para manter a saúde' (Raimundo Sampaio/Esp. Encontro/DA Press)
A fisioterapeuta Vanessa Moura faz consultas regulares à nutricionista, desde que passou por reeducação alimentar: "Sempre aprendo algo novo. Eu perdi peso e agora vou para manter a saúde"

A nutricionista aprova a postura da paciente: “Se a alimentação for frequentemente inadequada, o organismo cobra a conta. É a frequência de consumo que faz a resposta do organismo. Por isso a importância do check-up nutricional e a essencialidade em se trabalhar educação nutricional a partir da individualidade de cada organismo. Não devemos ficar reféns de dieta, devemos ter a capacidade de fazer boas escolhas alimentares. Como? Com conhecimento”, afirma Joana.

 

TODOS CONTRA A FEBRE AMARELA

A grande preocupação na área de saúde pública neste início de ano é a febre amarela, enfermidade hemorrágica viral aguda transmitida por mosquitos infectados. No dia 25 de janeiro, o Brasil iniciou uma campanha de imunização com doses fracionadas em 69 municípios dos estados do Rio de Janeiro e São Paulo, a partir de um plano estratégico elaborado com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e Organização Mundial da Saúde (OMS).

 

Em Brasília, a cobertura vacinal é de 85% e os estoques da Secretaria de Saúde do DF estão em dia: “Pedimos que as pessoas não entrem em pânico em razão da situação mostrada pela mídia em São Paulo e Minas Gerais. O Distrito Federal tem alta cobertura vacinal. A nossa população, em sua grande maioria, já está imunizada”, observou, em nota, a diretora de Vigilância Epidemiológica da pasta, Maria Beatriz Ruy. No ano passado, foram investigados 86 casos suspeitos de febre amarela em moradores do Distrito Federal. Destes, 83 foram descartados, três foram confirmados e evoluíram para óbito. Das confirmações, apenas um foi autóctone, ou seja, contraído no próprio DF.


Nada de pânico, recomenda a Secretaria de Saúde do DF: maioria da população de Brasília já tomou a vacina (Ed Alves/CB/DA Press)
Nada de pânico, recomenda a Secretaria de Saúde do DF: maioria da população de Brasília já tomou a vacina
 

A vacina contra febre amarela previne a doença de forma eficaz, segura e acessível. Lembrando que, atualmente, o Brasil é afetado apenas pela doença silvestre – transmitida pelos mosquitos Haemagogus e Sabethes. O último caso de febre amarela urbana registrado no país ocorreu no ano de 1942. E nunca é demais reforçar: os macacos não transmitem a doença. Eles são vítimas e não repassam a enfermidade para ninguém.

 

CINCO PERGUNTAS PARA | ANA KAROLINA MARINHO

 

Para quem tem dúvidas sobre a imunização contra febre amarela, a coordenadora da Comissão Científica de Imunizações da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai) esclarece algumas delas

 

1 | Por que está sendo feito o fracionamento da dose da vacina?

 

O fracionamento das doses da vacina de febre amarela é uma estratégia de emergência adotada pelo Ministério da Saúde para garantir a imunização de um maior número de pessoas, com o objetivo de impedir a propagação da doença em alguns estados. 

 

2 | A vacina fracionada é menos eficaz?

 

A vacina fracionada tem a mesma eficácia, porém a duração da proteção será menor e as pessoas deverão ser revacinadas após oito anos. 

 

3 | Quem está passando pelo tratamento quimioterápico pode receber a vacina?

 

Não. Pessoas com neoplasias em uso de quimioterapia ou radioterapia não devem receber a vacina de febre amarela. Por ser produzida a partir de vírus vivo atenuado, a vacina pode causar eventos adversos graves em indivíduos imunocomprometidos.

 (Divulgação )
 

4 | Quais outras doenças impedem a vacinação?

 

Imunodeficiências primárias ou congênitas; doenças prévias do timo; pessoas com HIV com contagem das células T CD4 <350; doenças autoimunes em uso de imunossupressores; transplantados e quem tem alergia grave ao ovo, como anafilaxia. 

 

5 | A vacina da febre amarela pode dar reação alérgica cruzada com algum outro alimento, principalmente aqueles que desencadeiam alergias mais frequentes, como o trigo, por exemplo?

 

Não. Entretanto, além da proteína do ovo, a vacina de febre amarela pode conter conservantes e outros excipientes como canamicina, eritromicina e gelatina bovina, que têm um potencial alergênico em indivíduos sensíveis ou com história de reações prévias a vacina.

 

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EDIÇÃO 64 | ESPECIAL