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A saúde da mulher de A a Z: especialistas falam sobre temas do universo feminino

Profissionais dão dicas para elas se sentirem sempre bem. Conheça histórias de quem superou problemas e hoje comemora a vida

Isabella de Andrade - Publicação:16/04/2019 13:59Atualização:18/04/2019 17:17

Março é nacionalmente reconhecido como o mês das mulheres e, para aproveitar bem a data, nada melhor do que lembrar algumas dicas e cuidados essenciais para a saúde delas. Algumas doenças afetam mais o gênero feminino e o primeiro ponto para um tratamento eficaz é a informação. Para manter a saúde em dia, é preciso ficar de olho em diferentes sintomas, visitar o médico periodicamente, manter uma alimentação saudável e os exames em dia. Além disso, criar uma rotina regular de exercícios físicos também pode prevenir o aparecimento de diferentes problemas com o corpo.

 

A prevenção e os cuidados diários devem acontecer em todas as idades, começando na infância, passando pela fase adulta e seguindo até a velhice. Com os cuidados adequados, é possível envelhecer de forma mais ativa, evitar problemas crônicos e manter a vitalidade em todas as fases da vida. A busca pela boa forma se destaca como uma das principais preocupações das mulheres que procuram consultórios de maneira espontânea. É preciso manter-se atento, no entanto, a outros cuidados.  Confira os principais temas relacionados à saúde da mulher e entenda como prevenir ou tratar possíveis doenças da melhor maneira.

 

A ALIMENTAÇÃO

Os hábitos alimentares têm relação direta com uma série de pontos fortes ou fracos na saúde das mulheres. Cada fase tem sua particularidade: na infância, o objetivo é permitir um crescimento adequado e prevenir o sobrepeso. Na adolescência, o importante é manter um peso saudável e melhorar o rendimento intelectual. Já na fase adulta, além da balança, é preciso investir na busca diária por alimentos mais saudáveis para, durante a velhice, combater doenças como osteoporose, diabetes e até mesmo o Alzheimer. Para o Leandro Vaz, médico nutrólogo do laboratório Sabin, os pais têm papel fundamental na manutenção de uma alimentação adequada nos primeiros anos de vida, lembrando que os hábitos adquiridos durante a infância podem refletir-se diretamente na vida adulta. “Geralmente, as mulheres querem perder gordura. Comer corretamente, além de melhorar a flacidez, evita o intestino preso e a retenção de líquidos. Para isso, é preciso ingerir mais líquido, menos sal, menos farinha branca, mais fibras e alimentos diuréticos, como abacaxi e alcachofra”, diz o médico

 

B BOA FORMA

Mulheres de diferentes perfis procuram consultórios médicos diariamente para tratar de um dos maiores problemas do mundo moderno: a obesidade. O aumento da doença é observado em todo o mundo e no Brasil não é diferente. Em 10 anos, a prevalência da obesidade aumentou 60%, passando de 11,8%, em 2006, para 18,9%, em 2016, e atinge, hoje, quase um em cada cinco brasileiros, segundo dados do Ministério da Saúde. A obesidade é definida como um acúmulo excessivo de gordura e calculada pelo índice de massa corporal (IMC), uma fórmula que utiliza peso e altura como base. Márcio Garrison Dytz, endocrinologista e metabologista, explica que a obesidade apresenta um forte componente hereditário e esse fator genético pode contribuir em até 70% dos casos de ganho de peso. “A obesidade é, na maioria dos casos, a consequência de um ambiente obesogênico, em que vive um indivíduo geneticamente predisposto”, destaca o médico. Vale lembrar que outras doenças crônicas podem se desenvolver a partir dela, como diabetes e hipertensão. O remédio para isso? Cuidar da boa forma, fazendo exercícios frequentemente.

