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Shoppings de Brasília se renderam de vez ao conceito pet friendly

Nos últimos meses mais novidades surgiram, como parques com brinquedotecas, piscina de bolinhas e um bom espaço para os animais interagirem

Paloma Oliveto - Publicação:16/04/2019 16:27Atualização:16/04/2019 16:49

A cena está se tornando cada vez mais comum: no carrinho ou no chão, cachorros de todos os tamanhos passeiam pelos shoppings da capital. Os centros de comércio de Brasília se renderam ao conceito pet friendly e, além de abrir as portas aos bichinhos, oferecem mimos como kit de limpeza, bebedouro e até “brinquedoteca” equipada com piscina de bolinha, túneis e escorregador. Além de não precisar mais fi car longe do melhor amigo na hora das compras, os tutores ganham uma opção de lugar para passear com eles.

 

Tutora dos dachshund Fubá, de 4 anos, e Tapioca, de 5 meses, a advogada Domitila Gomes Barroso costuma levar a dupla ao shopping para que os cães não fi quem sozinhos em casa. Um dos mais frequentados por ela é o Boulevard, no fi m da Asa Norte. “Fico super à von tade. Eles são bem recebidos por todos. Na primeira vez que fui lá com a Tapioca, todo mundo queria fazer carinho, conversar. No Natal passado, fui a uma loja e o funcionário perguntou se eu queria que ele ficasse com o Fubá no colo para eu escolher os panetones”, conta.

Domitila Barroso com Fubá e Tapioca,
da raça dachshund, no Boulevard: 'eles são
bem recebidos por todos', diz a advogada (Raimundo Sampaio/Esp. Encontro/DA Press)
Domitila Barroso com Fubá e Tapioca, da raça dachshund, no Boulevard: "eles são bem recebidos por todos", diz a advogada
 

O salsichinha também já desfilou em um evento organizado pelo shopping. “A experiência tem sido muito agradá- vel e harmônica. Os animais tornam o ambiente mais leve e descontraído. A convivência com animais tem várias vantagens, como o auxílio no desenvolvimento e na socialização, além de eles serem grandes companheiros de seus tutores. Sempre que temos ‘clientes pets’ passeando pelo shopping, eles se tornam atração especial.”, afirma Luana Peixoto, gerente de marketing do Boulevard. “Os animais são bem recebidos e temos estrutura de apoio ao passeio, com carrinhos pets, sinalização nas entradas do shopping com regras de boa convivência, além de disponibilização de pet-kits com luvas, álcool em gel e len- ço para limpeza.” No Boulevard, cães de pequeno e médio porte podem circular no carrinho ou no chão, desde que estejam na guia.

 

No centro da cidade, os principais shoppings também permitem a entrada de pets, além de promoverem eventos voltados aos melhores amigos. O Pátio Brasil montou até um espaço especial para cães e gatos “se encontrarem” com o Papai Noel no Natal. Na hora da foto, tinham à disposição um troninho só para eles, adereços natalinos, brindes, petiscos e água fresca. Lá, os animais podem ficar no chão, guiados pelos tutores. São aceitos os de pequeno e médio porte. O Brasília Shopping também organiza feiras pet eventualmente, e abriu as portas para os cães, que devem circular no shopping no colo do tutor ou nos carrinhos que o centro comercial empresta.

Cynara Mac Ginity costuma
fazer compras no Guará com seu
golden Jon: segundo ela, ele pula
logo para dentro do carro quando
o chama para ir ao shopping (Raimundo Sampaio/Esp. Encontro/DA Press  )
Cynara Mac Ginity costuma fazer compras no Guará com seu golden Jon: segundo ela, ele pula logo para dentro do carro quando o chama para ir ao shopping
 

A estudante Marisley Santos de Oliveira aprova a abertura dos shoppings aos pets e, sempre que pode, leva o dachshund Slinky, de 1 ano, para “olhar as vitrines”. Ela diz que o salsichinha só não gosta muito de ficar dentro da bolsa, quando a acompanha em centros comerciais que não permitem a circulação de animais no chão. “Ele é muito ativo, gosta de andar e cheirar as coisas”, diz. Embora sempre tenha sido bem tratada pelos lojistas, Marisley diz que muitos clientes ainda não se acostumaram com a ideia e, às vezes, a fazem se sentir desconfortável: “Ficam olhando e cochichando, mas nunca me falaram nada. Já os vendedores gostam muito. Sempre pedem para chegar perto e passar a mão”, diz.

