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Na mesa: coluna traz as últimas informações da gastronomia em Brasília

Julyerme Darverson - Publicação:16/04/2019 14:27Atualização:16/04/2019 14:33

ABRINDO O LEQUE

Uma das casas mais celebradas da cidade acaba de completar nove anos. O Taypá comemora nove anos em 2019 e merece ser festejado. Consolidado no cenário local, já conquistou premiações importantes, como o de Melhor Restaurante por Encontro Gastrô – O Melhor de Brasília, em 2013 e 2014. Um dos pontos altos da celebração, o Festival #TBTTaypá trouxe a releitura de pratos que fizeram história nos cardápios da casa, como a Picanha Criolla 2017. Ivone Carvalho, sócia do restaurante, conta como é se manter no rol dos estabelecimentos mais prestigiados da cidade: “O sucesso do Taypá vem de um conjunto completo, com equipe alinhada, e com o Marco Espinoza, que é um chef extremamente curioso. Nossa relação é bem parceira, estimulando e incentivando o trabalho um do outro. E decidimos dar de presente ao público esses pratos, que sempre foram muito pedidos, para comemorar essa data”, afirma. Segundo a empresária, a reinvenção ao longo dos anos é um dos diferenciais. “Começamos como um lugar de gastronomia peruana, mas depois fomos abrindo o leque. A casa oferece uma culinária diferente, e que acompanha a gastronomia em geral”, diz. Em maio, o Taypá lança novo cardápio, mas as novidades ainda estão guardadas a sete chaves. “Ainda não podemos revelar nada”, diz a sócia.

 (Fabrício Rodrigues/Divulgação)
 

COSTELA SUCULENTE

“Não é só panela velha que faz comida boa!” É o que diz o empresário Luciano Martins, proprietário do Sous Ribs & Beer. “As novas tecnologias também”, completa. Aberta em janeiro, na 309 Norte, essa é a primeira casa em Brasília a servir exclusivamente a costela preparada com a técnica sous vide, método em que o alimento é embalado a vácuo e cozido em uma temperatura de 72,5ºC. No restaurante, o processo de preparo dura entre 24 e 72 horas, no máximo. Estrela do menu, a costela é temperada com sal grosso e ervas e vem em porções para uma pessoa (R$ 38,90) ou duas (R$ 76,90), servida com quatro acompanhamentos (arroz, vinagrete, farofa e mandioca frita). “O processo leva mais tempo, mas tem mais ganho. Deixa a carne mais suculenta, quebrando as fibras e deixando-a mais macia”, explica o empresário. O sucesso foi tão grande nos primeiros dias, que a casa triplicou a produção. “Aqui, o nosso teste de qualidade é puxar o osso. Se ele soltar da carne, é porque está no ponto ideal”, diz Luciano.

 (Raimundo Sampaio/Esp. Encontro/DA Press)
 

SABORES DO CERRADO

Após uma reforma em 2018, o restaurante Blá’s resolveu trazer mais novidades em 2019. Desta vez, a casa apresenta um cardápio renovado e nova carta de vinhos, com rótulos de R$ 49,90 a R$ 159,90. Serão quatro novos pratos no menu, preparados com produtos do cerrado. “Vamos trazer as características daqui. Os pratos terão ingredientes locais, que são difíceis de encontrar em outros lugares”, afirma o chef Gabriel Blá’s. A proposta é fomentar a economia local e ter essa parceria com produtores da região. “Ainda não temos uma identidade gastronômica definida e própria de Brasília. Então, a ideia é buscar isso, trazer essa identidade para os pratos, com os produtos do cerrado”, enfatiza o chef. Entre as apostas do cardápio está o filé mignon de sol acompanhado de baião de dois cremoso com queijo do cerrado. Para a sobremesa, um pudim com café produzido em uma fazenda da região.

 (Raimundo Sampaio/Esp. Encontro/DA Press)
 

É CAIPIRA, SÔ!

A Asa Sul acaba de ganhar mais um restaurante. Aberta em esquema de soft opening em janeiro, na 211 Sul, o Raiz Caipira, de culinária mineira, é comandado pelos sócios André Medeiros e Rhuan Miguel. O menu é todo voltado para a culinária caipira, com sete entradas, sete pratos principais e seis sobremesas. O torresmo de barriga (R$ 29,90), por exemplo, é feito de maneira artesanal. Outra boa pedida é a galinha caipira (R$ 98,90), acompanhada de arroz, tutu de feijão, angu de milho verde, quiabo e servida em uma bela panela de barro (para duas pessoas). “A paixão por empreender e pela culinária caipira foi nossa motivação para abrir o restaurante. Em Brasília não é fácil achar uma casa de comida caipira à la carte, com toque caseiro e preparada o mais natural possível, sem produtos industrializados”, explica Rhuan. “Servimos aqui uma comida afetiva. O ambiente, com cara de roça, também remete ao verdadeiro conceito de fazenda no centro da capital”, ressalta André.

 (Raimundo Sampaio/Esp. Encontro/DA Press )
 

HAMBÚRGUER ÁRABE

O Ganoush Bar, na 109 Norte, acaba de lançar uma linha de hambúrgueres com sabores inspirados na cozinha arábe. Os sócios Mateus Costa, Leonardo Borges, Fernando Nunes e Marcone Borges apostam na mudança no cardápio para aumentar as vendas. “É uma tendência na cidade incluir esses lanches mais rápidos no cardápio”, diz Mateus Costa. “Essa é uma mudança significativa em nosso cardápio e, principalmente, em nosso perfil. Queremos investir em novo público”, afirma Leonardo Borges. Com criação do chef Alexandre Vargas, os hambúrgueres chegam nas versões bovina (pão brioche, carne, maionese de harissa, tomate, farofa de bacon com páprica e coalhada), carne de cordeiro (pão brioche, coalhada com hortelã e pasta de alho com cebola crispy), falafel (pão brioche, falafel, picles de beterraba, maionese de aquafaba com dill, tomate e alface) e vegetariano, que deve se transformar em prato vegano, segundo Mateus. Os preços dos sanduíches variam de R$ 25 a R$ 28.

 (Raimundo Sampaio/Esp. Encontro/DA Press)
 

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