Rotina alimentar saudável  
A dentista Bárbara Ferrer perdeu 47 quilos, venceu a compulsão alimentar e a obesidade. Em 2012, ela, que tem 29 anos, chegou a pesar 106 quilos e se assustou ao saber que estava no início da obesidade mórbida. Desde então, com o acompanhamento semanal de uma nutricionista, a rotina alimentar mudou completamente e Bárbara chegou aos 65 quilos, distribuídos em 1,66 metro de altura. O processo foi longo e durou um ano e sete meses. 'Hoje, minha disposição é outra, assim como a minha respiração. Eu tinha dores no joelho que sumiram depois da perda de peso', conta. Bárbara realizou mudanças simples na rotina, que com muita disciplina fizeram toda a diferença. Ela parou de tomar refrigerantes e de beliscar comidas ao longo do dia, construindo um hábito alimentar disciplinado, saudável e sem exageros. (Raimundo Sampaio/Esp. Encontro/DA Press)
Rotina alimentar saudável
A dentista Bárbara Ferrer perdeu 47 quilos, venceu a compulsão alimentar e a obesidade. Em 2012, ela, que tem 29 anos, chegou a pesar 106 quilos e se assustou ao saber que estava no início da obesidade mórbida. Desde então, com o acompanhamento semanal de uma nutricionista, a rotina alimentar mudou completamente e Bárbara chegou aos 65 quilos, distribuídos em 1,66 metro de altura. O processo foi longo e durou um ano e sete meses. "Hoje, minha disposição é outra, assim como a minha respiração. Eu tinha dores no joelho que sumiram depois da perda de peso", conta. Bárbara realizou mudanças simples na rotina, que com muita disciplina fizeram toda a diferença. Ela parou de tomar refrigerantes e de beliscar comidas ao longo do dia, construindo um hábito alimentar disciplinado, saudável e sem exageros.
 

C CÂNCER DE MAMA

Mais comum entre as mulheres no Brasil e no mundo, esse câncer pode ser prevenido, principalmente, com o autoexame e a assistência de profissionais, quando houver qualquer suspeita. O autoexame é uma maneira importante de a mulher conhecer o próprio corpo e perceber possíveis alterações; mas muitas vezes o tumor não consegue ser percebido apenas através do toque. Especialmente na fase inicial – quando o nódulo tem tamanho muito reduzido e, consequentemente, a chance de cura é maior –, é imprescindível a realização da mamografia para detecção da doença. “ Outros pontos podem ajudar na prevenção: atividades físicas regulares, alimentação balanceada, não fumar e não consumir álcool”, destaca Márcio Almeida, oncologista da Aliança Instituto de Oncologia. No Brasil, a recomendação do Ministério da Saúde é a realização da mamografia de rastreamento (quando não há sinais nem sintomas) em mulheres entre 50 e 69 anos, ou, antes disso, caso haja histórico familiar de câncer de mama ou a indicação do profissional de saúde.

 

D DEPRESSÃO PÓS-PARTO

Ela acontece no período do puerpério e pode ter relação com episódios depressivos anteriores ou não. Esses quadros costumam estar ligados, em alguns casos, ao transtorno bipolar. As mulheres têm um risco maior de apresentar depressão do que os homens e a doença pode aparecer em qualquer fase da vida delas, sendo mais frequente na adolescência e terceira idade, quando apresentam uma vulnerabilidade maior. O período pós-parto pode aumentar o risco pelo mesmo motivo. Existem várias teorias para tentar explicar a prevalência maior da depressão no sexo feminino e algumas delas se relacionam com as mudanças hormonais. O psiquiatra Fábio Aurélio, do Instituto de Psiquiatria Clínica de Brasília, lembra que o climatério, período próximo à menopausa, com grande desorganização hormonal, também apresenta maior tendência a quadros depressivos.

 

E ESTRESSE: DOENÇAS DO CORAÇÃO

A mulher, em razão da proteção hormonal feminina, deve iniciar os exames preventivos cardiológicos 10 anos mais tarde do que o homem, depois dos 40, 45 anos. Os principais sintomas de que algo não vai bem são: dor difusa ou um aperto no peito que dure mais de 10 minutos, às vezes acompanhada de falta de ar ou náuseas. Devem ser considerados fatores de risco: a herança familiar direta (pais), a hipertensão, o mau colesterol (LDL) elevado, o tabagismo (sobretudo se usar anticoncepcional oral), o diabetes e a inatividade física. Cardiologista do Hospital Santa Lúcia, Lázaro Fernandes de Miranda diz que um bom check-up deve incluir exames laboratoriais de acordo com a idade e avaliação clínica, eletrocardiograma e teste de esforço físico. Os problemas cardíacos podem ser assintomáticos em seu início (isquemia silenciosa), por isso a importância do check-up é ainda maior. Para prevenir cardiopatias o médico recomenda: fazer exercícios físicos regularmente; adotar uma alimentação saudável, rica em cereais, fibras, frutas, castanhas, carnes magras; evitar frituras, fast food, gorduras visíveis, cremes, glúten e carboidratos em excesso.

