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Calor humano e conhecimento

Capital foi escolhida a primeira cidade, fora de SP, a receber uma unidade da rede, conhecida pela qualidade nos serviços

Teresa Mello - Publicação:31/05/2019 15:16Atualização:31/05/2019 15:55

Excelência. Essa sensação preenche todas as células do Hospital Sírio-Libanês em Brasília, inaugurado em fevereiro deste ano na 613 Sul. A primeira unidade fora de São Paulo reúne cerca de 200 médicos, 144 leitos e seis salas de cirurgia, sendo que as principais especialidades oferecidas são oncologia, cardiologia, neurologia, ortopedia e radioterapia e emergência. ‘O hospital é lindo, mas o que temos de melhor são as pessoas, nosso maior orgulho é o que é feito dentro do prédio’, afirma o diretor-geral, o oncologista Gustavo Fernandes, ex-presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (2015/2017).

Fachada do hospital,
inaugurado em fevereiro
deste ano: rede investiu
260 milhões de reais
para construir e equipar
a unidade localizada
na Asa Sul (Raimundo Sampaio/Esp. Encontro/DA Press)
Fachada do hospital, inaugurado em fevereiro deste ano: rede investiu 260 milhões de reais para construir e equipar a unidade localizada na Asa Sul
 

Para se ter uma ideia da segurança extrema, as cortinas dos banheiros são descartáveis e as portas dos quartos exibem um lacre indicando que eles estão devidamente preparados para receber o paciente. Automatizada, a farmácia utiliza código de barras e tubulação para distribuir os medicamentos nos postos centrais dos andares. Os 30 mil metros quadrados de área construída alongam-se em direção ao Setor de Embaixadas Sul, divididos em quatro pavimentos, o último deles dedicado à administração. Na entrada principal, um imenso painel do artista Toninho Euzébio destaca símbolos da capital, como o Memorial JK e os ipês. Para o paciente, existe o conforto de um hotel estrelado, climatizado a 20ºC e com atendimento de concierge. Na recepção, suavizada por luz amarela e revestimento de madeira, há balcão e cinco terminais de autoatendimento, além de algumas poltronas mais largas, destinadas à comodidade de obesos.

 

Os quartos, de 40 a 70 metros quadrados, incluem cortina e black-out com acionamento automático e os cuidados estendem-se também aos funcionários: “Todas as salas de cirurgia têm janelas, o que provoca um bom efeito psicológico na equipe, que geralmente fica horas e horas ali dentro”, informa o diretor, de 40 anos, nascido em João Pessoa (PB) e com residência em clínica médica e hematologia no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

 

O corpo de especialistas agrega nomes como a cardiologista Ludhmila Hajjar, na coordenação de pacientes críticos; Rafael Gadia, com residência médica em radioterapia, na superintendência de governança clínica; e Suelen Medeiros, formada pela Universidade de Brasília, na coordenação de cuidados paliativos. “Esse setor não é um cuidado de fim de vida”, esclarece Fernandes. “É o melhor manejo da doença sem grandes tecnologias.”

O oncologista Gustavo Fernandes, diretor-geral da unidade de Brasília: 'É um desafio

construir um hospital no DF com essa cultura de assistência que existe há 98 anos' (Raimundo Sampaio/Esp. Encontro/DA Press)
O oncologista Gustavo Fernandes, diretor-geral da unidade de Brasília: "É um desafio construir um hospital no DF com essa cultura de assistência que existe há 98 anos"
 

No verso do crachá, o gestor carrega os pilares do Sírio-Libanês: calor humano, excelência, pioneirismo, conhecimento e filantropia. “Andamos com os valores no peito”, diz. “É um desafio construir um hospital no DF com essa cultura de assistência que existe há 98 anos.” O objetivo humanitário do estabelecimento foi definido em 1921, quando a Sociedade Beneficente de Senhoras iniciou o projeto da sede em São Paulo, como forma de gratidão ao acolhimento dos imigrantes no Brasil. Por isso, uma mandala representa a logomarca do grupo. Nela, veem-se figuras de mãos dadas para transmitir a solidariedade das famílias libanesas. Na área da assistência em Brasília, a radioterapia é oferecida para a rede pública por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS) e também para o Hospital da Criança de Brasília José Alencar desde 2014.

 

Em funcionamento há poucos meses, o novo hospital brasiliense passa por ajustes naturais: “O restaurante não está 100% pronto, a sala dos médicos ainda está improvisada, o programa de voluntários precisa de uma sala, vamos incluir mais convênios de planos de saúde”, enumera o gestor, anunciando que, assim como na capital paulista, a infraestrutura contará com espaço ecumênico, livraria e serviços de cabeleireiro, entre outros benefícios. “A nossa primeira unidade em Brasília começou pequena, com 14 funcionários”, lembra ele, que em 2011 assumiu a chefia do Centro de Oncologia, na 613 Sul. Em 2014, foi aberto o atendimento no Lago Sul, na QI 15, e dois anos depois nasceu o Centro de Medicina Diagnóstica, na Asa Sul.

Leito de pronto atendimento do Sírio-Libanês: são 144 em toda a unidade (Raimundo Sampaio/Esp. Encontro/DA Press)
Leito de pronto atendimento do Sírio-Libanês: são 144 em toda a unidade
 

POR DENTRO DO SÍRIO-LIBANÊS

 

Fundação: 2019

Principais especialidades: cardiologia, neurologia, oncologia, ortopedia, radioterapia e pronto atendimento

Unidades: 4 (2 Centros de Oncologia, um Centro de Medicina Diagnóstica e o hospital completo)

Área construída: 30 mil metros quadrados

Funcionários: 600

Médicos: 200

Leitos UTI: 31

Total de leitos: 144

Estacionamento/capacidade: 400 vagas

Tem heliponto? Não

Tem maternidade? Não

Investimentos (no hospital): R$ 260 milhões

Localização (unidade principal): Via L2 Sul, Quadra 613, Asa Sul – Brasília/DF

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