 

Tutora das salsichinhas Ninna, de 5 anos, Amora, de 3, e Maya, de 1 ano, a analista de sistemas Ligia Silva também se incomoda com a atitude de clientes que torcem o nariz para os cães. “Já tive uma experiência negativa no elevador. Mesmo com a cachorra no carrinho, a pessoa falou que não ficaria em um elevador junto com um animal”, conta. Para ela, seria importante que os centros comerciais investissem em campanhas de conscientização sobre a presença cada vez mais intensa dos animais em ambientes antes só frequentados por humanos.

 

Sobrinha de Ligia, a pequena Maria Eduarda Veríssimo, de 8 anos, também gostaria de mais investimentos dos shoppings no conceito pet friendly. “Poderiam ter bebedouros disponíveis e áreas para os cachorros brincar. Também acho ruim falar que aceitam os pets, mas termos de carrega-los no colo. Eu sou crian- ça ainda e às vezes acho a Malu pesada para ficar carregando, e nem sempre tem carrinho disponível”, afirma a tutora da dachshund de 1 ano.

 

Recentemente, o ParkShopping, que já aceitava animais de todos os portes no chão (desde que com guia), inovou com a inauguração do ParkDog, um parquinho de 160 metros quadrados para os cães se divertirem em equipamentos como escorregador, piscina de bolinha, passarela, túnel e rampa para escalada. “O ParkDog foi inaugurado recentemente e já é um sucesso. Foi pensado com o maior carinho e com todos os detalhes para atender tanto os bichos como os seus donos com conforto e segurança”, conta Natália Vaz, gerente de marketing do shopping. “O espaço oferece diversas atrações desenvolvidas para gerar estímulos positivos nos pets, além de palestras gratuitas aos fins de semanas com temas voltados para o segmento de animais de estima- ção. Ainda é um projeto experimental e acompanharemos sua evolução para avaliarmos sua permanência em definitivo”, diz Natália.

 

A médica Gilvana Campos aprovou a ideia: “Foi uma boa iniciativa. O espaço é muito agradável, arejado, bem iluminado”, diz. Ela faz, contudo, algumas sugestões para melhorar: “O piso do local é muito escorregadio para os animais, tanto de grande, médio ou pequeno porte. Apesar de não ser veterinária, observo que pisos escorregadios podem trazer algum tipo de problema para as articulações ou para a coluna do animal. Poderia ser colocado tapete antiderrapante”, sugere. Gilvana também acredita que a experiência poderia ser melhor se houvesse uma área separada para cães de grande porte.

A médica Gilvana Campos com a maltês Nina na piscina de bolinhas do novo parkdog do ParkShopping: 'O
espaço é muito agradável, arejado, bem iluminado', diz (Raimundo Sampaio/Esp. Encontro/DA Press  )
A médica Gilvana Campos com a maltês Nina na piscina de bolinhas do novo parkdog do ParkShopping: "O espaço é muito agradável, arejado, bem iluminado", diz

Embora não seja muito fã de lugares cheios, a maltês Nina, de 4 anos, anda com tranquilidade nos shoppings. “Sempre a conduzo na coleira e com a guia curta. Na maioria das vezes, preciso colocá-la no carrinho para pets”, conta Gilvana. Além de levar a cachorrinha quando precisa comprar algo e não quer deixá-la sozinha, a médica passeia com Nina nos centros comerciais quando há eventos como feiras do segmento, ou em datas festivas, como Natal e São João.

 

Natália Vaz diz que a aceitação dos cães de porte médio e grande foi para atender a demanda dos clientes. “Além disso, temos observado o crescimento do mercado pet no Brasil. Assim, estarmos preparados para receber os cães de médio e grande porte era necessário e implementamos essa mudança assim que tivemos a certeza que estávamos prontos para essa nova fase”, diz.