 

F FERTILIDADE

A fertilidade da mulher fica no auge até cerca dos 30 anos e depois disso começa a cair gradativamente, chegando a um índice quase nulo por volta dos 45 anos. “A orientação é que a mulher engravide até os 30 anos e fique muito atenta até os 35”, destaca Nívia Maria Ximenes, obstetra e coordenadora médica do pronto socorro e enfermaria da Maternidade Brasília. As causas de infertilidade são diversas e é preciso um acompanhamento mais detalhado para desenvolver o melhor tratamento. Além disso, a mulher deve observar a presença de menopausa precoce, investigar doenças infecciosas e fazer um acompanhamento médico especializado para procurar os melhores tratamentos para cada caso.

 Atividade física é saúde  
A servidora pública Tatiana Carvalho de Paula, de 31 anos, precisou parar as atividades físicas ao ser diagnosticada, em 2015, com um linfoma de Hodgkin grau 4. Os linfomas se espalharam pelo corpo, afetando áreas acima da clavícula e perto da costela. Com seis meses de tratamento, ela decidiu retomar a rotina de exercícios aos poucos, incluindo a musculação, ponto fundamental para recuperar sua força e disposição no cotidiano. 'Os treinos na academia foram fundamentais para a minha recuperação física, aumento da resistência e saúde em geral', diz Tatiana. 'Hoje, entendo os exercícios como parte da minha rotina, que me proporcionam bemestar e saúde. Não se tratam de uma obrigação chata, tampouco de uma opção, da qual mereço um dia de descanso e férias. Para mim, é algo que me faz bem.' Para ela, um corpo bonito é apenas consequência e a essência da atividade física é a saúde. (Raimundo Sampaio/Esp. Encontro/DA Press )
Atividade física é saúde
A servidora pública Tatiana Carvalho de Paula, de 31 anos, precisou parar as atividades físicas ao ser diagnosticada, em 2015, com um linfoma de Hodgkin grau 4. Os linfomas se espalharam pelo corpo, afetando áreas acima da clavícula e perto da costela. Com seis meses de tratamento, ela decidiu retomar a rotina de exercícios aos poucos, incluindo a musculação, ponto fundamental para recuperar sua força e disposição no cotidiano. "Os treinos na academia foram fundamentais para a minha recuperação física, aumento da resistência e saúde em geral", diz Tatiana. "Hoje, entendo os exercícios como parte da minha rotina, que me proporcionam bemestar e saúde. Não se tratam de uma obrigação chata, tampouco de uma opção, da qual mereço um dia de descanso e férias. Para mim, é algo que me faz bem." Para ela, um corpo bonito é apenas consequência e a essência da atividade física é a saúde.
 

G GERIATRIA | ENVELHECER BEM

Para o geriatra Otávio Castello de Campos Pereira, para envelhecer bem é preciso cuidar de diferentes dimensões da vida. Na parte física, é necessário cuidar da alimentação, prevenir doenças crônicas e fazer exercícios. “Mas, uma coisa fundamental para envelhecer bem é a saúde nos relacionamentos. É importante cultivar relações duradouras e prazerosas, que sejam fontes de felicidade”, destaca o médico. Diferentes pesquisas mostram que a capacidade de desenvolver suas atividades, interesses e relações é extremamente benéfica para o envelhecimento saudável. Além de cuidar da saúde física, é importante que a pessoa cuide também da dimensão psicológica e tenha a capacidade de desempenhar atividades que goste, além de sentir-se útil em seu próprio cotidiano, dando mais sentido à vida em todas as fases. O geriatra lembra que a vida tem diferentes etapas e é preciso se preparar para a velhice, porque ela faz parte do desenvolvimento normal do ser humano.

