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Uma pitada de arte: conheça alguns projetos de bares e restaurantes mais bacanas da cidade

Mariana Froes - Publicação:22/10/2019 15:41Atualização:22/10/2019 16:13

Entre, sente-se, fique à vontade! Nesses restaurantes de Brasília, o paladar e o olfato convidam o visitante a um passeio pelos prazeres da gastronomia, mas a experiência sensorial é completa, brindada pelo visual do design e da arquitetura. E, nesse caso, não trata apenas de comer com os olhos, mas, sim, de desfrutar a beleza da criação. Ambientação, atmosfera, detalhes: tudo pensado cuidadosamente, dentro de cada contexto particular. E se, muitas vezes, bons pratos remetem à sensação de acolhimento e pertencimento, esses ingredientes certamente fizeram parte da receita desses “chefs das paletas”. Selecionamos cinco endereços na capital onde além de boa comida, o cliente encontra um visual agradável e marcante, assinado por arquitetos do nosso quadradinho. Confira nas páginas a seguir.

 

TECNOLOGIA E CONFORTO

 

O bem-estar é o cartão de visitas do Sushi San, restaurante japonês localizado Quadra 106 da Asa Sul. O espaço, já tradicional na cidade, foi repaginado no ano passado pelo arquiteto André Alf, que buscou equilibrar inovação e conforto. Logo, de cara, o visitante é convidado a escolher um dos três ambientes: das mesas redondas, voltado para momentos familiares; do bar, mais descontraído; ou do tatame, mais próximo da realidade dos restaurantes tracionais do Japão. Segundo Alf, a ideia foi criar um espaço acolhedor, mas ao mesmo tempo divertido. “Usamos muita madeira, que traz essa ideia de aconchego e também o preto e o cimento queimado, que dão um ar mais moderno ao ambiente”, diz. Um dos destaques da decoração é uma parede de gabião, uma estrutura construída com 10 toneladas de pedras, onde André projetou uma adega. “É algo muito diferente; então, de fato, causa impacto ao visitante. E essa foi a nossa ideia: projetar um espaço completo, que não fosse um ambiente só para as refeições, mas para curtir, divertir”, explica.

 (Felipe Menezes/Divulgação)
 

REQUINTE À MESA

 

O requinte está dentro e fora do menu no restaurante Così, voltado à culinária italiana moderna. Localizado no Brasília Shopping, no Setor Comercial Norte, a casa com ar cosmopolita, tem 100 lugares e é sinônimo de aconchego, conforto e elegância. Algumas das mesas são bem reservadas, separadas por divisórias, mas com uma ótima visão da cidade, pois as janelas de vidro separam o ambiente interno da W3 Norte. O projeto é assinado pelos arquitetos George Zardo e Júlia Zardo, filha do profissional. Entre os objetos que mais chamam a atenção no espaço, estão as luminárias, no estilo órbita ou asteroide, que dão muito estilo à proposta. Outro ponto focal é a cozinha-show, onde os pratos são finalizados à vista dos clientes. A sofisticação também está presente no mobiliário e na pedra de mármore italiano do balcão do bar. O tom verde-alpi dá um ar de elegância ao local.

 (João P. Telles/Divulgação; Telmo Ximenes/Divulgação)
 

CONFORTO FAMILIAR

 

A dupla Alex Claver e Wilker Medeiros, do Studio 2, apostou no acolhimento e no conforto para criar o ambiente do Café do Flávio, que é uma extensão do Bolos do Flávio, um estabelecimento já tradicional e conhecido na região de Águas Claras. Segundo os arquitetos, a ideia foi receber clientes interessados não só na alimentação, mas na ambientação, que proporciona um acolhimento especial e intimista, como a casa do cliente. As cores sóbrias da base da proposta e de parte do mobiliário remetem à sensação de bemestar, mas o ambiente também tem identidade. Na fachada do prédio, um grande painel de grafite, assinado pelos artistas Toys & Omik, destaca-se meio os prédios da quadra comercial. As cores vivas dos desenhos harmonizam com detalhes da decoração, presentes, por exemplo, em bancos de metal e em armários da cozinha.

 (João P. Telles/Divulgação; Haruo Mikami/Divulgação )
 

À BEIRA DO LAGO

 

Ar praiano às margens do lago Paranoá. No Sallva Bar & Ristorante, no Pontão do Lago Sul, a decoração e a comida não passam despercebidas. A sensação de degustar pratos da culinária italiana e contemporânea é acompanhada do deleite da vista do espelho d’água, transformando o momento em uma verdadeira experiência. O projeto arquitetônico é assinado pelo escritório MAAI Arquitetos Associados, de Arnaldo Pinho, Isabel Veiga e Mônica Pinto. Os profissionais quiseram valorizar a sensação de bem-estar e contato com a natureza, já que todas as mesas acompanhadas de sofá central são voltadas com vista para o lago. A decoração do interior é da Jacaré do Brasil, de Trancoso, Bahia, que pertence ao decorador Fernando Droghetti. Acolhedor e intimista, o restaurante é um convite à boa mesa e a momentos de relaxamento. Todas as paredes são forradas em lambril de madeira pintada, enquanto que o teto é revestido com palha natural – trabalho feito por índios. As luminárias e adornos são feitos do mesmo material e harmonizam bem com a proposta. Outro destaque na composição são as louças pintadas à mão, que estão presentes nos lustres, em objetos e nas cubas dos lavabos.

 (João P. Telles/Divulgação; Cristiano Sérgio/Divulgação )
 

INGREDIENTE BRASILIENSE

 

A cara de Brasília: foi com essa ideia que os arquitetos do escritório Bloco idealizaram o ambiente do restaurante Authoral. Localizado na 302 Sul, o espaço apresenta na composição elementos que o aproximam dos estabelecimentos comerciais mais tradicionais do Plano Piloto, com o uso de grades, tijolos e piso em cimento. Os profissionais – Matheus Seco, Daniel Mangabeira e Henrique Coutinho – convidaram artistas, com obras espalhadas pelas redondezas, para que grafitassem as paredes internas do lugar, no sentido de reforçar, ainda mais, a fluidez entre a área interna e o espaço urbano. Despojado e cheio de personalidade, o restaurante – que propõe uma mistura entre a culinária brasileira e outras, de várias partes do mundo – tem, além de uma iluminação especial e intimista, a opção da iluminação natural. No primeiro piso, por exemplo, os arquitetos apostaram em claraboias retrateis, que, dependendo da ocasião, transformam o salão de mesas em um verdadeiro terraço. Toda a parte dos serviços, foi colocada no subsolo. “Tentamos abrir o máximo que pudemos o interior com o exterior, justamente para dar essa ideia de conexão entre os blocos residenciais e a quadra comercial”, diz Daniel Mangabeira.

 (Divulgação; Haruo Mikami/Divulgação)
 


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