 

Quem é um frequentador habitual do ParkShopping é o golden Jon, de 1 ano e 6 meses. O peludo gosta tanto do passeio que, quando a tutora, Cynara Mac Ginity, diz “Vamos para o shopping?”, ele já pula para dentro do carro. “Ele ama! Ele é muito bem tratado e as pessoas amam a presença dele, querem abraçar, tirar foto”, conta. No geral, Jon passeia pelo shopping do Guará – o primeiro de Brasília a aceitar os grandões – a cada duas semanas. No Natal, fez sucesso com os amiguinhos do grupo de goldens da cidade, posando com o Papai Noel.

 

Regras básicas

 

Cinco dicas para a boa convivência dos animais com o público em geral nos grandes centros de compras

 

 1 | Antes de levar o melhor amigo para o “rolezinho”, confira as regras de cada shopping.

 

2 | Nos sites dos empreendimentos, é possível encontrá-las em detalhe e, inclusive, consultar quais raças não são permitidas.

 

3 | Nenhum shopping permite que cães, independentemente do porte, frequentem a praça de alimentação (exceto cães-guias), cinemas e banheiros.

 

4 | No caso dos shoppings que permitem a circulação no chão, sempre pegar o animal no colo ao subir e descer as escadas rolantes ou pegar o elevador.

 

5 | Saiba que os lojistas não são obrigados a aceitar a presença de animais. Para saber se eles podem entrar nas lojas, veja se há o adesivo pet friendly na vitrine. 

Da esq. para a dir., Marisley Oliveira com Slinky, Ligia Silva com Maya, Amora e Ninna, e Maria Eduarda
Veríssimo com Malu, no Brasília Shopping: os salsichinhas fazem a festa (Raimundo Sampaio/Esp. Encontro/DA Press  )
Da esq. para a dir., Marisley Oliveira com Slinky, Ligia Silva com Maya, Amora e Ninna, e Maria Eduarda Veríssimo com Malu, no Brasília Shopping: os salsichinhas fazem a festa
 

Passeando no shopping

Saiba quais os centros comerciais da capital aceitam cães e gatos e o que oferecem aos pets

 

è ParkShopping: é o mais pet friendly dos estabelecimentos. Aceita cães de todos os portes, que podem circular no chão, desde que com guia. O shopping também disponibiliza, gratuitamente, o Pet Car, para cães e gatos de até 15 kg, e o Coco Dog (saquinhos para resíduos sólidos), fornecidos no concierge. Nas áreas externas das portarias C, E e F, há Dog’s Bar – bebedouros com água fresca. Para os cães se divertirem, o shopping inaugurou o Park Dog, uma brinquedoteca para cães, gratuita. É preciso levar a carteira de vacinação em dia para que eles tenham acesso ao espaço.

 

è Boulevard: cães de pequeno e médio porte, além de gatos, podem circular nos corredores, sempre na guia ou no colo. O shopping disponibiliza, gratuitamente, kits com luvas, álcool em gel e lenço para limpeza. Também empresta carrinho para o maior conforto dos clientes.

 

è Pátio Brasil: cães de pequeno e médio porte, além de gatos, podem circular nos corredores, sempre na guia ou no colo. Ainda não há carrinhos para empréstimo.

 

è Brasília Shopping: cães de pequeno e médio porte podem frequentar o shopping, desde que no colo ou no carrinho. Há empréstimo de carrinhos.

 

è Terraço Shopping: cães de pequeno e médio porte podem frequentar o shopping, desde que no colo ou no carrinho. Ainda não há carrinhos para empréstimo.

 

è Casa Park: cães e gatos de no máximo 50cm são aceitos e podem circular no chão, com coleira. O shopping empresta carrinho.

 

è Taguatinga Shopping: são permitidos cães de pequeno porte, desde que no colo. No primeiro piso, há uma loja especializada com playground pet e aluguel de carrinhos.

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