 

H HPV | DSTs

Depois que o vírus do HPV se instala no organismo, não existe tratamento para eliminá-lo do corpo. A melhor saída é a prevenção. Meninas de 9 a 14 anos (e meninos de 12 e 13 anos) devem vacinar-se e a eficácia chega a 98%. Além disso, mulheres com a vida sexualmente ativa devem fazer o exame preventivo para identificar manifestações da doença. Na maior parte das mulheres, o vírus não causa doença, enquanto 5% das mulheres que entram em contato com o vírus podem ter alguma manifestação da infecção. O médico infectologista Leandro Machado lembra que a maioria das manifestações é transitória e benigna. “Cerca de 1% terá uma manifestação relevante, representada por uma lesão precursora do câncer do colo, as lesões de alto grau. Estas são as lesões mais importantes, pois se não detectadas e tratadas podem progredir até o câncer do colo do útero em alguns anos”, diz o especialista.

 

I INTESTINO IRRITÁVEL | CÂNCER DE INTESTINO

O câncer de intestino (ou colorretal) é a terceira neoplasia maligna mais prevalente e a quarta causa de morte por câncer no mundo. No Brasil, é a segunda causa de câncer em mulheres. Entre os fatores de risco estão o tabagismo, álcool, histórico familiar, idade maior que 50 anos, obesidade, doença inflamatória intestinal e dieta rica em calorias, gorduras e carboidratos. Renata Gomes, coloproctologista do Aliança Instituto de Oncologia, lembra que a realização de atividade física regular, terapia de reposição hormonal, consumo de frutas vegetais e peixes, além de exames preventivos, exercem papel protetor para o surgimento do problema. Os sintomas são inespecíficos e de evolução lenta, fazendo com que o diagnóstico, na maioria das vezes, aconteça em fase avançada da doença. Sendo assim, as idas regulares ao médico tornam-se ainda mais importantes. Enquanto isso, a síndrome do intestino irritável, mais comum em mulheres, pode acometer todas as faixas etárias, mas observa-se um decréscimo acima dos 60 anos. Ela exerce impacto na qualidade de vida dos pacientes e se trata de um distúrbio crônico.

 

J JOANETES

Quando os joanetes aparecem, principalmente, após o uso prolongado de sapatos de salto alto e bico fino, os pés ficam muito doloridos. Os joanetes podem ficar mais evidentes a partir do estirão de crescimento, mas são mais comuns a partir da meia-idade. O tratamento inicial é adequar os modelos de sapato e evitar os que acentuam o problema. Caso não haja melhoras, o tratamento cirúrgico é indicado. Felipe Cunha Pessôa, ortopedista do Hospital Albert Sabin, destaca que os joanetes são uma das principais causas de dor cotidiana nos pés e podem agravar até para uma incapacidade funcional.

 

L LABIOPLASTIA

Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, a procura pela cirurgia íntima aumentou 50% nos últimos dois anos. O Brasil é líder mundial nesse tipo de procedimento. Com o passar dos anos, o envelhecimento da região genital acompanha o envelhecimento global e essas mudanças, como a perda da elasticidade, pelos brancos, aumento da pigmentação e atrofia ou aumento dos pequenos lábios, podem incomodar algumas mulheres. Além disso, algumas alterações estéticas são acompanhadas de alterações funcionais como incontinência, secura vaginal e perda do tônus. “Além disso, muitas mulheres se mostram insatisfeitas, principalmente, com o tamanho dos pequenos lábios, da área pubiana e do prepúcio do clitóris. Elas relatam desconforto na relação sexual e ao usar roupas justas”, destaca Telma Ritter, cirurgiã plástica do Hospital Brasília. A médica conta que as mulheres se mostram satisfeitas após o procedimento e relatam grande melhora na autoestima de quem passa pela cirurgia.

