SAIU NO CORREIO BRAZILIENSE

Famílias do DF aproveitam comemorações nos Centros Olímpicos e Paralímpicos

Intenção dos eventos é proporcionar um momento de diversão e confraternização dentro das unidades esportivas


Camila de Magalhães -

Publicação: 15/12/2014 11:51 | Atualização: 15/12/2014 11:53

A criançada fez a festa na chegada do Papai Noel ao Centro Olímpico e Paralímpico do Riacho Fundo I (Camila de Magalhães/FAC/D.A Press)
A criançada fez a festa na chegada do Papai Noel ao Centro Olímpico e Paralímpico do Riacho Fundo I

Para Erondina Rodrigues, 63 anos, nada é mais precioso do que estar com a família. Ela, que teve uma infância difícil em Alto Paraíso (GO), faz questão de estar sempre presente e encher os filhos e netos de carinho. Quando se aproxima o Natal, esse sentimento fica ainda mais aflorado. Na manhã de sábado (13/12), a vovó atleta de hidroginástica reuniu cinco netos e a filha Lígia Nery, 38 anos, no Natal em família do Centro Olímpico e Paralímpico do Riacho Fundo I. Ela acompanhava, de um lado para o outro, a criançada nas brincadeiras. “Minha infância foi bem diferente da deles. Participo para terem o que eu não tive. A família é tudo o que eu tenho na vida, luto por eles e faço tudo o que puder por eles”, disse, emocionada. A neta Maria Luiza Farias, 9 anos, reconheceu o esforço da avó: “Eu me sinto muito feliz de ter a minha avó por perto, ela é uma segunda mãe.”

Quando o sino começou a tocar na festa, anunciando a chegada do Papai Noel, foi aquela correria. Centenas de pessoas queriam chegar perto do barbudo. E não eram só as crianças. Muitos pais, avós, padrinhos e irmãos entraram na fila para receber um abraço e levar uma foto de recordação. Uma delas foi a dona de casa Alessandra Ferreira dos Santos, 36, que não disfarçava a alegria ao lado dos filhos e da sobrinha. “Lá na roça onde a gente morava, no interior de Minas Gerais, não havia brincadeiras nem Papai Noel. Por isso, trouxe os pequenos aqui para vê-lo e sentir a magia do Natal. Fico tão feliz quando vejo o Papai Noel, me emociono demais”, revelou Alessandra.

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A aluna de ginástica orientada Ana Maria Ribeiro Cristiano, 52 anos, levou os primos e o tio Geolito Alves de Oliveira, de 91 anos, para ver a garotada. Poeta e pioneiro de Brasília, Geolito também quis registrar sua presença na festa e sentou-se na cadeira do Papai Noel para uma foto.

Depois de se divertir com a programação de pula-pula, escorregador, futebol de sabão, gincanas, pintura de rosto e foto com o Papai Noel, o militar William Cordeiro, 43 , reservou um cantinho na grama para o almoço, ao lado da esposa, Ana Selma de Sousa, 43, e dos filhos Lucas, 14, e André Cordeiro, 7. “Hoje em dia, é muito difícil ter oportunidade de ficar em família, seja por conta do trabalho ou das atividades das crianças. Quando acontece uma atividade assim, é bom para estarmos mais perto”, comentou William. “O Natal é uma época importante para todo mundo, estando com a família, estamos com todos os amigos”, acrescentou Lucas Cordeiro, aluno de futsal e basquete do Centro.

Alto-astral

Antônia Vitória Rodrigues, 13, tem sequelas de paralisia cerebral. Tatiana Rocha, 25, síndrome de Down. E Noel Ferreira, 28, deficit intelectual. Os três participaram das atividades e entraram no clima natalino. A dificuldade motora não foi impedimento para que Antônia Vitória se divertisse no escorregador inflável. Os professores se mobilizaram, tiraram a aluna da cadeira de rodas e a colocaram nos braços para que ela chegasse ao topo do brinquedo. E ela desceu, toda feliz. Logo que chegou, sorriu e pediu: “De novo”. A cena comoveu quem estava por perto.

Para Alex Sandro Queiroz, responsável pela Coordenação de Pessoas com Deficiência do Centro Olímpico e Paralímpico de Riacho Fundo I, o caso de Antônia Vitória é uma inspiração. “Os alunos com deficiência que estão hoje aqui , além de participarem deste evento tão importante, conseguem mostrar sua superação para a comunidade. A gente sente como se fizesse parte da família deles. É muito prazeroso estar com eles”, destacou o educador físico.

O Natal em família é uma realização da Fundação Assis Chateaubriand em conjunto com a Secretaria de Esporte do DF. Segundo o gerente de projetos da Fundação Assis Chateaubriand, a intenção dos eventos é proporcionar um momento de diversão e confraternização em família dentro das unidades esportivas, levando ao fortalecimento dos laços familiares. “Como trabalhamos o esporte aliado à cidadania, entendemos a importância de se valorizar essa união numa data tão representativa, que é o Natal, e estimulamos uma reflexão sobre valores, como paz, esperança e amor.” Eduardo reforça ainda que as atividades esportivas são normais nos Centros Olímpicos e Paralímpicos no período de férias escolares. “As atividades continuam em dezembro e janeiro. Convidamos todos a praticarem exercícios físicos e elevarem sua qualidade de vida”, ressaltou.

Programe-se

Natal em família nos Centros Olímpicos e Paralímpicos

O evento é para alunos dessas unidades e seus familiares

Dia 14, das 9h às 14h: Samambaia
Dia 20: São Sebastião
Dia 21: Ceilândia, Parque da Vaquejada

Fonte: Site do Correio Braziliense