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PET | COMPORTAMENTO »

Redes sociais ajudam tutores a encontrar, rapidamente, cães e gatos desaparecidos

Graças a Facebook, grupos de WhatsApp e até uma rede social só para isso, muita gente consegue recuperar os bichinhos de estimação perdidos

Paloma Oliveto - Publicação:11/06/2018 16:34

Qual usuário de redes sociais nunca deparou com o pedido desesperado de ajuda para encontrar um animalzinho perdido? Ou então compartilhou postagens sobre cães, gatos e outros pets resgatados nas ruas? Se, antes, faixas e cartazes pregados pela cidade eram a única arma na procura pelos bichos ou de seus donos, hoje as ferramentas digitais se transformaram na principal estratégia de busca. Com o alcance das publicações, que rapidamente se espalham pela internet, não raramente elas promovem um final feliz.

 

No Facebook, são muitas as comunidades criadas especificamente para anúncios do tipo. Perfis como Cadê Meu Pet – DF  e Animais Achados e Perdidos de Brasília, seguidos, respectivamente, por 17.224 e 27.854 usuários, registram todos os dias postagens de pessoas que estão em busca de seus pets ou encontraram algum animal perdido e estão à procura do tutor. Ali, acaba-se formando uma corrente de gente que torce para que donos encontrem seus melhores amigos e vice-versa.

 

Foi graças a uma postagem compartilhada 300 vezes ao longo do dia que a professora Hellen Naves de Lucena encontrou o yorkshire Bob, de 6 anos, quando ele estava perdido pelas ruas de Ceilândia. O sumiço do cachorrinho aconteceu em 2 de março de 2016 e levou a tutora ao desespero. “Naquele dia, meu marido chegou às 23h30 e eu já estava dormindo. O Bob saiu quando viu o portão aberto; ele sempre saía para fazer xixi no poste e entrava. Mas meu marido não o viu e fechou o portão”, conta Hellen. Logo ao acordar, ela deu falta de Bob: “Entrei em desespero”, diz. Então, começou uma cruzada virtual. Além de percorrer todas as ruas próximas com a ajuda de uma amiga, batendo à porta das casas, ela espalhou cartazes pelo Gama e fez uma postagem sobre o sumiço do yorkshire no Facebook. Nas redes sociais, centenas de pessoas se mobilizavam para encontrar o cachorrinho.

A professora Hellen Lucena encontrou seu yorkshire Bob graças a uma postagem compartilhada 
300 vezes ao longo 
do dia: 'O poder 
das redes sociais 
é muito grande. Hoje, sempre compartilho quando vejo casos 
de animais perdidos' (Raimundo Sampaio/Esp. Encontro/DA Press)
A professora Hellen Lucena encontrou seu yorkshire Bob graças a uma postagem compartilhada 300 vezes ao longo do dia: "O poder das redes sociais é muito grande. Hoje, sempre compartilho quando vejo casos de animais perdidos"
 

Às 17h30, Hellen recebeu mensagem no WhatsApp de uma jovem que a professora não conhecia e que viu o pedido de ajuda no Facebook. “Essa moça compartilhou meu post, a cabeleireira dela viu e disse que tinha encontrado um cachorro parecido e estava com ele”, conta Hellen, até hoje surpresa com o fato de o cachorro ter sido localizado a mais de 5 km de casa. Rapidamente, ela foi ao endereço indicado e deu de cara com Bob praticamente irreconhecível. “Quando percebi que era ele mesmo, eu só chorava”, conta. “O poder das redes sociais é muito grande. Hoje, sempre compartilho quando vejo casos de animais perdidos. Inclusive, a menina que me mandou a mensagem no WhatsApp perdeu o dela e ajudei a compartilhar, mas, infelizmente, ela não o encontrou”, afirma Hellen, que hoje mora em um apartamento no Park Sul.

 

Também foi graças ao Facebook que o shih-tzu Genésio foi encontrado, pouco tempo depois de os tutores perceberem que o bicho tinha fugido de novo – pela terceira vez na vida. A tutora do cachorrinho de 4 anos, Renata Santana de Paula, diz que Genésio não perde a oportunidade de dar uma volta sozinho no bairro onde mora, no Lago Norte. Dessa vez, ele escapou pelo portão e ninguém percebeu. Já fazia mais ou menos uma hora que a família não via o shih-tzu quando a servidora pública recebeu uma mensagem da grooming Keli Cristina Vitoriano que, toda semana, faz a tosa de Genésio na pet shop Auau.

Renata Santana, com o shih-tzu Genésio e Keli Cristina, funcionária de um pet shop que resgatou o fujão: 
o grupo Animais Perdidos do Lago Norte foi o caminho para Keli achar o cachorro de Renata (Raimundo Sampaio/Esp. Encontro/DA Press)
Renata Santana, com o shih-tzu Genésio e Keli Cristina, funcionária de um pet shop que resgatou o fujão: o grupo Animais Perdidos do Lago Norte foi o caminho para Keli achar o cachorro de Renata

Um morador do bairro havia resgatado o fujão e fez uma postagem no grupo Animais Perdidos do Lago Norte, no Facebook. “Assim que eu vi a foto no Face, reconheci o Genésio pela tosa e pela gravata da Auau”, conta Keli. A grooming entrou em contato com a pessoa que fez o anúncio e avisou que sabia quem era o cachorrinho. Em seguida, ela avisou Renata, que mandou o motorista resgatar o shih-tzu. “Foi tudo muito rápido, mas ainda bem que muitas pessoas se empenham para localizar os animais perdidos”, comemora a tutora.

 

Para ajudar ainda mais nas buscas por animais perdidos, o paulista Alexandre Roa idealizou uma rede social específica para esse fim. Lançada em fevereiro, a Puppyfi já tem mais de 50 mil seguidores e 500 usuários ativos em todo o Brasil, incluindo a capital federal. O CEO da startup diz que algumas estratégias ajudam o tutor a ter mais sucesso na divulgação do pet. “A primeira ação é escolher fotos do animalzinho perdido que sejam recentes e de boa qualidade. Se possível, uma que mostre o tamanho do pet e outra que dê destaque a suas características como orelha preta, rabo mesclado etc. Esses detalhes podem ajudar na diferenciação e identificação dele”, afirma. “Junto ao anúncio, destaque o nome do pet, a raça e sexo (em caixa alta), data e bairro em que desapareceu, fase (filhote, cão adulto, idoso) e porte (pequeno, médio, grande)”, diz.

O paulista Alexandre Roa criou rede social para encontrar animais perdidos: lançada em fevereiro, a Puppyfi já tem mais de 50 mil seguidores e 500 usuários ativos em todo o Brasil, inclusive em Brasília (Divulgação )
O paulista Alexandre Roa criou rede social para encontrar animais perdidos: lançada em fevereiro, a Puppyfi já tem mais de 50 mil seguidores e 500 usuários ativos em todo o Brasil, inclusive em Brasília
 

PARA ENCONTRAR SEU PET

 

èANIMAIS ACHADOS E PERDIDOS DE BRASÍLIA

www.facebook.com/groups/animaisachadosdf/

 

èCADÊ MEU PET – DF

www.facebook.com/CadeMeuPetDF

 

èPUPPYFI

www.puppyfi.com 

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EDIÇÃO 63 | maio 2018