Vontade de viver  
Simone Dourado, professora de física de 43 anos, descobriu um nódulo nos seios durante o banho, em 2017. Depois de uma maratona de exames, a cirurgia foi marcada como primeira opção de tratamento e, junto dela, a promessa de tirar o pequeno nódulo e ganhar um silicone nos seios. 'Quando eu acordei, descobri que o câncer tinha se espalhado e tive que tirar toda a mama. A retirada não é um processo fácil e requer muita força de vontade para continuar vivendo bem', lembra a professora. Simone conta que, depois do câncer e dos tratamentos, sua relação com o corpo mudou bastante e ela começou a se aceitar melhor, encontrando diferentes pontos bonitos. O tratamento foi longo, com 16 quimioterapias em um ano e duas radioterapias. Foi preciso desapegar-se dos cabelos e entender que a beleza do corpo vai muito além dos estereótipos. (Raimundo Sampaio/Esp. Encontro/DA Press )
Vontade de viver
Simone Dourado, professora de física de 43 anos, descobriu um nódulo nos seios durante o banho, em 2017. Depois de uma maratona de exames, a cirurgia foi marcada como primeira opção de tratamento e, junto dela, a promessa de tirar o pequeno nódulo e ganhar um silicone nos seios. "Quando eu acordei, descobri que o câncer tinha se espalhado e tive que tirar toda a mama. A retirada não é um processo fácil e requer muita força de vontade para continuar vivendo bem", lembra a professora. Simone conta que, depois do câncer e dos tratamentos, sua relação com o corpo mudou bastante e ela começou a se aceitar melhor, encontrando diferentes pontos bonitos. O tratamento foi longo, com 16 quimioterapias em um ano e duas radioterapias. Foi preciso desapegar-se dos cabelos e entender que a beleza do corpo vai muito além dos estereótipos.
 

M MENOPAUSA

“Consideramos uma paciente na menopausa quando fica um ano consecutivo sem menstruar. O que acontece muito é uma oscilação da menstruação, um período em que fica desregulada, chamada climatério. Geralmente, a paciente entra na menopausa a partir dos 50 anos.” Para o ginecologista Evandro Silva, do Hospital Brasília, é preciso redobrar o cuidado nessa fase, porque a ausência dos hormônios produzidos pelos ovários pode ocasionar diferentes doenças, como a osteoporose. Ela pode apresentar também dificuldade para dormir, baixa libido e alteração de humor com facilidade. As consultas médicas devem ser regulares para que a mulher consiga manter boa qualidade de vida nesse período. Existem alguns cuidados fundamentais para que as mulheres cheguem bem nessa fase: fazer exames ginecológicos na fase adulta e reposição hormonal quando necessário, manter a alimentação adequada e praticar atividades físicas corretamente.

 

N NARIZ | RINOPLASTIA

Para realizar a rinoplastia é recomendável que a mulher tenha atingido a maturação facial. A cirurgia é indicada a pacientes que apresentam dificuldades de respiração relacionadas a distúrbios nasais ou a alterações estéticas indesejadas. É comum algumas alterações serem causadas por um desvio de septo. Existem também as alterações causadas por traumas nasais, assim como alterações do envelhecimento que podem ser corrigidas de forma cirúrgica. Juan Visser, cirurgião plástico do Hospital Brasília, lembra que a estética nasal caminha de braços dados com a função nasal. “De nada adianta ter um nariz esteticamente agradável que seja totalmente disfuncional”, destaca. O maior cuidado antes da cirurgia é procurar um profissional capacitado. Informe-se sobre a formação do profissional e saiba se ele faz parte da sociedade da especialidade médica.

 

O OLHOS | CUIDADOS COM A VISÃO

De acordo com a OMS, duas a cada três pessoas cegas no mundo são mulheres. Sendo assim, é preciso que tenham cuidado redobrado com os olhos. A chegada da menopausa, que causa a interrupção de estrogênio, pode acarretar problemas nessa área. A falta do hormônio pode causar alterações no filme lacrimal, levando ao quadro de olho seco, com sintomas como sensação de areia nos olhos, coceira e fotofobia. A falta do estrogênio também afeta uma das camadas do olho que formam o cristalino (lente natural do olho), aumentando durante essa fase as chances do desenvolvimento da catarata. Outras razões para que as mulheres sejam mais afetadas por doenças oculares é que estão vivendo mais que os homens. “Vale lembrar que, assim como outras regiões do organismo, os olhos sofrem influência da gravidez. São relativamente comuns no período da gestação ter visão embaçada, olho seco, reações a lentes de contato e aumento de grau de problemas refrativos preexistentes, como miopia, presbiopia, astigmatismo e hipermetropia”, afirma o oftalmologista Mario Jampaulo, da clínica Viva Oftalmologia. Segundo o IBGE, a média de vida do público feminino é de 78,6 anos, enquanto que os homens vivem em média 71,3 anos. Dessa forma, as mulheres estão mais suscetíveis às doenças naturais do processo de envelhecimento nos olhos.

 

P PELE SEM MANCHAS | MELASMA

O melasma pode ter início desde as primeiras vezes que a mulher toma anticoncepcional quanto durante a gravidez. A doença tem relações genéticas e acompanha a mulher durante toda a vida depois de aparecer. Apesar de não existir uma cura completa, diferentes tratamentos contínuos podem amenizar a progressão da doença. “O surgimento das manchas no rosto pode ser um estigma para as mulheres, causando incômodo social e influência psicológica”, afirma Erasmo Tokarsi, dermatologista da Clínica Unipele. Por isso, cuidados na exposição ao sol, uso de bom filtro solar e idas frequentes ao especialista são cada vez mais recomendadas.

Um sonho vai nascer  
A administradora Lidiane de Oliveira, de 40 anos, descobriu que tinha endometriose, depois de sofrer com fortes cólicas durante anos e perceber que seu intestino estava constantemente obstruído. Ao consultar um médico especializado, veio o diagnóstico da doença e a urgência da cirurgia. Depois do tratamento, Lidiane recebeu, emocionada, em 2018, o resultado positivo de uma fertilização in vitro. 'Até então, eu não sabia se a endometriose tinha causado infertilidade por ter atingido o ovário e útero. A busca pelo sonho de ser mãe não é fácil, principalmente aos 40 anos. São muitos processos até o resultado final e isso mexe muito com nosso emocional. Felizmente consegui engravidar com o tratamento', diz a administradora. Lidiane aconselha as mulheres a procurar um médico sempre que perceberem algo diferente no próprio corpo. Além disso, ela destaca a importância de fazer exames periódicos e saber que dores fortes não são normais. (Arquivo Pessoal )
Um sonho vai nascer
A administradora Lidiane de Oliveira, de 40 anos, descobriu que tinha endometriose, depois de sofrer com fortes cólicas durante anos e perceber que seu intestino estava constantemente obstruído. Ao consultar um médico especializado, veio o diagnóstico da doença e a urgência da cirurgia. Depois do tratamento, Lidiane recebeu, emocionada, em 2018, o resultado positivo de uma fertilização in vitro. "Até então, eu não sabia se a endometriose tinha causado infertilidade por ter atingido o ovário e útero. A busca pelo sonho de ser mãe não é fácil, principalmente aos 40 anos. São muitos processos até o resultado final e isso mexe muito com nosso emocional. Felizmente consegui engravidar com o tratamento", diz a administradora. Lidiane aconselha as mulheres a procurar um médico sempre que perceberem algo diferente no próprio corpo. Além disso, ela destaca a importância de fazer exames periódicos e saber que dores fortes não são normais.
 

Q QUEDA DE CABELO

A baixa de ferro sérico e alterações hormonais intensas são as principais causas de queda de cabelo nas mulheres, além do fator genético. É normal que caia uma quantidade pequena de cabelos diariamente, entre 30 e 100 fios – acima desse número é preciso manter a atenção redobrada e consultar médicos especializados em busca de tratamentos. “Quando o cabelo começa a cair demais e a paciente demora para buscar tratamento, as glândulas pilosas naquele local podem morrer devido a uma atrofia no couro cabeludo, tornando tratamentos futuros ineficientes. Por isso, é preciso procurar o médico o quanto antes”, destaca o dermatologista Erasmo Tokarski.

 

R RUGAS

Normalmente, o envelhecimento da região facial começa a manifestar-se após os 30 anos de idade. As rugas dependem muito da qualidade e espessura da pele e também da anatomia da musculatura facial, que carrega uma herança genética. Além disso, o estilo de vida – como a exposição solar e o tabagismo – aumenta o problema. Evitar o tabagismo, usar diariamente protetores solares, usar chapéus ao ar livre e hidratar a pele são as formas mais conhecidas de evitar o aparecimento precoce de rugas. “A manutenção do peso e uma dieta equilibrada também têm um papel importante”, diz a cirurgiã plástica Telma Ritter, que destaca que a maioria dos tratamentos não é cirúrgico. Entre os principais, estão uso de ácidos, toxina botulínica, preenchedores, peeling e lasers.

 

S SILICONE NOS SEIOS

A cirurgia para o implante de silicone nos seios ainda é uma das campeãs na área estética no Brasil. Grande parte do sucesso desse procedimento é atribuído ao baixo índice de complicações, associado a um alto índice de satisfação dos pacientes. É recomendável que a pessoa já tenha atingido o desenvolvimento completo das mamas para realizar a cirurgia. O cirurgião plástico Juan Visser lembra que “as próteses de mama, assim como todo tipo de material implantável apresenta um desgaste natural e inerente ao produto”. Em condições normais, nas quais a paciente não sente ou percebe nenhuma alteração nas mamas, um acompanhamento razoável seria uma visita anual ao cirurgião plástico que realizou a cirurgia ou ao seu mastologista.

 

T TPM | ENDOMETRIOSE

A endometriose é uma doença progressiva, então é preciso fazer um acompanhamento contínuo. Alguns sintomas mais acentuados durante o período pré-menstrual (TPM) podem indicar o surgimento do problema. “Vale a pena investigar toda cólica menstrual muito forte e dores diferentes, para evitar sequelas e complicações futuras”, destaca a obstetra Nívia Maria Ximenes. As mulheres devem ficar de olho em sintomas como cólicas muito forte que pioram ao longo dos anos e dor durante a relação sexual. O sintoma mais importante é a dor pélvica crônica.

A pele merece cuidados 
Empresária, Melisa de Oliveira, de 43 anos, adquiriu o melasma em 2014, como sequela de um tratamento a laser para rosácea. Atualmente, ela trata a doença com laser e aplicações de ácido tranexâmico direto na mancha, além de utilizar um produto específico para o caso, durante a noite. 'Acredito que essa combinação tenha dado um melhor resultado e, consequentemente, tenha clareado muito o melasma. Acordo e passo protetor solar mesmo não saindo de casa', diz. Melissa conta que a doença afetou sua autoestima, principalmente por trabalhar na área de beleza. Sendo assim, o tratamento correto, com diminuição da mancha, foi de grande importância para seguir com a vida. 'O melasma não tem cura, mas tem controle e a manutenção é eterna. A relação com o dermatologista tem de ser de muita confiança', afirma. (Raimundo Sampaio/Esp. Encontro/DA Press)
A pele merece cuidados
Empresária, Melisa de Oliveira, de 43 anos, adquiriu o melasma em 2014, como sequela de um tratamento a laser para rosácea. Atualmente, ela trata a doença com laser e aplicações de ácido tranexâmico direto na mancha, além de utilizar um produto específico para o caso, durante a noite. "Acredito que essa combinação tenha dado um melhor resultado e, consequentemente, tenha clareado muito o melasma. Acordo e passo protetor solar mesmo não saindo de casa", diz. Melissa conta que a doença afetou sua autoestima, principalmente por trabalhar na área de beleza. Sendo assim, o tratamento correto, com diminuição da mancha, foi de grande importância para seguir com a vida. "O melasma não tem cura, mas tem controle e a manutenção é eterna. A relação com o dermatologista tem de ser de muita confiança", afirma.
 

U ÚTERO | REPOSIÇÃO HORMONAL

Símbolo da anatomia feminina, o útero deve receber cuidado especial ao longo de todas as fases da vida da mulher. As visitas preventivas ao ginecologistas, depois que se inicia a vida sexual, devem ser feitas pelo menos uma vez ao ano. O ideal é que as mulheres não esperem a chegada de sintomas para procurar o médico, fazendo exames de rotina e evitando que qualquer diagnóstico de doenças ginecológicas seja feito tardiamente. A partir do momento em que a mulher tem a sua primeira menstruação, é preciso fazer uma avaliação ginecológica inicial. “ O mais importante nesse contexto é lembrar que as consultas anuais que as mulheres devem fazer são preventivas, justamente para evitar possíveis tratamentos”, destaca o especialista em hormonioterapia Evandro Silva.

 

V VARIZES

As varizes podem ser evitadas, principalmente, com mudanças no estilo de vida, como prática de exercícios físicos, não permanecer longos períodos em uma mesma posição e o uso de meias elásticas. A cirurgiã vascular Daniella Viese, do Hospital Brasília, lembra que a maior parte das pacientes com varizes tem uma questão hereditária envolvida. “A pessoa que já tem a genética suscetível a ter insuficiência venosa, com certeza pode evitar a progressão ou piora da doença com alguns cuidados”. Segundo ela, para não ter a doença é preciso: praticar atividade física, manter o peso ideal, ter uma alimentação saudável, evitar o uso de cigarros e não tomar de hormônios (por exemplo, pílulas anticoncepcionais). Além disso, ficar atenta, principalmente, aos sintomas como dor na perna, inchaço, vermelhidão e veias aparentes tortuosas.

 

X XIXI – INFECÇÃO URINÁRIA

Essa doença é mais comum em mulheres do que em homens. Isso se deve, primeiramente, à anatomia feminina. Como a uretra é mais curta, as bactérias causadoras de infecção urinária ascendem por ela com mais facilidade, chegando rapidamente à bexiga. Além disso, existem fatores comportamentais que contribuem para isso: a mulher tende a segurar mais o xixi – costuma desenvolver essa capacidade ainda na infância. Outro fator que contribui muito para a infecção urinária é a baixa ingestão de líquidos, especialmente água. Para evitar a doença é preciso reverter esses fatores comportamentais e ficar de olho também na higienização. A urologista Lívia Portela lembra que a incontinência urinária também costuma afetar mais as mulheres, por conta da questão anatômica. O mecanismo esfincteriano (responsável por conter a urina) é mais débil na mulher. Por isso, o acompanhamento médico constante é a melhor forma de prevenção.

 

Z ZUMBIDO | LABIRINTITE

O zumbido e as labirintopatias (doenças relacionada à tontura) podem ocorrer em qualquer idade, predominando entre 40 e 70 anos e tendo maior incidência entre as mulheres. O principal risco de zumbido é a perda auditiva, por isso é sempre importante a utilização de equipamentos de proteção individual sonora para os indivíduos que estão expostos a ruídos, bem como a avaliação anual da acuidade auditiva com audiometrias. Além disso, é preciso manter o controle de distúrbios metabólicos, psiquiátricos e cardiovasculares. A otorrinolaringologista Larissa Camargo diz que a principal causa da perda auditiva precoce é a exposição a ruídos, além de fatores hereditários. “A redução da acuidade auditiva associada à percepção de sons sem uma fonte externa estimulante deve alertar as mulheres à necessidade de avaliação do otorrinolaringologista”, afirma a médica.

 Mais confiante e mais completa  

A analista de sistemas Sâmmara Ferrão, de 28 anos, sempre teve o desejo de colocar próteses de silicone. Aos 23, conheceu um bom médico e não teve dúvida. 'Depois da cirurgia a minha relação com o meu corpo mudou muito. Passei a me sentir mais confiante, me via mais completa', conta. A recuperação foi um pouco difícil nos primeiros dias, com a ampla dilatação da pele dos seios. A prótese escolhida junto ao médico foi a de poliuretano, que não apresenta necessidade de troca e com baixíssimo índice de rejeição pelo corpo. 'Pretendo aumentar a próteses futuramente. Essa foi a minha única cirurgia estética e acredito ter sido uma das melhores decisões que tomei em relação ao meu corpo', diz. (Raimundo Sampaio/Esp. Encontro/DA Press)
Mais confiante e mais completa
A analista de sistemas Sâmmara Ferrão, de 28 anos, sempre teve o desejo de colocar próteses de silicone. Aos 23, conheceu um bom médico e não teve dúvida. "Depois da cirurgia a minha relação com o meu corpo mudou muito. Passei a me sentir mais confiante, me via mais completa", conta. A recuperação foi um pouco difícil nos primeiros dias, com a ampla dilatação da pele dos seios. A prótese escolhida junto ao médico foi a de poliuretano, que não apresenta necessidade de troca e com baixíssimo índice de rejeição pelo corpo. "Pretendo aumentar a próteses futuramente. Essa foi a minha única cirurgia estética e acredito ter sido uma das melhores decisões que tomei em relação ao meu corpo", diz.

 

 

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